<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098</id><updated>2012-01-23T15:48:43.516-08:00</updated><title type='text'>Blog do Champak</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-663560882385628077</id><published>2011-08-06T07:59:00.000-07:00</published><updated>2011-08-06T08:13:00.198-07:00</updated><title type='text'>Reflexões</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-0IgEoVCvOO4/Tj1Z7v3BUSI/AAAAAAAAAH4/6eOErji5Dwg/s1600/DSCN1264.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0IgEoVCvOO4/Tj1Z7v3BUSI/AAAAAAAAAH4/6eOErji5Dwg/s320/DSCN1264.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637761191532122402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para mim Osho sempre foi um bom conselheiro nas horas em que precisei.&lt;br /&gt;Sempre tive muitos livros deles e, quando a situação apertava, eu costumava fazer uma brincadeira que dava certo. Eu fechava os olhos e passava a mão sobre seus livros na estante, escolhendo um deles como se fosse uma carta de tarô. Depois, também de olhos fechados eu abria a esmo uma das páginas desse livro. Quase sempre eu encontrava ali uma mensagem que se aplicava àquela situação que me apertava. Era só uma brincadeira, mas assim como no Tarô ou no I-Ching, se a gente estiver inteiro e presente no momento de jogar, parece que algo misterioso (ou científico, mas ainda não descoberto e aceito pela Ciência) se manifesta e nos dá a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais do que isso, meditação e leitura regular de livros do Osho ajudaram-me nesse processo de encontrar meu centro interior, minha fonte interna de discernimento para poder eu mesmo ver e sentir em cada momento qual o passo mais acertado a ser dado. E sei que quando estou descentrado, distraído, estou mais propenso a dar passos errados. Aprendi com Osho que se eu estou de bem comigo mesmo, se estou relaxado, e se o que faço me dá prazer e alegria, se aquilo é fácil para mim, se eu não sinto divisão interna quanto ao que estou fazendo, então estou no caminho certo. E isso não depende da opinião ou julgamento dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito interessante também é a percepção de mim mesmo como uma presença. Isso tem a ver com o estar aqui e agora, estar aqui neste momento presente. Se estou caminhando, eu posso me sentir caminhando. Não é eu estar pensando que estou caminhando. Não é um pensar, é um sentir. Sentir que estou presente no ato de comer ou de beber ou de fazer qualquer coisa. Poder fechar os olhos e sentir dentro de mim, sem estar pensando, apenas sentindo, percebendo, curtindo o estar aqui e agora.&lt;br /&gt;No final, tudo acontece simultaneamente e nada mais são do que dimensões de um estado meditativo: a percepção de mim mesmo presente no aqui e agora; a sensação de estar relaxado e de bem comigo mesmo; o estar centrado; a sintonia com a fonte interna de discernimento; a sensação de estar vivendo fácil e prazerosamente. Tudo isso tem um nome: estado meditativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sinto que somente eu posso verdadeiramente saber que passos dar, que caminho abrir e seguir a cada momento. Mais do que isso, somente eu posso reconhecer nesse caminho uma sintonia (ou não) com o que meu próprio ser se propõe nesta vida. E, para isso, também sei que muita meditação é preciso. É assim que posso alcançar esse medidor interno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão não é o que estou fazendo no meu dia-a-dia, ou o que faço no meu trabalho, ou nos meus relacionamentos. A questão é como estou comigo mesmo em cada situação. Estou relaxado e centrado? Estou em sintonia com minha fonte interna de discernimento e sabedoria? É nisso que tenho que colocar minha atenção. O modo como eu vou relacionar com o mundo exterior será uma conseqüência de minha paz interna e meu centramento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-663560882385628077?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/663560882385628077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=663560882385628077' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/663560882385628077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/663560882385628077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2011/08/reflexoes.html' title='Reflexões'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0IgEoVCvOO4/Tj1Z7v3BUSI/AAAAAAAAAH4/6eOErji5Dwg/s72-c/DSCN1264.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-605900483281844820</id><published>2011-06-14T18:38:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T02:49:25.790-07:00</updated><title type='text'>Demência, senilidade ou experiência mística?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-EVEi4z8XoO0/TfgNltvn0gI/AAAAAAAAAHw/lYnT7jYUaB8/s1600/dona%2BEnid%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 265px; height: 248px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-EVEi4z8XoO0/TfgNltvn0gI/AAAAAAAAAHw/lYnT7jYUaB8/s320/dona%2BEnid%2B1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618255476730352130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Todo o sucesso do mundo nada significa comparado ao fracasso que no final você irá encarar, porque no final das contas somente o seu ser interior permanecerá com você. Tudo será perdido: sua glória, seu poder, seu nome, sua fama – tudo começará a desaparecer como sombras. &lt;br /&gt;No fim só permanecerá aquilo que você trouxe no seu começo. Você somente poderá levar deste mundo aquilo que você trouxe.&lt;br /&gt;Na Índia existe uma sabedoria popular de que o mundo é como uma sala de espera em uma estação de trem; não é a sua casa. Você não vai permanecer na sala de espera para sempre. Nada na sala de espera pertence a você – os móveis, as pinturas na parede... Você utiliza-os – você vê as pinturas, senta nas cadeiras, descansa na cama – mas nada pertence a você. Você está ali por uns poucos minutos, ou por umas poucas horas no máximo, e em seguida você se vai. &lt;br /&gt;Sim, o que você trouxe consigo, na sala de espera, você levará consigo; aquilo é seu.&lt;br /&gt;O que você trouxe ao mundo? E o mundo com certeza é uma sala de espera. A espera pode não demorar segundos, minutos, horas ou dias, ela pode demorar anos; mas o que importa se você vai esperar sete horas ou setenta anos?&lt;br /&gt;Em setenta anos, você pode esquecer que está apenas em uma sala de espera. Você pode pensar que talvez seja o proprietário, talvez esta seja a casa que você construiu. Você pode começar a colocar uma placa com seu nome na sala de espera. &lt;br /&gt;Existem pessoas – eu tenho visto isso porque eu estava viajando muito: pessoas que escrevem seus nomes nos banheiros das salas de espera. Pessoas tem gravado seus nomes nos móveis das salas de espera. Isso parece estúpido, mas é muito semelhante ao que as pessoas fazem no mundo.” (OSHO - From Darkness to Light – Cap. 2)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, vivi a experiência de acompanhar bem de perto o desligamento de minha mãe de sua vida terrena. Sozinho com ela num quarto de hospital e estando ela sem proferir uma única palavra, passando quase todo o tempo com os olhos fechados, com uma expressão tranqüila, dediquei-me à meditação, à leitura de Osho e busquei aguçar minhas percepções e reflexões. E algumas questões afloraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe foi daquelas mulheres totalmente dedicada ao lar, aos filhos, ao marido. Muito ligada à sua família de origem, de forte tradição católica, era muito trabalhadora, ativa, responsável, cuidadosa, perfeccionista e exigente. Ela cuidava de tudo em casa, sozinha. Nunca teve uma empregada ou faxineira. E durante vários anos costurava para ajudar nas despesas da casa. Era também muito possessiva, controladora, ciumenta, econômica, apegada a tudo que lhe pertencia, reservada, crítica e com dificuldades de relacionamento com estranhos. Ela era uma presença forte dentro da vida familiar e, em poucas palavras, era ela quem dava o tom e a última palavra em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se aproximar dos setenta anos, ela simplesmente perdeu a vontade de fazer as coisas: parou de cozinhar, de limpar a casa, de costurar. Lembro-me dela dizendo, “não consigo mais fazer nada, não tenho vontade alguma.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai deixou o corpo quando ela alcançava setenta e cinco anos. Ela simplesmente foi se instalando na casa de suas irmãs que moravam perto. Parecia que ela estava dizendo: “a vida levou quem cuidava de mim, agora cabe a ela (a vida) se virar para arrumar um jeito para que eu continue sendo cuidada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa nova fase de sua vida, quanto mais lhe cobravam maior interação na vida da casa, no que se refere à afetividade e ao trabalho, mais ela se fechava em seu mundo e se desligava. Sua reação passou a ser “cantarolar” sons sem sentido, como se fosse um estágio da meditação Devavani. Nessa técnica, emitimos sons desconhecidos como se fôssemos criança antes de aprender a falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desse quadro, a solução que a vida apresentou para nós e para ela foi uma Fundação Espírita que abriga idosos. Um verdadeiro presente para ela e para nós. Além de todo o carinho com que foi cercada, ela se entusiasmou com o fato de não precisar cozinhar, nem limpar a casa, nem lavar suas roupas. A Fundação cuidava de tudo. Lá ela tinha uma casinha com dois quartos que dividia com outra companheira idosa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Minha mãe ainda estava bem lúcida, mas eu percebia que ela passava por um crescente processo de desligamento das preocupações com o mundo. Para ela, tudo estava bom. Ela passava o dia sentada numa poltrona, observando os passarinhos que entravam e saiam da sala, observando as flores que desabrochavam no jardim, e, no máximo, reclamava de uma dor nas pernas. Via novela das seis, mas achava que tinha personagens em excesso o que lhe dificultava acompanhar a história. E dormia cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu percebia o quanto ela tinha se transformado. Não existia mais aquela mulher ativa, controladora, que estava sempre atenta a tudo, dando conta de todas as tarefas de casa, exigindo muito de todos e de si mesma. Agora ela se tornara uma pessoa passiva, totalmente relaxada, imperturbável, desligada do mundo. Com certeza a sua cabeça devia continuar povoada por incontáveis pensamentos. Mas ela dizia que brincava ao fazer um jogo com as palavras para tentar lembrar nomes de pessoas que eventualmente fugiam de sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de um ano, ela começou a ter umas tonteiras, uns desequilíbrios e, em conseqüência, alguns tombos. Ela passou duas semanas num hospital fazendo todo tipo de exame, mas não se chegou a um diagnóstico preciso. Desde então, ela voltou para a Fundação diretamente para a enfermaria, pois era arriscado ir ao banheiro sozinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último ano, instalada permanentemente na enfermaria, o seu processo de desligamento tornou-se ainda mais intenso. Ela foi se tornando cada vez mais desinteressada pela vida, pelos acontecimentos. Não fazia o menor esforço para caminhar, para tomar um sol, para se alimentar, Mas estava sempre bem humorada, com expressão tranqüila, totalmente desapegada e muito agradecida por tudo e a todos. Falava o mínimo necessário, sempre repetindo “muito obrigado”, “graças a Deus”, “está tudo bem”. Já não cantarolava mais e permanecia a maior parte do tempo dormindo ou descansando com os olhos fechados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha a nítida impressão de que ela estava se sentindo numa sala de espera, tal qual descreve Osho na citação acima. Os presentes que ela recebia, de natal, de aniversário, ela repassava para o primeiro que a visitasse, filho, neto, ou conhecido. Ela já não fazia questão de seus objetos de uso pessoal, de estimação, suas recordações. Não guardava nada como sendo seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me lembrava o que acontecera com a mãe do Osho pouco antes de deixar o corpo. Dizem que lhe perguntaram, “Como você está?” e ela respondeu, “Eu estou bem”. “Mas,” lhe disseram, “os seus exames indicam que você está mal e que deve estar sentindo dores.” Ao que ela respondeu, “Ah! Você está falando de meu corpo, não é? Sim, ele está com muitas dores, mas eu estou bem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte ao seu aniversário de 88 anos, ela passou mal e tivemos que leva-la às pressas ao hospital onde recebeu medicação. Passados mais uns dias, a situação não melhorou e tivemos que interná-la. Desta vez ela não retornou mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa sua última semana internada, eu passei ao seu lado. Sentia sua respiração, algumas poucas vezes ela abria os olhos e trocávamos olhares. Eu estava ali me despedindo dela e podendo ver como ela tinha passado por um processo de limpeza, de esvaziamento, de purificação. Ela estava partindo despojada de todos aqueles traços de personalidade que a marcaram no passado. O seu olhar era puro e seu semblante estava totalmente relaxado. Ela respirava igual a um bebê recém-nascido. Parecia que nenhum pensamento lhe perturbava. Passei muitas horas em meditação ao seu lado. Nossas energias se fundiam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fez uma série de exames e o médico disse-me que esse seu progressivo estado de desinteresse pelas coisas era decorrente de uma demência que nela se instalara já havia alguns anos. Eu fiquei me perguntando se realmente aquele seu estado era demência, ou se era uma simples manifestação da senilidade ou se era uma experiência mística sem consciência, já que ela não conhecia meditação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo ver nela esse estado de demência. Ela permaneceu lúcida até ser finalmente internada no hospital. Ela sabia de tudo que ocorria ao seu redor. Mas ela reagia de modo totalmente diferente dos seus velhos padrões. Eu fico me perguntando como se instalou nela esse processo de transformação, deixando de lado os seus apegos, sua possessividade, seu espírito controlador e manipulador e tornando-se uma pessoa dócil, pura, inocente. E, sobretudo, me pergunto o que teria acontecido se ela tivesse conhecido meditação, qual teria sido o sabor de seu experimento ao passar por todo esse processo de desligamento do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Infelizmente o Ocidente não aprendeu a lição, nem mesmo agora. Ele continua trabalhando arduamente no mundo objetivo. Até mesmo um décimo de nossa energia seria suficiente para encontrarmos a verdade interna. Mesmo um Alberto Einstein morreu em profunda frustração. Nietzsche não tinha idéia alguma a respeito de como ir para dentro (meditar). O Ocidente tem sido um lugar errado para pessoas como Friedrich Nietzsche. Se ele estivesse no Oriente, ele teria sido um grande mestre, um homem de absoluta sanidade. Ele teria sido da mesma categoria, da mesma família dos Budas.” (OSHO – God is Dead, Now Zen is the Only Living Truth – cap. 1)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-605900483281844820?