
Iluminação não é algo tão simples como pode parecer, principalmente diante do grande pelotão de pessoas que se declaram iluminadas hoje em dia. Parece que virou moda declarar-se iluminado.
A nossa mente pode criar uma série de argumentos, uma série de raciocínios, uma série de justificativas e explicações a respeito do que é iluminação. A nossa mente analisa as atitudes, as palavras, a aparência de um iluminado ou de alguém que se declara iluminado, e tira suas conclusões.
Mas eu entendo que a experiência de iluminação é algo que transcende a tudo isso que possa ser descrito pela mente.
Eu sei que Osho é iluminado pelo que ele transmite em seu olhar, em seus gestos, em sua presença, no amor que permeia suas palavras. A serenidade dele é imperturbável.
Você olha nos olhos dele e vê o vazio, vazio de ego. É de fato um bambu oco. Mesmo num vídeo dá para se perceber isso.
Neste blog, eu postei um artigo em 19/01/09, onde disse: "um dia a gente encontra a chave que nos abre a porta do silêncio e quietude interior, sem qualquer técnica. Um dia a gente começa a ter vislumbres reais do nosso centro mais interno, onde está a nossa fonte de sabedoria e discernimento e então podemos dizer que estamos dando o quarto passo para realmente conhecer Osho. Eu entendo que é nesse espaço de silêncio e paz, nesse vazio interno, nessa quietude, que realmente nos encontramos com Osho, nos encontramos conosco mesmo, nos encontramos com Deus."
Mas isso são apenas vislumbres que a gente consegue ter. Às vezes essa experiência se torna muito forte e até parece que vamos explodir em êxtase. No máximo isso pode ser um satori, que ainda assim é apenas um vislumbre da luz mais ampla e intensa que podemos alcançar.
Por tudo que li do Osho (não é pela minha experiência, mas sim pela leitura do Osho), compreendi que a iluminação chega quando esse vislumbre se torna um estado permanente de ser. A pessoa vive 24 horas por dia esse vislumbre, esse êxtase, esse estado em que todas as suas percepções estão afloradas, todo o seu potencial vem à tona, e vive isso naturalmente, espontaneamente. É quando Osho diz que qualquer ato da pessoa, por menor que seja, acontece meditativamente, graciosamente, cheio de luz.
Através dos toques do Osho, entendi que a iluminação chega à pessoa, a iluminação acontece. A pessoa não faz práticas específicas para isso. Não adianta querer apressar esse acontecer. Não é assim que ocorre. Mas é preciso percorrer um caminho e não se pode perder a naturalidade e a espontaneidade. E na maior parte das vezes essa naturalidade e espontaneidade ainda têm que ser resgatadas, pois foram sufocadas ao longo de nossa vida. E tem muito mais coisas a serem resgatadas: a nossa alegria, o nosso prazer, a nossa sensitividade... Então eu entendo que esse é um caminhar onde cada passo é criado a cada momento, onde o cuidado tem que estar sempre presente, onde a sintonia com o nosso centro é fundamental para que possamos responder a cada situação a partir desse centro mais interno e mais puro e não a partir de nosso ego, não a partir de nossos condicionamentos. É uma longa caminhada onde a prática regular de meditação é fundamental, senão a gente escorrega e cai na mente, cai no ego, cai na programação e perde essa sintonia com nosso centro. Este é o ponto onde eu sinto que me encontro hoje, buscando essa regularidade na meditação, buscando trazer consciência para cada ato, procurando estar presente em cada momento. E estar presente não é estar com a mente presente, analisando e acompanhando e registrando cada fato. É estar conectado com o nosso centro mais interno a cada momento, a cada agir, a cada falar, a cada fazer.
Entendi através das leituras do Osho que a iluminação chega à pessoa quando ela está vulnerável, receptiva e aberta. E ele diz que a iluminação acontece num piscar de olhos. Mas para se chegar até esse ponto, o caminho tem que ser percorrido. E aí é aquela velha história: temos que praticar muitas técnicas de meditação, durante muitos anos, até descobrirmos a chave que abre a porta do silêncio e quietude interior, como disse no meu artigo acima citado. E, mais apropriadamente, como foi dito por Osho no texto do boletim deste mês de fevereiro:
"No meio da noite, você acordará, sentará na cama e simplesmente entrará em sua solitude. E isto é apenas uma questão de seguir repetindo. Na medida em que você vai se movendo para dentro e para fora, vai ficando mais fácil, o caminho se torna mais leve. Isso se torna tão fácil que a qualquer momento você simplesmente fecha os olhos e imediatamente alcança o centro, sem perder um átimo de segundo. Então, até na praça do mercado você pode estar só, no meio da multidão. E você sentirá uma certa alegria crescendo em você, uma certa canção surgindo em seu silêncio, uma certa fragrância que você nunca conheceu antes."
Eu suponho que, depois que a pessoa chega nesse ponto, trazendo cada vez mais a meditação para a sua vida, ela poderá dar mais um passo que é esse estado de vulnerabilidade, abertura e receptividade em que Osho diz que um clique acontece e a pessoa acorda.
Com certeza esse estado ainda não faz parte de minha experiência.
A nossa mente pode criar uma série de argumentos, uma série de raciocínios, uma série de justificativas e explicações a respeito do que é iluminação. A nossa mente analisa as atitudes, as palavras, a aparência de um iluminado ou de alguém que se declara iluminado, e tira suas conclusões.
Mas eu entendo que a experiência de iluminação é algo que transcende a tudo isso que possa ser descrito pela mente.
Eu sei que Osho é iluminado pelo que ele transmite em seu olhar, em seus gestos, em sua presença, no amor que permeia suas palavras. A serenidade dele é imperturbável.
Você olha nos olhos dele e vê o vazio, vazio de ego. É de fato um bambu oco. Mesmo num vídeo dá para se perceber isso.
Neste blog, eu postei um artigo em 19/01/09, onde disse: "um dia a gente encontra a chave que nos abre a porta do silêncio e quietude interior, sem qualquer técnica. Um dia a gente começa a ter vislumbres reais do nosso centro mais interno, onde está a nossa fonte de sabedoria e discernimento e então podemos dizer que estamos dando o quarto passo para realmente conhecer Osho. Eu entendo que é nesse espaço de silêncio e paz, nesse vazio interno, nessa quietude, que realmente nos encontramos com Osho, nos encontramos conosco mesmo, nos encontramos com Deus."
Mas isso são apenas vislumbres que a gente consegue ter. Às vezes essa experiência se torna muito forte e até parece que vamos explodir em êxtase. No máximo isso pode ser um satori, que ainda assim é apenas um vislumbre da luz mais ampla e intensa que podemos alcançar.
Por tudo que li do Osho (não é pela minha experiência, mas sim pela leitura do Osho), compreendi que a iluminação chega quando esse vislumbre se torna um estado permanente de ser. A pessoa vive 24 horas por dia esse vislumbre, esse êxtase, esse estado em que todas as suas percepções estão afloradas, todo o seu potencial vem à tona, e vive isso naturalmente, espontaneamente. É quando Osho diz que qualquer ato da pessoa, por menor que seja, acontece meditativamente, graciosamente, cheio de luz.
Através dos toques do Osho, entendi que a iluminação chega à pessoa, a iluminação acontece. A pessoa não faz práticas específicas para isso. Não adianta querer apressar esse acontecer. Não é assim que ocorre. Mas é preciso percorrer um caminho e não se pode perder a naturalidade e a espontaneidade. E na maior parte das vezes essa naturalidade e espontaneidade ainda têm que ser resgatadas, pois foram sufocadas ao longo de nossa vida. E tem muito mais coisas a serem resgatadas: a nossa alegria, o nosso prazer, a nossa sensitividade... Então eu entendo que esse é um caminhar onde cada passo é criado a cada momento, onde o cuidado tem que estar sempre presente, onde a sintonia com o nosso centro é fundamental para que possamos responder a cada situação a partir desse centro mais interno e mais puro e não a partir de nosso ego, não a partir de nossos condicionamentos. É uma longa caminhada onde a prática regular de meditação é fundamental, senão a gente escorrega e cai na mente, cai no ego, cai na programação e perde essa sintonia com nosso centro. Este é o ponto onde eu sinto que me encontro hoje, buscando essa regularidade na meditação, buscando trazer consciência para cada ato, procurando estar presente em cada momento. E estar presente não é estar com a mente presente, analisando e acompanhando e registrando cada fato. É estar conectado com o nosso centro mais interno a cada momento, a cada agir, a cada falar, a cada fazer.
Entendi através das leituras do Osho que a iluminação chega à pessoa quando ela está vulnerável, receptiva e aberta. E ele diz que a iluminação acontece num piscar de olhos. Mas para se chegar até esse ponto, o caminho tem que ser percorrido. E aí é aquela velha história: temos que praticar muitas técnicas de meditação, durante muitos anos, até descobrirmos a chave que abre a porta do silêncio e quietude interior, como disse no meu artigo acima citado. E, mais apropriadamente, como foi dito por Osho no texto do boletim deste mês de fevereiro:
"No meio da noite, você acordará, sentará na cama e simplesmente entrará em sua solitude. E isto é apenas uma questão de seguir repetindo. Na medida em que você vai se movendo para dentro e para fora, vai ficando mais fácil, o caminho se torna mais leve. Isso se torna tão fácil que a qualquer momento você simplesmente fecha os olhos e imediatamente alcança o centro, sem perder um átimo de segundo. Então, até na praça do mercado você pode estar só, no meio da multidão. E você sentirá uma certa alegria crescendo em você, uma certa canção surgindo em seu silêncio, uma certa fragrância que você nunca conheceu antes."
Eu suponho que, depois que a pessoa chega nesse ponto, trazendo cada vez mais a meditação para a sua vida, ela poderá dar mais um passo que é esse estado de vulnerabilidade, abertura e receptividade em que Osho diz que um clique acontece e a pessoa acorda.
Com certeza esse estado ainda não faz parte de minha experiência.