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/605900483281844820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=605900483281844820' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/605900483281844820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/605900483281844820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2011/06/demencia-senilidade-ou-experiencia.html' title='Demência, senilidade ou experiência mística?'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EVEi4z8XoO0/TfgNltvn0gI/AAAAAAAAAHw/lYnT7jYUaB8/s72-c/dona%2BEnid%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-7150416683077190913</id><published>2011-05-30T04:17:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T04:25:57.123-07:00</updated><title type='text'>A palavra do Mestre</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-M74mEFd_YyU/TeN9HLAvEzI/AAAAAAAAAHk/IZSbdW6epyY/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 110px; height: 110px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-M74mEFd_YyU/TeN9HLAvEzI/AAAAAAAAAHk/IZSbdW6epyY/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612467122802201394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"A espiritualidade é exatamente como o sexo. O sexo necessita de uma certa maturidade; aos catorze anos de idade a criança estará preparada. O seu próprio impulso estará ali. Ela começará a perguntar e ela gostará de saber mais e mais a respeito do sexo. Somente então existirá a possibilidade de lhe explicar certas coisas.&lt;br /&gt;O mesmo acontece com a espiritualidade: a uma certa maturidade o impulso surge; você está procurando por Deus. O mundo já está terminado; você já viveu ele do princípio ao fim, já o viu do princípio ao fim. Ele está terminado; ele não tem mais qualquer atração, qualquer sentido. Agora surgiu um impulso para conhecer o significado da própria existência. Você jogou todos os jogos e agora sabe que eles são jogos. Agora nenhum jogo atrai você, o mundo perdeu o seu sentido – então você está maduro.&lt;br /&gt;Agora você precisará de um Mestre, e Mestres estão sempre aí, então não é preciso pressa. O Mestre pode não estar nesta forma, neste corpo – um outro corpo – as formas não importam, os corpos são irrelevantes. A qualidade interna de um Mestre é sempre a mesma, a mesma, a mesma. Buda disse repetidas vezes, “você experimenta a água do mar em qualquer lugar, ela é sempre salgada.” Exatamente como isso, o Mestre tem sempre o mesmo sabor. O sabor da consciência. E sempre existem Mestres, eles sempre estão por aí, assim, não tenha pressa.&lt;br /&gt;E se você não terminou com o mundo, se ainda está por aí, demorando a acabar, um desejo de conhecer sexo, de saber o que o dinheiro pode trazer, de saber o que o poder pode lhe dar, então você não está pronto. O impulso espiritual não é um entre muitos outros impulsos, não. Quando todos os impulsos tiverem perdido seu sentido, então ele surge. O impulso espiritual não consegue existir com outros impulsos – isso não é possível. Ele toma posse de seu ser completo, totalmente. Ele se torna o único desejo. Somente então um Mestre pode ser de alguma ajuda para você." (OSHO - Yoga: The Alpha and the Omega – vol., 3 – cap. 8 – q. 1)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-7150416683077190913?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/7150416683077190913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=7150416683077190913' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/7150416683077190913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/7150416683077190913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2011/05/palavra-do-mestre.html' title='A palavra do Mestre'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-M74mEFd_YyU/TeN9HLAvEzI/AAAAAAAAAHk/IZSbdW6epyY/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-8758111132953707116</id><published>2011-05-28T05:30:00.000-07:00</published><updated>2011-05-28T05:35:36.903-07:00</updated><title type='text'>Sobre a busca/não busca.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-qPNv8S_iC4g/TeDsCsnXOXI/AAAAAAAAAHc/8dIYPPuYcvk/s1600/DSCN1102.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qPNv8S_iC4g/TeDsCsnXOXI/AAAAAAAAAHc/8dIYPPuYcvk/s320/DSCN1102.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611744666783791474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O título é uma expressão da Amras e eu agradeço a ela por um dia ter sugerido que eu criasse este blog para expressar minhas reflexões, meus comentários, minhas crônicas. &lt;br /&gt;O que mais gosto nesse blog é de me sentir inteiramente à vontade para escrever o que quiser e quando quiser. Às vezes passo meses sem escrever uma linha e às vezes escrevo várias vezes numa mesma semana.&lt;br /&gt;Também fico à vontade para escrever aquilo que sinto me inspirar no momento, sem qualquer preocupação de estar sendo coerente, de estar dizendo alguma verdade que toque as pessoas, de estar sendo reconhecido como alguém especial. Escrevo como sendo um desabafo, um transbordar de algo que está pulsando dentro de mim. &lt;br /&gt;Muitas vezes a vida me faz compreender coisas profundas, mas eu sinto que é algo muito pessoal que quero guardar comigo. Nesses casos eu nada escrevo. Mas, ocorre de brotar um sentimento de querer expressar o que bate aqui dentro. Nem sempre com a intenção de compartilhar com quem quer que seja, mas simplesmente a vontade de expressar, de colocar para fora e depois poder ver objetivamente o texto que eu construí e que foi publicado. &lt;br /&gt;E é interessante quando a gente escreve e publica. É totalmente diferente de um diário em que escrevemos e guardamos trancado a sete chaves. Quando publicamos, ficamos expostos, abrimos nosso coração, abrimos nossa intimidade. Ou, ao contrário, podemos simplesmente escrever de uma maneira cuidadosa para não cometer deslizes, com vistas a merecer aplausos e reconhecimentos. Não tem sido essa a minha experiência neste meu blog. &lt;br /&gt;Eu tenho aproveitado esse blog, como um canal de comunicação para procurar me expor autenticamente, humildemente e sinceramente. Mesmo sabendo que somos traídos muitas vezes por um lado inconsciente de nosso ego, sendo falsos não intencionalmente quando pensamos ser verdadeiros. &lt;br /&gt;Aprendi com Osho que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“As pessoas quando estão frustradas com desejos mundanos, começam a mudar o objeto: elas começam a desejar objetos do outro mundo – céu, paraíso e todas as alegrias do céu. Mas o jogo é o mesmo, a mente está de novo fazendo você de tolo. Esse não é o caminho da pessoa inteligente, esse é o caminho do tolo.”&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Assim, quem acompanha esse meu blog, pode ter observado uma mudança no foco de meus escritos. Pouco a pouco fui abandonando meu discurso mais espiritualizado, deixando de enfatizar meditação, iluminação, não-mente, e outras “aspirações do além” e comecei a descer ao terreno dos simples mortais que se reconhecem ainda no mundo da mente, das distrações terrenas, da comida gostosa, do sexo, dos jogos de futebol, da conversa boba ao redor do fogão na casa das tias, essas coisas de gente comum. &lt;br /&gt;Aprendi que ao me reconhecer como pessoa comum, ordinária estou muito mais relaxado e à vontade comigo mesmo do que quando me via como alguém extraordinário, alguém que já trilhara esse ou aquele caminho, que já superara essa e aquela fase, e que já estava numa dimensão acima dos simples mortais, dos mentais, dos apegados às ilusões do mundo. &lt;br /&gt;Aprendi com a minha experiência e essa experiência é minha. E só eu posso saber, ou não, o que essa experiência me diz e o que ela representa. Ao buscar ser mais simples, mais comum senti a necessidade de ser mais mundano, pois, antes, eu estava buscando ser especial e extraordinário. Sinto que isso faz parte do meu processo. Pode ser que eu esteja dando passos à frente enquanto penso estar dando passos atrás. Qual o termômetro para medir? Só eu mesmo posso saber. Não é alguém que está lendo este meu texto que irá me dizer. Esse alguém poderá no máximo fazer julgamentos. Mas isso é problema dele. O que interessa a mim é como eu me sinto nesse processo, se estou ficando mais relaxado, mais de bem comigo mesmo, mais à vontade com a vida. Para mim esses são critérios valiosos. Mas sempre a partir de minha própria percepção, da minha sensação e meus sentimentos.&lt;br /&gt;Sinto que um degrau a mais na ascenção dita espiritual só é possível a partir do chão, do terreno, do ordinário, do simples e comum. E essa questão não é resultado de uma discussão, de uma troca de idéias, de um fórum a ser aberto neste blog. É uma compreensão fundada na experiência de vários anos e numa intuição mais profunda que conseguimos alcançar.&lt;br /&gt;Já deixei para trás a importância que dava aos juízos e comentários de meus pares, daqueles que considerava meus companheiros de jornada. Descobri também com Osho que não existe relação discípulo-discípulo, mas apenas a relação discípulo-mestre e, é claro, a relação minha para comigo mesmo.&lt;br /&gt;É a partir dessa ótica que eu agradeço a Amrás por ter estimulado que eu fizesse este blog. Ele está sendo uma grande oportunidade para eu exercitar essa minha expressão de sinceridade, de exposição de minha intimidade, de me abrir, não para A ou para B, mas simplesmente de me abrir, abrir meu coração. E eu sinto que cresço com isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-8758111132953707116?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/8758111132953707116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=8758111132953707116' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/8758111132953707116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/8758111132953707116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2011/05/sobre-buscanao-busca.html' title='Sobre a busca/não busca.'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qPNv8S_iC4g/TeDsCsnXOXI/AAAAAAAAAHc/8dIYPPuYcvk/s72-c/DSCN1102.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-6575607693366194182</id><published>2011-05-25T16:21:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T16:28:47.330-07:00</updated><title type='text'>Jogos da vida e jogos da mente.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-KHG6mhn_44g/Td2QLGnLZeI/AAAAAAAAAHU/NVykzCRqal0/s1600/TheJourney.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 149px; height: 239px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KHG6mhn_44g/Td2QLGnLZeI/AAAAAAAAAHU/NVykzCRqal0/s320/TheJourney.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610799231201404386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há poucos dias, eu revisava uma tradução do Osho na qual ele contava uma fábula do Mulla Nasrudin que queria roubar uma loja, mas ela era protegida por um cão de guarda. Mulla então sentou-se ao seu lado, fechou os olhos e fingiu dormir. O cão, persuadido de que Mulla estava dormindo, relaxou e acabou dormindo também. Mulla então aproveitou o sono do cão e roubou toda a loja. Osho nos alerta sobre os riscos de estarmos vivendo no meio de pessoas que dormem, pessoas inconscientes, pessoas que vivem feito robôs. Se não mantivermos os olhos bem abertos, se não estivermos alertas e atentos todo o tempo, facilmente entramos na mesma inconsciência, no mesmo sono, como o cão do Mulla, pois ele é contagiante. &lt;br /&gt;E aqui voltamos à velha questão que nos é colocada pelos diversos mestres: ‘estar no mundo sem ser do mundo’. Como conseguir estar nesse mundo dominado pela inconsciência, pelo sono, e ao mesmo tempo permanecer alerta, atento, consciente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osho nos diz no livro Tao: The Three Treasures, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A vida é um jogo sem propósito, um jogo de infinitas forças – o jogo é belo, se você não tiver uma mente de quem quer alcançar algo; e é feio se você tiver a ambição de se tornar alguma coisa, de ser alguma coisa, de fazer alguma coisa. Relaxe. Abandone o futuro completamente. Somente este momento existe, e este momento é a eternidade. E esta vida é apenas tudo o que existe, não pense a respeito da outra margem.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Minha mente lê essa frase e fica encantada, nem pensa em contestá-la. Mas olha ao redor e vê esse mundo de ambições e competições, de noticiários violentos na TV, de burocracias burras, de correrias, de desencontros. Vivemos envolvidos em relacionamentos e em tarefas do trabalho, com dores de cabeça e na coluna, comprando ou vendendo imóveis, enfrentando problemas com empregado ou com patrão, sobrecarregados de preocupações, frustrações, ansiedades, falsas esperanças, angústias. &lt;br /&gt;Sei que o único problema é a minha mente. Ela é que lê e curte a frase do Osho e é ela que não consegue se desvencilhar desse mundo de problemas e ver a vida com outros olhos. &lt;br /&gt;Meu desafio não é ler e curtir frases do Osho. Isso é fácil e é gostoso. Meu desafio é existencial, é estar no mundo e manter a consciência de que tudo isso que vejo através de minha mente é um jogo que se repete; e manter a consciência de que não sou essa mente que vê todo esse jogo. E ir além dessa mente e alcançar o estado de paz interna, clareza e relaxamento que me conecta com esse mesmo mundo através de um olhar de alegria, de compreensão e de aceitação, sem expectativas e sem julgamentos. Esse é o meu desafio dia após dia. Estar nesse mundo, caminhar pelas ruas, ver as bancas de revistas, esperar pelo sinal verde e atravessar a rua, cruzar com pessoas bem vestidas e maltrapilhas, trocar palavras com a atendente no café e, acima de tudo, manter-me consciente de que não sou essa mente que caminha e registra todos os acontecimentos. Meu desafio é manter-me em estado meditativo, em sintonia com o silêncio e a quietude interior, para estar nesse mundo dia após dia, sem ser contagiado pela inconsciência das pessoas, dos jogos do mundo, de suas armadilhas e promessas fantasiosas.&lt;br /&gt;Isso não é fácil. Mais fácil é buscar todas as justificativas para me afundar ainda mais nesse mundo ou então para escapar dele, buscando refúgio numa caverna, num mosteiro ou mesmo numa casa de campo. Uma alternativa ou outra são jogos da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osho também nos diz (Unio Mystica - Vol. 2), &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A pessoa mundana está atrás do dinheiro, ela está jogando um jogo. A pessoa ‘do outro mundo’ está atrás da renúncia ao dinheiro, ela está jogando um outro jogo. A pessoa do mundo está interessada em ser bem sucedida, famosa, muito reconhecida. A pessoa religiosa está escapando para as cavernas, de modo que ninguém a reconheça, de modo que ela se torne anônima. Mas, se você quiser ser reconhecido pelos outros, ou se quiser ser NÃO reconhecido pelos outros, de qualquer forma está focado nos outros: o jogo é o mesmo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aqui eu me ponho a perguntar qual o significado deste meu retorno à minha cidade natal depois de vários anos rodando pelo mundo, fazendo e acontecendo aqui e ali, entrando e saindo de buracos negros, dando saltos, encarando obstáculos, rompendo barreiras, experienciando novas aventuras, experimentando novos sabores do viver e do gostar de viver. &lt;br /&gt;Depois de sentir a frustração de algumas expectativas não cumpridas, depois de não conseguir realizar alguns sonhos, depois de ver desmoronar algumas ilusões, algumas crenças, me vi sem vontade e sem interesse em prosseguir com uma série de projetos. Decidi voltar para o local onde meu cordão umbilical foi enterrado. Isso foi há três anos.&lt;br /&gt;É claro que havia aqui questões não resolvidas esperando para eu resolver, haviam nós a serem desatados,  algumas sombras que me perseguiam estavam ocultas atrás dos velhos casarões dessa província mineira. &lt;br /&gt;Mas voltei, proclamando que estava à procura do anonimato, que queria caminhar a esmo, como um ninguém no meio da multidão. Escrevi bastante sobre isso neste blog. Mas, em outras palavras, eu posso dizer que também estava escapando para as cavernas. Eu continuava o mesmo jogo. E ao tomar consciência disso, este passa a ser um ângulo a mais para eu considerar nesse meu desafio de estar no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero aprofundar um pouco mais esta reflexão sobre o estar no mundo e para isso, trago um outro comentário do Osho, extraído da série Bodhidharma The Greatest Zen Master – cap. 1: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Vida após vida, correndo atrás de dinheiro. Vida após vida, correndo atrás de poder. Vida após vida correndo atrás de homens ou mulheres. Na medida em que você se torna consciente dessa longa série das mesmas estupidezes – nas quais você foi bem sucedido muitas vezes, mas nunca ganhou coisa alguma... E cada nova vida você teve que começar de novo do A, B, C. ..&lt;br /&gt;Isso cria um grande tédio para com a vida, morte e o contínuo círculo vicioso. Este é o significado original da palavra SAMSARA; ela significa que a roda que segue movendo e movendo, não conhece nenhuma parada. Você pode pular para fora dela, mas você está agarrado nela.&lt;br /&gt;E existe uma grande e urgente necessidade de se fazer algo que você nunca fez antes – a busca de seu próprio Ser. Você tem corrido atrás de tudo no mundo e isso não o levou a lugar algum. Todas as estradas no mundo seguem dando voltas e voltas, elas nunca alcançam algum fim. Elas não têm algum fim.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lendo esse texto, não consigo falar nada. Engulo seco apenas. E paro por alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas palavras ditas e escritas, quanta conversa “jogada fora”, quanto ti-ti-ti pretendendo ser significativo, mas no fundo sem qualquer sentido. Refletindo sobre esses toques do Osho, a gente se cala. Lembro-me daquele primeiro encontro entre Gurdjeff e Ouspenski. Ouspenski era um erudito, autor de vários livros e foi atrás da sabedoria de Gurdjeff que era um mestre. Gurdjeff lhe disse para escrever num papel tudo o que ele sabia, pois o que ele sabia não lhe seria ensinado. Ele já sabia. Gurdjeff iria lhe ensinar aquilo que ele não soubesse. Mas depois de algumas horas, Ouspenski voltou com o papel em branco; depois de algumas horas olhando para tudo que havia dito e escrito em toda a sua vida, só pode concluir que nada sabia, e que queria que Gurdjeff lhe ensinasse tudo. É como a gente se sente após a leitura desses toques do Osho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para concluir esta reflexão, na série Zen: The Path of Paradox, ele comenta: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“O Zen diz que a mente é SAMSARA, o mundo, e que a mente é NIRVANA também. Isso é tudo um jogo da mente. Lembre-se, o Zen diz que isso é tudo um jogo da mente – sem qualquer exceção. Mesmo o seu Deus é o supremo jogo da mente, é o jogo do além. Aqui é onde o Zen é muito superior às outras religiões. &lt;br /&gt;É por isso que o Zen é absolutamente silencioso a respeito de Deus. Não que Deus não exista – mas o Deus sobre o qual nós podemos falar é um jogo da mente, ele será a nossa projeção. Meera projeta Krishna, Teresa projeta Cristo, Ramakrisna projeta a Mãe Kali – mas são tudo projeções. &lt;br /&gt;Uma vez que você acredita, você cria a realidade. Essa é toda a estrutura da hipnose e essa é toda a estrutura do seu mundo – o mundo em que você vive.&lt;br /&gt;O Zen quer que você vá além dele. O Zen quer que você veja que a sua derrota é uma crença, a sua vitória é uma crença, a sua força é uma crença, a sua fraqueza é uma crença, você ser um pecador é uma crença, você ser um santo é uma crença. Tudo são crenças, conceitos mentais, jogos da mente. O seu Deus é um jogo do além. &lt;br /&gt;Abandone todas as crenças. Então o relativo desaparece e surge o real.”&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, só o silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-6575607693366194182?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/6575607693366194182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=6575607693366194182' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/6575607693366194182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/6575607693366194182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2011/05/jogos-da-vida-e-jogos-da-mente.html' title='Jogos da vida e jogos da mente.'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KHG6mhn_44g/Td2QLGnLZeI/AAAAAAAAAHU/NVykzCRqal0/s72-c/TheJourney.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-6009145396118689974</id><published>2011-01-06T16:45:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T03:31:29.655-08:00</updated><title type='text'>Reverência à Vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TSZirn2DzjI/AAAAAAAAAHE/sFW-G5-r0_4/s1600/borboleta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 80px; height: 120px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TSZirn2DzjI/AAAAAAAAAHE/sFW-G5-r0_4/s320/borboleta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559239291605077554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre me senti um “trator”, fazendo as coisas acontecerem com rapidez, com eficiência, apesar das dificuldades e obstáculos. Sobretudo quando tinha que encarar dificuldades e obstáculos, eu me sentia um “fazedor” por excelência.&lt;br /&gt;Depois eu pude compreender que esse “trator”, esse “fazedor” tinha que pagar um preço por não respeitar o meu próprio ritmo, a minha própria natureza, as minhas sensibilidade e sensitividade, a minha intuição mais profunda. O meu “fazedor” atendia, sobretudo, às minhas aspirações mentais, meus projetos idealizados, meus caprichos, meus conceitos e preconceitos.&lt;br /&gt;O meu poder, a minha capacidade de fazer e realizar parecia muito com a capacidade e o poder que a humanidade tem de criar a civilização, como tem criado, a qualquer custo. O mundo tem evoluído, sob certa ótica, mas o preço alto que paga tem se revelado nos desequilíbrios ambientais e sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu pude compreender que existe uma realidade mais interna, em mim e no mundo que me rodeia, abriu-se para mim uma nova perspectiva para ver e sentir a vida e suas manifestações.&lt;br /&gt;A vida tem sua lógica própria, tem seu tempo certo de fazer com que as coisas aconteçam naturalmente, ela é sábia, mesmo quando aparentemente se nos parece injusta, inoportuna e insensata. A vida é uma e está, ao mesmo tempo, em mim e no mundo que me rodeia.&lt;br /&gt;As coisas podem até acontecer pela intenção de minha mente e pelas minhas ações por ela ditadas. Mas, se a minha mente não estiver a serviço de meu centro mais profundo, da minha fonte interna de discernimento e sabedoria, enfim, se eu não estiver em profunda conexão comigo mesmo, em última instância, em sintonia com a vida, é muito provável que o resultado de minhas ações e das intenções de minha mente resulte em frustração, fracasso, stress e insatisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num desses tropeços que a gente repete ao longo da vida, eu corri bastante nesses últimos dias, liguei meu “piloto automático” e tirei do meu baú o velho trator. Convoquei-o a fazer as coisas acontecerem de maneira engrenada e com rapidez. Mobilizei pessoas, enfrentei filas, atropelei burocracias, suei bastante, fiz ligações, enviei e-mails, pisei no acelerador e defini metas para serem alcançadas num prazo bem curto. Depois que todo o circo estava armado, me vi diante da porta para dar o passo definitivo. O trinco quebrou-se em minhas mãos e recebi um balde de água fria: a pessoa que iria assinar o contrato simplesmente negou-se a fazê-lo no prazo que eu havia estabelecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fiquei chocado diante da negativa. Mas um passarinho soprou no meu ouvido: “imagine daqui uns meses quando você puder relaxar e curtir essa nova situação que você está construindo. Irá então se perguntar: será que era mesmo preciso todo aquele stress? Toda aquela correria? Todo aquele suor? Era realmente necessário definir metas e fixar prazos? Não teria sido possível manter o relaxamento e a curtição durante todo o percurso, durante toda a construção?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse toque me bateu lá dentro. Simplesmente parei com tudo, respirei fundo, relaxei e fechei os olhos. Putz! Que confusão eu estava armando, quanta correria... &lt;br /&gt;As coisas acontecem no seu ritmo próprio, no seu tempo certo. A vida tem sua lógica, tem suas razões. É preciso respeitar, aceitar, relaxar, estar receptivo, pois a vida é sábia. &lt;br /&gt;Mas algo mais me bateu: a questão não era apenas aceitar e estar receptivo à vida. Mais do que isso, a vida é para ser reverenciada, a vida é maternal, é divina.&lt;br /&gt;Com essa percepção, com essa compreensão, relaxei e resolvi deixar as coisas acontecerem por elas mesmas. Tirei as armaduras, desamarrei os sapatos, soltei a gravata e me joguei no açude. Deixei o corpo boiar suavemente, permiti que o movimento da água me levasse para lá e para cá. Cuidei apenas de cumprir as coisas básicas que me compete cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para meu espanto, hoje, alguém que até então eu não conhecia tomou a iniciativa de abrir aquela porta cujo trinco havia se quebrado em minhas mãos e, despretenciosamente, perguntou àquela pessoa: “por que você não assina o contrato de uma vez?” E a pessoa simplesmente resolveu assinar no ato, sem pestanejar. E eu, que a tudo presenciava, simplesmente fiquei de boca aberta. Sem que ninguém percebesse, olhei para dentro de mim mesmo e dei uma risadinha... Essa vida é mesmo surpreendente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-6009145396118689974?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/6009145396118689974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=6009145396118689974' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/6009145396118689974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/6009145396118689974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2011/01/reverencia-vida.html' title='Reverência à Vida'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TSZirn2DzjI/AAAAAAAAAHE/sFW-G5-r0_4/s72-c/borboleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-8777038903471630642</id><published>2010-10-06T14:36:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T14:45:42.415-07:00</updated><title type='text'>Sobre o medo da liberdade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TKzsPV6OuQI/AAAAAAAAAG4/BlJnuh6NWJo/s1600/osho.aviao.02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 138px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TKzsPV6OuQI/AAAAAAAAAG4/BlJnuh6NWJo/s320/osho.aviao.02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525050591200327938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O texto “O Medo da Liberdade”, do Osho, que foi publicado recentemente no site do Instituto Osho Brasil (www.oshobrasil.com.br) é um daqueles que mexe com a gente e nos põe a refletir sobre a maneira como estamos vivendo a vida, no dia-a-dia e nas suas cenas mais simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a vida nos coloca na parede a todo instante. E a gente encontra sempre um meio de escorregar, de escapar desse confronto com nossa própria liberdade. &lt;br /&gt;A todo momento estamos diante de desafios, diante de obstáculos, de incertezas. E isso significa que estamos sempre diante de oportunidades para assumirmos a nossa liberdade, oportunidades de escolha e decisão, oportunidades de manifestação da consciência. Mas, ao invés de encararmos essas oportunidades, preferimos, por exemplo, comer na hora em que o costume definiu como sendo a “hora certa” e deixamos de aguçar nossa percepção para ouvirmos as necessidades de nosso próprio corpo; preferimos usar a roupa da moda; aceitamos a imposição midiática de uma música de qualidade discutível; nos submetemos passivamente aos gostos do grupo - tudo isso sem questionamentos internos. É muito mais cômodo e não corremos riscos, quando seguimos os procedimentos usualmente seguidos pela maioria das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é interessante considerar que não se trata de se fazer apologia da rebeldia pela rebeldia. Aliás, Osho nos alerta que a rebeldia do adolescente não é em si uma manifestação de liberdade. Essa simples rebeldia é própria de qualquer animal quando chega à sua adolescência. É o seu processo natural de afirmação enquanto indivíduo que está se tornando maduro e rompendo os remanescentes de seu cordão umbilical. Quando o filho diz “não” ao seu pai, ele pode estar apenas seguindo a imposição de um processo da natureza de independência e auto-afirmação. Ele só estará manifestando a sua liberdade, caso ele se sobreponha a essa imposição da natureza e, num ato de consciência, consiga dizer “sim” ao seu pai, ou mesmo dizer “não”, mas desde que seja num ato de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa abordagem da liberdade quando aplicada às crenças e práticas das religiões organizadas nos ajuda a abrir os olhos e alcançamos uma compreensão de um mecanismo sutil a que geralmente cada um de nós se submete ao longo de nossa história pessoal.&lt;br /&gt;Dentro deste ambiente em que somos moldados pela sociedade, e a ela nos submetemos, desde cedo aprendemos a dizer “sim” a conceitos como Deus, juízo final, pecado, culpa, paraíso e inferno. E, por extensão, todos nós vivemos com deveres e obrigações de praticar o bem e não cometer faltas, lutando contra tendências e anseios naturais de nosso corpo, preocupados em “vigiar nossos pensamentos e ações” para não “cairmos em tentação”. &lt;br /&gt;E assim seguimos numa luta interna entre um suposto lado bom e um lado mau que coexistem dentro de nós. E nessa luta precisamos obter créditos e merecimentos para alcançarmos o paraíso celestial após a morte, devemos praticar o amor ao próximo, a humildade e a compaixão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica absolutamente clara a linha divisória entre a visão do Osho e a visão das religiões organizadas. Enquanto as religiões criam essa divisão interna, essa esquizofrenia, Osho nos abre as portas da consciência e liberdade. Com Osho não existem preceitos a serem seguidos. Aliás, nada existe para ser seguido. Osho sempre foi contra seguidores. Ele nos desafia a duvidar, discordar do que ele fala. E acrescenta dizendo que se o que ele fala encontra ressonância dentro de mim, se eu sinto internamente que aquilo é verdadeiro, então aquilo passa a ser uma verdade minha e, neste caso, eu estarei seguindo à minha verdade, não à verdade dele. Embora a verdade seja uma só – eterna e universal.&lt;br /&gt;É claro que isso não pode ser mera retórica do Osho, caso contrário não faria o menor sentido. Então, quando Osho nos diz para não aceitarmos passivamente o que ele diz, é exatamente isso o que ele quer dizer. &lt;br /&gt;Nesse sentido ele é absolutamente coerente, pois ele mesmo nos diz que seus livros e vídeos terão sido de alguma ajuda para nós, quando pudermos jogá-los fora e caminharmos com nossos próprios pés, o que, em outras palavras, podemos dizer, quando tivermos acessado nosso mestre interior. &lt;br /&gt;O grande legado de Osho não são seus ensinamentos, como se fossem tratados filosóficos para estudarmos. O seu grande legado são as dicas, as provocações, os estímulos para que existencialmente façamos experimentos com a verdade, a partir de nossas práticas meditativas e a extensão dessa vivência meditativa a todas as cenas de nosso cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se não existem preceitos, nem ensinamentos, como ficam as práticas de amor ao próximo, humildade e compaixão?&lt;br /&gt;Se nas religiões organizadas essas práticas são preceitos a serem cumpridos pelos seus seguidores, com Osho a abordagem é diferente.&lt;br /&gt;Com Osho somos estimulados a sermos conscientes, a sermos livres. Mas aqui é fundamental diferenciarmos consciência de mente consciente. Não se trata de aguçarmos nossa mente consciente. Quando Osho fala em consciência, ele está falando em algo além da mente. A consciência da qual ele nos fala, está além das dimensões da mente e só pode ser acessada através da meditação. Ela nada tem a ver com nosso pensar. Ela tem mais a ver com nosso perceber e nosso sentir. Mais do que isso, ela tem a ver com o nosso Ser.&lt;br /&gt;Quanto mais eu acesso meus espaços de meditação – de silêncio, de quietude, de paz, de serenidade – mais se aguça a minha amorosidade, a minha sensibilidade, minha alegria, minha compaixão. &lt;br /&gt;Assim, amor, humildade e compaixão não são preceitos a serem seguidos para se obter créditos e assim fazermos jus ao paraíso celestial. Amor, humildade e compaixão são subprodutos naturais do estado meditativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Osho aprendemos pela nossa própria experiência que não existem deveres e obrigações a serem cumpridos e não existem proibições; não existe pecado nem culpa. O paraíso ou o inferno existem aqui mesmo, agora mesmo, e são resultantes das escolhas que fazemos, dos nossos atos e atitudes. Não existem rituais, não existem crenças nem dogmas. Cada um é senhor de si mesmo, é senhor de seus próprios passos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-8777038903471630642?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/8777038903471630642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=8777038903471630642' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/8777038903471630642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/8777038903471630642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2010/10/sobre-o-medo-da-liberdade.html' title='Sobre o medo da liberdade'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TKzsPV6OuQI/AAAAAAAAAG4/BlJnuh6NWJo/s72-c/osho.aviao.02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-7245885561116108322</id><published>2010-09-28T18:18:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T18:28:53.291-07:00</updated><title type='text'>Para se conhecer Osho – II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TKKUicPxknI/AAAAAAAAAGw/tTFZW6I9n64/s1600/Osho1001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TKKUicPxknI/AAAAAAAAAGw/tTFZW6I9n64/s320/Osho1001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522139412528468594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há poucos dias, a um comentário que citava Eckhart Tolle, eu respondi: “O que muda de um mestre para outro são suas estratégias para nos sacudir, para nos provocar, para nos fazer abrir os olhos. As mensagens não são conflitantes, mas as estratégias podem não ser convergentes. E eu aprendi com Osho que não é bom misturar os caminhos, pois a gente pode se confundir e não chegar a lugar algum.”&lt;br /&gt;No dia seguinte, recebi o comentário de uma outra pessoa: “li o Poder do Agora e confesso que não percebi estratégia diferente dos ensinamentos de OSHO. Você poderia detalhar essa sua percepção e exemplificá-la ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu recebesse essa pergunta há uns 5 ou 6 anos, teria sido mais fácil responder, pois imediatamente eu faria uma defesa emocional da preservação da mensagem pura do Osho. Com isso eu correria o risco de não reconhecer trabalhos, ações e abordagens de outros mestres que podem ser de grande ajuda para quem está procurando se encontrar, se conhecer e aguçar um pouco mais sua consciência.&lt;br /&gt;Hoje eu quero aproveitar essa pergunta para responder com mais humildade e com fidelidade ao que sinto e percebo em meu coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada mestre tem suas próprias estratégias para nos seduzir, para nos envolver, para obter nosso comprometimento e nos fazer crescer. E cada um de nós é livre para aceitar essa sedução, esse envolvimento e para fazer suas escolhas e tomar suas decisões.&lt;br /&gt;Ao me tornar sannyasin eu aceitei Osho como meu mestre. Isso significa muitas coisas. Antes de tudo significa entrega, aceitação, confiança. Eu sei os caminhos que trilhei até chegar ao Osho com o coração aberto, receptivo e confiante. Cada um trilha os caminhos de sua própria história pessoal.&lt;br /&gt;E foi exatamente porque me entreguei, aceitei e confiei em meu mestre, que me foi possível, com os toques dele, romper muitas barreiras, dar saltos, livrar-me de apegos. Aceitá-lo como mestre e me sentir aceito como seu discípulo me deu força e apoio para me levantar e caminhar, E, aos poucos, num longo processo, fui compreendendo cada vez mais que o papel do mestre é me encorajar a conhecer meu próprio mestre interior e caminhar com meus próprios pés. Osho me ajudou a alcançar essa compreensão, através de seus toques.&lt;br /&gt;Se eu estivesse dividido entre Osho e outro mestre que não enfatizasse o mesmo que ele, não creio que eu tivesse entrado de cabeça, pronto para correr riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando em escrever hoje, eu dediquei o dia de ontem a reler alguns segmentos do livro O Poder do Agora. Mesmo admitindo os limites de minha compreensão, eu devo dizer que sinto o Eckhart Tolle como um canal da sabedoria eterna e universal. Ao ler seu livro, eu sinto que ele me penetra pela mente. Ele explica com clareza, mas eu o sinto como se fosse um filósofo dando suas explicações. Ao ler trechos de seu livro eu digo para mim mesmo, ‘Isso é bem razoável, isso faz sentido.’ Fecho os olhos em alguns momentos porque ele mesmo sugere isso no começo do livro.&lt;br /&gt;Quando eu leio um livro do Osho, eu sinto que ele me penetra pelo coração. Ao ler certos trechos do Osho, eu nada tenho a dizer, simplesmente fecho os olhos em silêncio porque não consigo prosseguir. Eu sinto a necessidade de dar uma parada e sentir internamente, e, muitas vezes, lágrimas brotam em meus olhos. &lt;br /&gt;Além disso, Osho tem seu jeito peculiar de falar. Se eu sinto Eckhart Tolle como um filósofo sereno, eu sinto Osho como um poeta. Suas palavras são poemas.&lt;br /&gt;E ele ainda tem aquele jeito brincalhão, debochado de se contradizer, contar piadas, nos pondo a rir e a dançar. Como diz o título de um de seus livros, ele não é ‘espiritualmente correto’. &lt;br /&gt;Osho sempre foi muito contestado, incompreendido, perseguido, odiado e amado. Mas tudo isso faz parte de sua estratégia. Tudo isso ajudou a me seduzir, a quebrar as minhas resistências, e me entregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as diferenças não se limitam a um estilo de falar e transmitir a mensagem.&lt;br /&gt;As estratégias do Osho incluem suas revolucionárias técnicas de meditação. A sua mensagem está sempre atrelada à prática da meditação. E suas técnicas são especialmente adaptadas para o homem moderno ocidental.&lt;br /&gt;Outro aspecto peculiar a Osho é a inclusão das terapias no processo pessoal de crescimento. A terapia como uma preparação do terreno para a meditação. A terapia como ferramenta para nos desbloquear, nos liberar, nos soltar, nos harmonizar psiquicamente.&lt;br /&gt;Outro aspecto importante de seu trabalho é a celebração, a dança, a brincadeira, a festa.&lt;br /&gt;No meu processo pessoal (‘com Osho’), tenho que reconhecer que foi fundamental a prática de suas técnicas de meditação por muitos e muitos anos, e até hoje, assim como a participação em muitos grupos e sessões de terapia. Sem esses dois pilares, somados à permanente leitura de seus livros, aos seus vídeos, às várias estadias em sua comuna na Índia, certamente eu não estaria me sentindo hoje mais inteiro, mais centrado, de bem comigo mesmo, mais tranqüilo e confiante, com mais discernimento, mais amoroso, mais sensível e sensitivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, e reforçar essa característica do Osho de nos envolver e nos embalar, gostaria de citar o trecho final de uma fala sua, num vídeo que coloquei hoje na página do ‘Osho Brasil Instituto” no Facebook. Ele diz que todo o seu trabalho é um trabalho de arte e que nós, os seus sannyasins somos as telas nas quais ele pinta, somos os seus poemas, suas esculturas. E conclui dizendo: ‘Para ver a minha criatividade, você tem que ser parte dela, você não pode ser apenas um espectador, não pode ser alguém de fora, você tem que ser alguém de dentro. Porque isso é tão sutil, tão delicado, tão invisível que, a não ser que você entre nisso, com mente aberta, sem pré-julgamento, você não será capaz de experienciar isso. Apenas um pequeno experimento e a porta estará aberta.’&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-7245885561116108322?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/7245885561116108322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=7245885561116108322' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/7245885561116108322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/7245885561116108322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2010/09/para-se-conhecer-osho-ii.html' title='Para se conhecer Osho – II'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TKKUicPxknI/AAAAAAAAAGw/tTFZW6I9n64/s72-c/Osho1001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-3271340999896479347</id><published>2010-09-02T15:42:00.001-07:00</published><updated>2010-09-02T15:54:40.471-07:00</updated><title type='text'>CLUBE DOS 10.000 BUDAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TIArABcMfzI/AAAAAAAAAGo/gkrc2xfy5MQ/s1600/themovie.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 82px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TIArABcMfzI/AAAAAAAAAGo/gkrc2xfy5MQ/s320/themovie.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512453223288176434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje tornei-me membro do "Clube dos 10.000 Budas". Com isso faço parte de um grupo cada dia maior de apoiadores do projeto do cineasta sannyasin italiano Lakshen Sucameli. "OSHO" O FILME é o projeto do Lakshen. Uma sinopse do filme pode ser encontrada no endereço http://shakyamuni.net.br/2010/09/01/osho-o-filme-sinopse/ . Vale a pena visitar esse endereço e conhecer a beleza e grandeza do projeto do Lakshen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção do filme tem um custo elevado e para isso Lakshen está propondo a todos os amigos de Osho que participem dando suporte a essa produção. Cada amigo do Osho que se torna membro do "Clube dos 10.000 Budas" está contribuindo para a realização do filme. Acesse http://www.oshothemovie.com/eng/10000buddhas.html para obter mais informações sobre o Clube e para tornar-se membro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contribuição mínima é de 40 euros, equivalentes hoje a 90 reais. Esse é o custo da inclusão de uma foto em um bloco com a dimensão de 20 x 20 pixels. E essa é a dimensão de cada um dos 5.000 quadrinhos em foi dividida uma foto imensa do Buddha Hall com Osho à frente dos 10.000 budas. Além de colocar a sua foto na dimensão do quadrinho, você escreve um endereço que queira compartilhar - seu site, seu blog, sua página do Facebook, etc e uma foto num tamanho maior, o que será acessado quando se clicar dentro do quadrado com a foto menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso a pessoa queira contribuir com valor maior, basta incluir uma foto com dimensão maior: 40 x 40 pixels ou 100 x 100 pixels, por exemplo. O total de quadradinhos que a sua foto ocupar irá definir o valor a ser pago. Para ocupar apenas um quadradinho, a pessoa terá que reduzir a sua fotografia para a dimensão 20 x 20 pixels. Usando photoshop ou outro programa equivalente pode-se reduzir a foto ao tamanho desejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após incluir a foto e definir o valor a ser pago, o sistema adotado de pagamento é através do PayPal. Para quem não sabe, PayPal é a maneira mais fácil e segura de se fazer pagamentos internacionais. Eu mesmo já fiz compras de livros, assinatura de revistas e várias outras coisas usando o PayPal com absoluta segurança. O valor a ser pago será debitado no seu cartão de crédito - Visa ou Mastercard. É muito fácil e tranqüilo. O seu cartão precisa ter validade internacional. Isso se obtém facilmente em sua agência bancária. Basta solicitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, posso dizer: li a sinopse apresentada no site do Shakyamuni, adorei o projeto do Lakshen, e compreendi que para se tornar realidade, o projeto precisa do nosso apoio financeiro. Por isso decidi tornar-me membro do Clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugiro a todos os amigos do Osho que leiam a sinopse indicada acima e depois se junte ao "Clube dos 10.000 Budas". Vamos juntar nossas forças e fazer esse lindo projeto tornar-se realidade. Vai ser muito lindo ver esse filme nas telas dos cinemas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-3271340999896479347?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/3271340999896479347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=3271340999896479347' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3271340999896479347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3271340999896479347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2010/09/clube-dos-10000-budas.html' title='CLUBE DOS 10.000 BUDAS'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TIArABcMfzI/AAAAAAAAAGo/gkrc2xfy5MQ/s72-c/themovie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-5202182162257305678</id><published>2010-06-29T06:19:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T16:07:57.797-07:00</updated><title type='text'>Compartilhar por compaixão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TCnzQnn3KGI/AAAAAAAAAFo/KtgGLkRwFKM/s1600/oshotalks.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 154px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TCnzQnn3KGI/AAAAAAAAAFo/KtgGLkRwFKM/s320/oshotalks.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488185087767292002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;www.oshotalks.info &lt;br /&gt;Este é o endereço do projeto de vídeos do Osho desenvolvido pela Osho International. &lt;br /&gt;Eu participo desse projeto como voluntário, traduzindo e revisando legendas em português para um grande número de vídeos-palestras do Osho, que aos poucos estão sendo disponibilizados ao grande público através desse site. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha maneira de ver, eu estou compartilhando mensagens do Osho por compaixão, e acho isso uma coisa muito legal. &lt;br /&gt;Ontem mesmo eu estava lendo o primeiro capítulo do livro "The Ultimate Alchemy - vol. 2". É fantástico e ainda não foi publicado em português. Ele estava dizendo algo muito significativo para mim. E é uma mensagem tão importante para mim, neste momento, no meu atual processo pessoal, que me veio a vontade de traduzir, publicar, divulgar.&lt;br /&gt;Este sentimento de querer traduzir e publicar surge porque sei que a minha miséria também é experienciada por outros buscadores como eu, os quais poderiam também se beneficiar com a clareza daquela mensagem do Osho. É exatamente esse sentimento que defino como compartilhar por compaixão. Quando eu digo 'minha miséria', quero me referir aos questionamentos, às angústias e aflições, aos medos e inseguranças que afloram no meu caminhar, na minha busca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é apenas um trecho do capítulo que eu estava lendo: &lt;br /&gt;“Sempre que você estiver fazendo uma coisa, continue internamente fazendo o seguinte: esteja consciente de si mesmo ao fazer aquilo. Você está comendo: esteja consciente de si mesmo. Você está andando: esteja consciente de si mesmo. Você está ouvindo, você está falando: esteja consciente de si mesmo. Quando você estiver com raiva, esteja consciente de que está com raiva. No exato momento em que a raiva estiver ali, esteja consciente de que você está raivoso. Essa constante lembrança de si mesmo cria uma energia sutil – uma verdadeira energia sutil em você. Você começa a ser um ser cristalizado.” ... “Por consciência eu quero dizer, seja um mestre! E quando eu digo ‘seja um mestre’, eu não quero dizer para ser um controlador. Quando eu digo ‘seja um mestre’, eu quero dizer, seja uma presença – uma contínua presença. O que quer que você esteja fazendo ou não fazendo, uma coisa deve estar constantemente em sua consciência: que você é. “&lt;br /&gt;Grande toque de mestre. E a gente vive constantemente para fora, ligado no que está em volta, nos acontecimentos, na televisão, no jogo de futebol, na política, em quem está nos falando. Quase nunca estamos consciente de nós mesmos, da presença que somos permanentemente, do nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu editava e publicava o boletim mensal, havia em mim esse sentimento de compartilhar por compaixão. Mas havia um outro sentimento também muito forte, o de que aquele trabalho era uma missão. Esse não é um aspecto bonito. Ali entrava um outro personagem, o do missionário, que era forte em mim e que tinha um grande peso na minha disposição em fazer e distribuir o boletim. O ego do missionário está empenhado em divulgar a mensagem do mestre, mas quer convencer o outro, quer ser um porta-voz da mensagem do mestre, quer mostrar ao outro como a mensagem do seu mestre é superior, quer mostrar como ele "entende" a mensagem do mestre, quer “explicar” a mensagem do mestre, e muitas vezes quer mostrar que a interpretação do outro não é muito acertada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Osho, sendo o mestre que é, cuida de bater no discípulo com seu cajado, na hora precisa. E eu tomei as minhas porradas e as fichas começaram a cair. As falsas raízes em que me apoiava se aprodreceram, as muletas se quebraram e o guarda-chuva emperrou. Eu me vi diante de uma situação e de um momento em que não tive outra alternativa a não ser ficar mais recolhido, mais só comigo mesmo, mais em silêncio, e, principalmente, voltar-me para meu próprio processo pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou de novo, mais no anonimato, a colaborar nos trabalhos desenvolvidos pela Osho International . E, de vez em quando, estou escrevendo neste meu blog. Em breve, vou atualizar o site do Osho Brasil. Tenho visto algumas coisas interessantes para serem divulgadas no site.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-5202182162257305678?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/5202182162257305678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=5202182162257305678' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/5202182162257305678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/5202182162257305678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2010/06/compartilhar.html' title='Compartilhar por compaixão'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TCnzQnn3KGI/AAAAAAAAAFo/KtgGLkRwFKM/s72-c/oshotalks.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-1101611172817794398</id><published>2010-06-09T11:18:00.000-07:00</published><updated>2010-06-12T10:20:12.320-07:00</updated><title type='text'>Vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TA_b1BfzsBI/AAAAAAAAAFg/wx_c6xElfDk/s1600/DSCN1336.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TA_b1BfzsBI/AAAAAAAAAFg/wx_c6xElfDk/s320/DSCN1336.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480840975514578962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É muito interessante observar como cada palavra provoca dentro de nós uma relação imediata com o significado que dela aprendemos. Por exemplo, aqui no nosso mundo judaico-cristão, é dado à palavra Deus o significado de uma entidade toda-poderosa que criou tudo que existe em todo o universo. E essa entidade pode intervir na vida de cada uma de suas criações, em particular nos seres humanos, a qualquer momento, com a autoridade de juiz supremo, extremamente exigente quanto ao cumprimento de preceitos, que embora criados pelo homem, são anunciados como de inspiração divina. O não cumprimento desses preceitos implica em punições e castigos, enquanto a sua fiel observância é agraciada com o paraíso celestial após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas idéias nos foram introjetadas desde nossa mais tenra idade e logo se tornaram uma verdade inquestionável. Esse conceito de Deus é a base de todo um sistema de crenças e rituais que constitui uma religião organizada. Movidos pelo medo e pela insegurança diante dos mistérios da vida, nos agarramos a essas religiões e seus ensinamentos. E isso é um fenômeno que persiste desde os primórdios da civilização até os dias atuais. Quando pronunciamos a palavra Deus, uma luz vermelha (ou verde) se acende em nosso mundo de idéias. Falar algo contra Deus e seus preceitos significa um desrespeito imperdoável e implica pecado, condenação e castigo. É muito difícil uma pessoa escapar do poder psicológico e espiritual dessas religiões e seus deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, por uma abertura de consciência, ou por uma profunda reflexão filosófica ou científica, se desmonta diante de nós todo esse sistema de crenças religiosas, abre-se a cortina de um novo espetáculo: um mundo sem a figura daquele Deus com sua longa barba sentado num trono acima das nuvens a governar a vida de cada um de nós. Para muitos não é fácil encarar um mundo sem um Deus que explica a origem de tudo, que define o que é certo e errado, a quem se pode recorrer nas horas de aflição e que garante uma compensação pelo cumprimento dos preceitos. Assim, quando perdem a crença e a fé num Deus, muitos começam a se sentir perdidos e deslocados num mundo sem sentido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse estado que conheci Osho e o que mais me tocou nas primeiras leituras de seus livros foi a maneira como ele abordava a vida como um mistério para ser aceito e vivido e não para ser compreendido através da mente. E essa vida que pulsa dentro de mim e fora de mim desde toda a eternidade e por todo o universo infinito não precisa receber uma denominação, mas pode ser chamada de existência, de Deus ou simplesmente vida. E Osho falava de uma maneira tão linda e poética a respeito da natureza, das flores, da alegria, que eu pude novamente admitir em meu vocabulário a palavra Deus com reverência e amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, eu ainda não consegui me livrar completamente do ranço que pesa sobre a palavra Deus em meu subconsciente. Por isso, tem sido mais fácil para mim a palavra vida que não me traz nenhuma carga pesada, nenhuma idéia de entidade sobrenatural. Ao contrário, ela é fluida e me traz uma sensação de vibração, de pulsação constante, de alegria, de flor desabrochando, criança sorrindo, namorados se amando, pássaros voando, estrelas brilhando, sol nascendo, noite de luar, sensação de correr, de amar, de ser feliz. Eu sinto a vida pulsando dentro de mim, eu sinto e vejo a vida nas ruas, nas matas, nos rios, no céu infinito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após conhecer Osho, pude fazer uma releitura de muitos dos ensinamentos que recebi a respeito de Deus e de Jesus, a respeito da criação do mundo e de outros preceitos religiosos. Passei a ver as mesmas coisas, mas sob a ótica da vida e não daquela figura de Deus que me ensinaram. Passei a ver a onipresença da vida, a criação não como algo completo, mas como um processo permanente de criar, o certo e a virtude como sendo o mais fácil e o mais natural, e o paraíso como algo a ser construído e vivido aqui e agora. Descobri que o sentido da vida está no ato viver, em saber como viver e que o nosso grande desafio está na aceitação da vida tal como ela é, na percepção de que a vida é maternal e cuidadosa para conosco e que quando as coisas não vão bem, geralmente é porque nós mesmos criamos expectativas quanto ao desenrolar do mistério da vida. E foi desde que descobri isso, que venho constatando que a vida invariavelmente tem conspirado a meu favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-1101611172817794398?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/1101611172817794398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=1101611172817794398' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/1101611172817794398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/1101611172817794398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2010/06/vida.html' title='Vida'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TA_b1BfzsBI/AAAAAAAAAFg/wx_c6xElfDk/s72-c/DSCN1336.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-5277216230139478306</id><published>2010-06-03T17:31:00.000-07:00</published><updated>2010-06-03T17:32:04.119-07:00</updated><title type='text'>Estamos sós - II</title><content type='html'>Estamos sós neste mundo. Digo isso, não porque li nos livros de Osho e de outros mestres, mas porque eu posso fechar os olhos e ver e sentir isso dentro de mim. Vejo a mim mesmo no estado em que estou, com meus limites e minhas potencialidades, com minhas alegrias e tristezas, vejo meus sonhos e minhas frustrações, vejo minhas aspirações e minhas relações afetivas, mas, sobretudo, eu vejo que estou só e, mais que isso, sou só. Não importa se externamente estou com alguém ou não; internamente eu sei e sinto que estou só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo alguém – pai, filho, esposa, amigo. Esse sentimento é bom e puro. Mas junto com ele vem outras coisas que trago de minha história pessoal: as minhas carências, as minhas crenças, as minhas projeções, os meus medos e inseguranças. Junto com ele vem a paixão, vem o apego, vem a possessividade, vêm as juras de amor. &lt;br /&gt;Fico agarrado a uma dessas pessoas e um pensamento aflora: o de que eu não estou só, de que existe pelo menos um alguém com quem posso contar - pode ser a minha companheira, pode ser meu filho, pode ser meu pai. Esse pensamento me toca bem no fundo, mas é um pensamento. E se nesse exato momento eu for capaz de fechar os olhos, aquietar minha mente e, principalmente, ir além dos pensamentos, verei que estou só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro é real, ele está ali. E é verdade que eu posso contar com esse outro alguém no que se refere a um bom ouvido para escutar os meus lamentos e as minhas alegrias, no que se refere a um carinho e uma palavra amiga e sincera, no que se refere a um apoio material, no que se refere a uma solidariedade e lealdade. Mas ainda assim, se eu for capaz de fechar os olhos e entrar em contato com meu centro mais interno, verei e sentirei que estou só. Só com minha liberdade, só com minha responsabilidade para comigo mesmo, só com minhas escolhas, só com meu silêncio, só com meu prazer e minha alegria mais pura e profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa consciência de que estou só, não vem chegando como resultado de um grande esforço – eu não tenho estado repetindo para mim mesmo, “eu estou só, eu estou só, eu estou só”. Essa consciência está chegando como resultado da dissolução natural de ilusões, de sonhos e de projeções que eu criei e crio; do desmonte de crenças e ficções em que me apoiei e ainda me apoio.&lt;br /&gt;Essa consciência tem sido o resultado de um processo que incluiu a criação dessas ilusões e sonhos, incluiu a crença nessas ficções, o apego a elas, a luta por elas com toda minha força. Mas, acima de tudo, nesse processo aprendi o poder da observação, aquilo a que Osho chama de “o milagre do estar atento”. A observação desidentificada acontece junto e através da meditação. Assim, e só assim, as ilusões, as ficções, os apegos, tudo se dissolve naturalmente. &lt;br /&gt;Antes que tudo se dissolva e desapareça, vivo freqüentes recaídas, experimentando a dor de ver cada ilusão e cada ficção escorrendo por entre meus dedos, sem ter forças para segurá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estágio em que me encontro, tenho um especial prazer em me deixar levar por certas seduções que mais se parecem com um doce de coco, um tango bem dançado ou um beijo gostoso. Mas procuro ficar atento e observar essas seduções, como elas atuam em mim, as minhas reações. Curto aquilo que quero curtir, mas procuro me manter atento para não me identificar com a ilusão, com a ficção. No fundo, essa atenção alimenta a minha consciência de que estou só – no mundo, vivendo a vida, me relacionando, dando e recebendo, mas internamente estando só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-5277216230139478306?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/5277216230139478306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=5277216230139478306' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/5277216230139478306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/5277216230139478306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2010/06/estamos-sos-ii.html' title='Estamos sós - II'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-6360206091276471046</id><published>2010-05-22T11:01:00.000-07:00</published><updated>2010-06-03T17:29:10.969-07:00</updated><title type='text'>Deus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TAhIsJS1f8I/AAAAAAAAAEk/YVE9OBRxnx0/s1600/blog2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 224px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TAhIsJS1f8I/AAAAAAAAAEk/YVE9OBRxnx0/s320/blog2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478708869942575042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muita gente se choca quando vê Osho, num vídeo ou livro, dizer que Deus não existe; que Deus não é uma solução, mas um problema. &lt;br /&gt;Osho não está falando nenhum absurdo, nem isso é contraditório em relação a tudo mais que ele diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o próprio Osho se diz contraditório, mas isso é só na aparência. Aparentemente ele é contraditório e inconseqüente, assim como a vida muitas vezes se nos apresenta, contraditória e inconseqüente. Mas se conseguirmos observar a vida com mais aceitação e menos cobrança, com o coração aberto, com acuidade e compreensão, sem desejos e expectativas, poderemos descobrir nela uma profunda lógica, um profundo sentido, por trás de tudo que parece ilógico. &lt;br /&gt;O mesmo ocorre em relação ao Osho quando ele nos revela a verdade tal como ela é, nua e crua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os tempos primitivos, os homens recorreram a supostas forças poderosas que pudessem protegê-los das catástrofes, dos animais ferozes, da doença e da morte. Assim, criaram Deuses para aliviar suas carências, seus medos, suas fragilidades e inseguranças. As religiões surgiram nessa atmosfera e cuidaram de lapidar esses Deuses criados pelos homens, de maneira que pudessem manipulá-los, mantê-los sob controle. Assim, cada religião moldou um conceito de Deus e os homens se agarraram a ele. &lt;br /&gt;É interessante observar que em muitas sociedades ele é chamado de Deus Pai, o que bem revela o seu papel de substituto da figura paterna, aquele personagem forte que marcou nossa infância, ora como protetor, ora como provedor, ora como abrigo carinhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve estará disponível no Youtube, postado pela Osho International, um vídeo do Osho, legendado em português, com a palestra entitulada: “O que é mais importante – ser você mesmo ou conhecer a si mesmo?”. Nessa palestra, ele nos fala como o simples ato de, quando criancinhas, segurarmos as mãos de nossos pais, de nossos irmãos, das pessoas mais velhas, marca nossas vidas. Nós nos acostumamos e nos tornamos dependentes de alguém para continuar segurando as nossas mãos ao longo da vida. E assim seguimos nos agarrando a Deus, a mentores espirituais, a cônjuges, a ideologias, a crendices...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, Deus torna-se um empecilho para o nosso desenvolvimento espiritual; assim como o próprio Osho pode se tornar um empecilho para nós, caso o coloquemos na posição de guia, de infalível, de salvador, de nosso protetor... Não foi isso que fizeram com Jesus, com Maomé e com tantos outros? Isso é o que Gautama Buda quis dizer ao afirmar - "se eu aparecer no seu caminho, ainda que seja num sonho, corte a minha cabeça." - Nenhum Deus, nenhum mestre, nenhuma filosofia pode ser um empecilho para o nosso crescimento espiritual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muitos anos eu tive Osho como um guia, mesmo sabendo de sua insistente afirmação de que ele não é guia nem guru de ninguém. Era a minha necessidade, era a minha miopia. &lt;br /&gt;Hoje, pela minha própria experiência vivencial, compreendi que Osho não é meu guia. O meu guia sou eu mesmo, não a minha mente, não o meu ego, mas o meu próprio ser, que eu só alcanço através de um longo processo de auto-conhecimento, que passa pela meditação e que me permite ser eu mesmo. Nada externo a mim pode ser meu guia e protetor, nem Deus, nem Osho, nem qualquer filosofia. A luz que ilumina meus passos existe dentro de mim e ela ilumina com o discernimento e compreensão que alcanço com a meditação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é essa luz dentro de mim, o que é essa harmonia mágica que vejo e sinto ao meu redor e que se espalha pelo infinito? Tudo isso é mistério e eu posso chamar esse mistério de Deus ou não. É apenas um nome para aquilo que não é palpável, não é imaginável. E por que dar nome e forma a esse mistério? Por que tentar explicá-lo através de discursos, teorias, filosofias, teologias? O que é real é a própria vida, é o amor, é a flor que desabrocha, é a harmonia estelar, é o sorriso de uma criança. Dê a isso o nome que queira dar. Pode chamá-lo de Deus, mas com certeza não será uma figura paterna, sentado em algum lugar acima das nuvens a nos observar, controlar e julgar. Isso é outra coisa. Esse Deus criado pelo medo dos homens e "usado" pelas religiões para controlar as consciências, de fato esse Deus não existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-6360206091276471046?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/6360206091276471046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=6360206091276471046' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/6360206091276471046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/6360206091276471046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2010/05/deus.html' title='Deus'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/TAhIsJS1f8I/AAAAAAAAAEk/YVE9OBRxnx0/s72-c/blog2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-8613975611750480946</id><published>2009-10-31T19:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T19:30:06.813-07:00</updated><title type='text'>Montanhas e florestas</title><content type='html'>Já ouvi versões variadas daquela história de um místico que, ao iniciar-se no caminho, achava que a montanha era montanha e que a floresta era floresta. E que depois de um certo tempo, ele  percebeu que a montanha não era montanha e que a floresta não era floresta. Porém, na medida em que sua busca se aprofundava, ele foi capaz de compreender que a montanha era realmente montanha e que a floresta era floresta, até um dia em que teve um vislumbre e percebeu, a partir de uma nova perspectiva, que nem a montanha era montanha, nem a floresta era floresta. E a história assim continuava com alternância de percepções sempre que a compreensão do místico mais se elevava a respeito de montanhas e florestas, e de muitas coisas mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem está do lado de fora pode ter a impressão de que a pessoa está dando voltas sem sair do lugar. Pode achar que ela está demorando a chegar a uma compreensão aparentemente óbvia.&lt;br /&gt;Mas nesse caminho não há demora nem antecipação. Tudo acontece como tem que acontecer e na hora certa. E aquilo que parece ser óbvio, pode ter um significado e uma profundidade que escapa ao observador externo.Por isso se diz que o caminho é absolutamente individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes precisamos percorrer quilômetros e mais quilômetros nessa caminhada para nos darmos conta de que algumas supostas compreensões, pontos de vista e opiniões nada mais são que construções sobre areias e que não resistem a um vendaval mais forte. Somente o indivíduo, a partir de sua própria experiência existencial, é capaz de saber onde está pisando e o significado de cada passo em seu processo pessoal. E o pior é que na maior parte das vezes nem mesmo o indivíduo sabe onde está pisando. Nossa miopia nos impede de ver. E é uma grande conquista quando, pelo menos nos tornamos conscientes da nossa miopia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-8613975611750480946?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/8613975611750480946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=8613975611750480946' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/8613975611750480946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/8613975611750480946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/10/montanhas-e-florestas.html' title='Montanhas e florestas'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-4965932578686073610</id><published>2009-10-08T17:30:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T03:01:27.690-07:00</updated><title type='text'>Osho não é um filósofo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/Ss6EftBI-xI/AAAAAAAAAEU/Z2ZBEzbM5lQ/s1600-h/osho1014b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390391484204251922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/Ss6EftBI-xI/AAAAAAAAAEU/Z2ZBEzbM5lQ/s320/osho1014b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para quem está se iniciando nas leituras do Osho, existe algo um pouco complicado para se explicar: Osho não é um filósofo nem um pensador.&lt;br /&gt;No texto que acabamos de traduzir para o site &lt;a href="http://www.oshobrasil.com.br/"&gt;http://www.oshobrasil.com.br/&lt;/a&gt; (texto n° 117), Osho nos diz textualmente: "eu não estou argumentando em favor de alguma filosofia. Eu estou argumentando em favor da existência," E mais: "Eu não sou filosófico, de jeito algum, eu sou totalmente existencial."&lt;br /&gt;A propósito, esse (novo) texto n° 117 (Osho e a Cultura Indiana) mostra a cultura milenar indiana sob um ângulo diferente do que habitualmente nos é mostrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que nos aprofundamos nas leituras do Osho vamos percebendo que muitas vezes ele é contraditório, incoerente e inconseqüente. Mas acima de tudo isso, percebemos uma profunda coerência, uma elevada lógica e tudo muito conseqüente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um pouco complicado explicar isso. Mas, na verdade, quando Osho fala, ele não está compartilhando uma grande reflexão filosófica que ele previamente fez sobre o mundo, sobre as coisas do mundo. Quando fala, ele está respondendo espontaneamente a perguntas que lhe são formuladas por buscadores. A resposta dele é proferida naquele exato momento; ele fala como um porta-voz da vida, da existência. E a vida não acontece de maneira linear. Na aritmética, dois mais dois são sempre quatro. Mas na vida real tudo é imprevisível, dois mais dois podem ser três ou podem ser cinco. A vida escapa ao nosso controle.&lt;br /&gt;Por ele estar em permanente sintonia com a verdade eterna e universal, com o fluxo da vida, as respostas brotam naturalmente, momento a momento, e ele responde ao buscador. E aqui, algo precisa ficar claro: ele responde muito mais ao buscador do que à pergunta formulada pelo buscador. Ele responde aquilo que o buscador precisa ouvir, não o que ele quer ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulhar nos textos do Osho é um grande deleite. Os textos são transcrições de suas palestras. E ele fala como um poeta e nos revela meandros sinuosos da existência. Lendo seus textos, somos transportados a uma compreensão clara e inovadora do mundo, das coisas, das pessoas, dos relacionamentos. E embora seja inovadora, a gente fica sempre com a sensação de que essa já era a compreensão que tínhamos de todas essas questões.&lt;br /&gt;E é verdade. Todos nós temos dentro de nós essa semente de compreensão mais clara e verdadeira de tudo. O problema é que essa nossa compreensão pura foi abafada, inibida, censurada e reprimida através do nosso processo de preparação e adaptação ao mundo externo, à sociedade e seus diversos pilares: família, igreja, estado, moralidade, tradição, etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem do Osho é um convite para que resgatemos em nós essa compreensão pura, para que resgatemos aquilo que somos anteriormente a toda essa programação que recebemos, aquilo que somos por trás do ego que desenvolvemos e carregamos ao longo da vida. E o caminho para esse resgate se chama meditação. Meditação é algo vivencial, não é uma teoria ou filosofia. Meditar é penetrar no mundo da não-mente, muito além do mundo da mente, dos pensamentos e das reflexões mentais propiciadas pela leitura de livros, mesmo os de autoria do Osho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o circulo de compreensão da mensagem do Osho se completa. A mensagem do Osho não se resume à soma do conteúdo de suas palestras. O trabalho do Osho não acontece apenas como resultado da leitura de seus livros. A mensagem do Osho não é filosófica, mas sim existencial. A prática da meditação propicia a alquimia necessária, a transmutação necessária para nos livrarmos das máscaras e das armaduras com as quais nos identificamos para que, assim, possamos resgatar aquilo que no Zen se costuma chamar de nossa face original. É nesse sentido que se costuma dizer que a meditação é a única e verdadeira terapia possível, resgatando a nossa verdadeira liberdade, a nossa potencialidade, aquilo que somos verdadeiramente. Ao contrário das muitas psicoterapias ocidentais que propõem tornar o nosso ego mais saudável, Osho nos diz que o ego é sempre doentio. Esse é o tema do próximo texto (n° 118) que iremos traduzir em breve para o nosso site &lt;a href="http://www.oshobrasil.com.br/"&gt;http://www.oshobrasil.com.br/&lt;/a&gt; .&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-4965932578686073610?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/4965932578686073610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=4965932578686073610' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4965932578686073610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4965932578686073610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/10/osho-nao-e-um-filosofo.html' title='Osho não é um filósofo'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/Ss6EftBI-xI/AAAAAAAAAEU/Z2ZBEzbM5lQ/s72-c/osho1014b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-263916318326634933</id><published>2009-09-17T04:01:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T04:08:23.061-07:00</updated><title type='text'>Metamorfose</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SrIXRw5u2vI/AAAAAAAAAEM/9eqLEnyj-EQ/s1600-h/borboleta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382390098613426930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SrIXRw5u2vI/AAAAAAAAAEM/9eqLEnyj-EQ/s320/borboleta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu venho num processo de desmonte de uma série de pilares em que me sustentava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por volta dos quarenta anos eu passei por um processo semelhante, mas ao me desenraizar de uma velha programação moralista, repressora e rígida, eu acabei assumindo uma nova programação, ainda que fosse inspirada na liberdade, na alegria e na criatividade. Mas era ainda uma programação. O que eu estou passando agora, na altura dos sessenta anos é um desenraizamente dessa outra programação.&lt;br /&gt;É como se diz: as fichas estão caindo e com elas um ego cheio de babaquices, escondido atrás de um belo discurso e sustentado por uma série de ilusões, crenças, expectativas, ideais, etc. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso faz parte do processo.&lt;br /&gt;Não estou me sentindo mal com isso.&lt;br /&gt;Mas não estou assumindo o papel que assumia antes. Não quero, não tenho vontade e nem consigo mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estou num novo momento, curtindo a mim mesmo, redescobrindo cada vez mais a simplicidade, me dissolvendo cada vez mais na amorosidade, no encantamento com as pequenas coisas, e cada vez fazendo menos alarde a respeito de tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tenho sentido a necessidade de escrever essa outra perspectiva a respeito de coisas que escrevi antes a partir de outra ótica. É como se eu quisesse apresentar o negativo das fotografias, mostrar que a vida existe na multidimensão, no conflito, no desencontro, na ilogicidade.&lt;br /&gt;Não estou mal. Apenas eu fui muito tagarela exaltando coisas que hoje estão desmontadas. E eu estou descrevendo esse desmonte. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O desmonte faz parte do processo. É apenas um momento. Daqui a pouco surgirão outros momentos. É como nossa variação de humor: hoje acordamos bem e amanhã acordamos mal. Não sabemos bem porque. Mas basta uma borboleta pousar numa flor para seduzir a criança que temos dentro de nós e, inesperadamente o nosso humor mudar e uma lágrima de êxtase brotar em nossos olhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-263916318326634933?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/263916318326634933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=263916318326634933' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/263916318326634933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/263916318326634933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/09/metamorfose.html' title='Metamorfose'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SrIXRw5u2vI/AAAAAAAAAEM/9eqLEnyj-EQ/s72-c/borboleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-2892110087623725583</id><published>2009-09-11T12:48:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T12:52:36.294-07:00</updated><title type='text'>Quando Osho diz que não é guru</title><content type='html'>Até bem pouco tempo, eu achava relativamente fácil responder aos vários e-mails que chegavam em minha Caixa de Entrada com perguntas sobre Osho e seu trabalho. Eu citava uma série de textos do Osho que fundamentavam um tipo de atitude a se tomar diante dos fatos apresentados. E eu me sentia bem, como se estivesse realizando uma proposta que eu mesmo havia assumido enquanto centro de informações sobre Osho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu vejo as coisas um pouco diferente. Depois de algum tempo eu passei a ter uma compreensão diferente a respeito de algumas questões.&lt;br /&gt;Por exemplo, eu já tinha lido, e repetia com freqüência, as afirmações do Osho quando dizia que não nos quer como seguidores, que não quer ser o nosso guru, mesmo sabendo que nós tínhamos a necessidade de tê-lo como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa a considerar é que o grande desafio que Osho nos apresenta é no sentido de que caminhemos o nosso próprio caminho, que nós tenhamos nossos próprios vislumbres da verdade, que, através da meditação, alcancemos nosso centro de serenidade, discernimento e sabedoria.&lt;br /&gt;E, a partir do momento em que eu acesso o meu centro mais profundo, o meu deus interior, a minha consciência maior, então, a partir desse estado meditativo eu respondo a cada desafio que a vida me apresenta, momento a momento. A cada momento eu terei clareza e discernimento para agir e responder ao que o momento pede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, somos nós, a partir de nosso centro mais profundo, a partir de nossa humildade, nossa inocência, nossa intuição, nossa sensibilidade e sensitividade, a partir de nosso silêncio interior e profundo estado meditativo, que alcançamos o discernimento necessário e suficiente para agirmos, presentes no aqui e agora, respondendo o que cada momento nos apresenta. Respondendo a partir do nosso centro e não reagindo a partir de nosso ego, respondendo a partir de nosso coração, de nossa amorosidade, simplicidade e humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos vivem repetindo uma frase que não sei bem ao certo. É algo parecido com isso: "Se Deus está comigo, quem será contra mim?". Mas Deus está sempre com cada um de nós, embora nós nos distanciemos dele ao nos identificarmos com nosso ego. E quando vamos além do ego, quando estamos meditativamente presentes no aqui e agora, nós manifestamos esse deus que existe e vive dentro de nós. É o nosso centro mais profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se acessamos esse centro, se nos conectamos com deus dentro de nós, ou em outras palavras, se acessamos nosso mestre interior, então o discernimento vem como conseqüência. Não temos que nos preocupar. Quem será contra nós? Talvez possa haver obstáculos ao nosso ego, às nossas pretensões egóicas, mesmo as inconscientes. Mas, se a cada momento, estamos presentes no aqui e agora, saberemos agir e falar com sabedoria momento a momento, saberemos escolher, saberemos onde e quando dar o passo. Tudo será conseqüência de nosso estado meditativo.&lt;br /&gt;Aí, não temos que recorrer a Osho, nem a Budha nem a Cristo. Mantemos sim, a nossa gratidão, o nosso respeito, o nosso reconhecimento a tudo que recebemos dele ou deles, em nosso processo, em nossa caminhada. Mas é chegada a hora de pegarmos nossa mochila e colocarmos o pé na estrada, construindo o nosso próprio caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osho nos disse: "Eu sou um convite", "Eu sou uma desculpa", "Eu estou aqui para provocar o deus que existe em você". Ele nunca disse que nos daria um mapa, um roteiro, um atalho.&lt;br /&gt;Na verdade, não existem mapas, nem roteiros nem atalhos.&lt;br /&gt;Até bem pouco tempo, quando me formulavam certas perguntas, eu ficava muito agradecido e respondia com várias citações do Osho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu tenho uma compreensão diferente sobre quando Osho diz que ele não é um filósofo, que não é guru. Hoje eu compreendo melhor porque ele diz (citando Buda) que se ele cruzar o nosso caminho, ainda que seja num sonho, devemos cortar a sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osho não o somatório de suas palestras. Osho é uma experiência viva de transcendência, de ir além da condição humana e alcançar os píncaros da realização plena.&lt;br /&gt;E o desafio que ele coloca para cada um de nós, é para que encontremos nosso caminho, para que criemos nosso caminho, para que sejamos senhores de nosso próprio caminho, para que alcancemos os píncaros de nossa plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dicas, os toques que ele nos deixou são importantíssimos, daí nossa profunda gratidão. Mas se nos apegarmos às suas palavras, à sua imagem, à memória de sua presença entre nós, e não dermos os nossos próprios passos na caminhada que é exclusiva de cada um de nós, então podemos dizer que, na verdade, não entendemos nada do que ele nos disse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-2892110087623725583?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/2892110087623725583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=2892110087623725583' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2892110087623725583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2892110087623725583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/09/quando-osho-diz-que-nao-e-guru.html' title='Quando Osho diz que não é guru'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-4284200506535549776</id><published>2009-08-07T05:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T05:25:12.813-07:00</updated><title type='text'>Estamos sós</title><content type='html'>Basicamente existem dois tipos de sannyasins. Outros tipos existem, mas são derivados desses dois tipos mais significativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um grupo majoritário que fica (ou ficava) voando ao redor do Osho e do que lhe diz (ou dizia) respeito, da mesma maneira como as moscas na vitrine da padaria ficam voando atraídas pelo cheiro dos doces.&lt;br /&gt;Esse era o grupo maior que circulava ao redor de Osho, de sua comuna, dos seus centros ao redor do mundo. Era e é o povo que gosta de estar sempre em sintonia com o movimento que está na moda.&lt;br /&gt;Depois que Osho deixou o corpo, ele já não estava mais aqui para criar o "frisson" que a todo instante desestabilizava as estruturas que se tentava montar ao seu redor. Esse permanente "frisson" criava uma mobilização constante, um desafio a todo instante, arrepios, excitação, e tudo isso resultava num dinamismo imenso no movimento ao seu redor. Não se tinha tempo de absorver uma chacoalhada e lá vinha outra a nos dar uma rasteira. Não parávamos em pé.&lt;br /&gt;E permeando esse ambiente, Osho insistia na prática de meditação, o que dava um caráter permanente a esse estado de chacoalhar.&lt;br /&gt;O espírito de festa, celebração e alegria ao redor do Osho se somava a tudo isso e harmonizava a ambientação do movimento.&lt;br /&gt;Sem a presença do grande maestro que era a fonte de todo esse "frisson", muitos sannyasins sentiram-se órfãos.&lt;br /&gt;Esse grande grupo de sannyasins ficou muito dependente da presença desse maestro demolidor, provocador, desafiador, sedutor, intrigante e inspirador.&lt;br /&gt;Sem a presença de Osho, muitos não conseguiram resistir aos apelos do primeiro que se apresentou como "iluminado".&lt;br /&gt;Até hoje, basta qualquer um de nós ter um pouco mais de leitura de Osho e de prática de suas meditações, para que muitos comecem a nos indagar se já não estamos iluminados, se já tivemos experiências de satori ou samadhi. Estão prontos para se prostrar aos pés do primeiro que se declarar iluminado.&lt;br /&gt;Esse grupo sempre esteve voltado para fora, desde a época em que Osho estava no corpo, e continua ainda hoje buscando do lado de fora aquilo que está dentro. Continuam querendo algum guarda chuva ou muleta para se apoiar.&lt;br /&gt;Essas pessoas têm pouco de si mesmas para compartilhar, a não ser a exaltação do Osho de quem se tornaram dependentes como um guru, a não ser as aventuras que viveram em grupo no antigo movimento sannyas, os abraços longos e apertados, as catarses e os momentos de êxtase que experimentaram nos grupos de crescimento, e, por que não, os encontros celebrativos em que se dançava e namorava muito.&lt;br /&gt;Esse é um grupo saudosista que continua à procura de algo que se aproxime daquelas belas e fortes experiências do movimento sannyas, sobretudo quando o maestro estava entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro grupo é bem mais reduzido. É o grupo daqueles que compreenderam o cerne da mensagem do Osho e se recolheram, foram para dentro.&lt;br /&gt;Muitos iniciaram a sua jornada também como moscas de padaria, mas tiveram o seu momento de percepção maior, quando deixaram essa busca do lado de fora e compreenderam que não existe movimento sannyas, que não existe filosofia do Osho, que não existem ensinamentos, que não existem técnicas, que não existe terapia, que não existe ajuda externa alguma.&lt;br /&gt;E quando você percebe a estupidez de toda essa movimentação externa, torna-se impossível continuar nesse jogo.&lt;br /&gt;O compartilhamento dessas pessoas, quando ocorre, é um desabrochar que parte de dentro delas. Não é resultante de nossa expectativa de que elas compartilhem.&lt;br /&gt;Elas não têm obrigação, nem o dever, nem o compromisso de compartilhar coisa alguma.&lt;br /&gt;O comprometimento delas é com elas mesmas. Não é com nossas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, nessa nossa caminhada, não se pode esperar compartilhamento de quem quer que seja. Quem está voltado para fora, está voltado para fora. Tudo bem. É a história dele ou dela. E quem está voltado para dentro, está voltado para dentro. É a história dele ou dela.&lt;br /&gt;O que importa para mim é a minha história, é a caminhada que construo a cada passo, é como percebo cada um desses passos, é a compreensão de cada um desses passos, é a abertura que cada passo me traz. A intensidade e a profundidade de cada passo só eu posso alcançar e só eu posso sentir.&lt;br /&gt;E não me diz respeito o que os outros pensam de cada um de meus passos, por mais que minha mente insista no contrário.&lt;br /&gt;Nessa nossa caminhada estamos sós, estamos sem bússola e sem mapas, não temos objetivos e não sabemos para onde estamos indo.&lt;br /&gt;Por isso surge essa vontade de termos um grupo em que nos apoiar, de termos um mestre vivo que nos sirva de guru, de termos dicas, toques e orientações para iluminar nossos passos. Tudo isso são ilusões, ilusões e ilusões. Nada mais que subterfúgios para não encararmos e assumirmos essa verdade nua e crua de que estamos sós nessa caminhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-4284200506535549776?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/4284200506535549776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=4284200506535549776' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4284200506535549776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4284200506535549776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/08/estamos-sos.html' title='Estamos sós'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-5601006053648790008</id><published>2009-07-18T11:57:00.000-07:00</published><updated>2009-07-18T12:00:37.035-07:00</updated><title type='text'>Espontaneidade</title><content type='html'>Recebi um texto extraído de uma fala do Osho sobre espontaneidade.&lt;br /&gt;Lembrei-me de uma situação que vivi há cerca de 25 anos, quando fui com uns amigos passar um final de semana numa chácara. Na programação havia banho na cachoeira, meditações, preparo das refeições, entre outras coisas.&lt;br /&gt;De repente me vi com uma garotinha de 2 anos, filha de uma amiga, que me chamou para brincar. Na época, eu levava uma vida tão robotizada que aquele convite da garotinha me deu um nó na cabeça. E fiquei muito assustado com o fato de não saber brincar espontaneamente.&lt;br /&gt;Essa questão da espontaneidade sempre foi um nó em minha cabeça. Talvez por isso eu tenha gostado tanto desse texto que recebi. E não resisti à vontade de traduzi-lo para publicar neste meu blog.&lt;br /&gt;A tradução que segue foi feita a partir da fonte original do texto do Osho que é o Cap. 15 do livro The Great Nothing, um diário de darshan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se o ser espontâneo for tomado como uma disciplina, você estará criando problemas para si mesmo.&lt;br /&gt;Tudo o que está acontecendo é espontâneo, e você está tentando ser espontâneo. Se você for bem sucedido, isso não será espontâneo.&lt;br /&gt;Tente entender o ponto: o sexo está na sua mente, e também o contínuo julgamento e a culpa, assim como uma mente crítica, sempre pensando sobre o que os outros irão dizer, sempre tentando melhorar – essa é a sua espontaneidade.&lt;br /&gt;Agora você está tentando ser espontâneo – isso significa que deve parar com todas essas coisas. Ora, que tipo de espontaneidade você está tentando ter? Será espontâneo, quando você forçar todas essas coisas a pararem? Isso será uma coisa não-espontânea.&lt;br /&gt;Espontaneidade é aquilo que é. Qualquer que seja o caso, aquilo é a espontaneidade. Ser espontâneo significa não desejar qualquer outra coisa que já não esteja ali.&lt;br /&gt;Se a sua mente julga, e daí?&lt;br /&gt;Se você se sente desconfortável com isso, então fique desconfortável. Se você puder aceitar o estar desconfortável e tudo mais que estiver acontecendo, você será espontâneo.&lt;br /&gt;Espontaneidade não é um objetivo – é uma compreensão. Não é algo que tenha que ser praticado. Tudo que tem que ser praticado torna você mais e mais mecânico, um robô. Espontaneidade é aquilo que já está acontecendo sem que você faça qualquer coisa a respeito.&lt;br /&gt;Seja verdadeiramente espontâneo.&lt;br /&gt;Qualquer que seja o caso, ele é desse jeito. Se você está julgando, tudo bem, você está julgando. Se você tem fantasias sexuais, isso também está OK. E se você se sente desconfortável com isso, tudo bem. Simplesmente tente compreender.&lt;br /&gt;Tentar ser um outro alguém, tentar se tornar melhor, tentar melhorar as coisas, essa é toda a abordagem estúpida que tem corrompido a humanidade ao longo dos séculos, ao longo das eras. Todas as religiões foram corrompidas por causa desse constante desejo de que a pessoa tem que melhorar, tem que se tornar isso ou aquilo.&lt;br /&gt;Todos os objetivos criam tensão e angústia. Viva sem objetivos e, então, você será espontâneo. E observe: eu não estou lhe dizendo para tentar viver sem objetivos, senão isso se tornará um objetivo e de novo você estará num dilema. Eu não estou lhe dizendo para fazer coisa alguma. Eu estou simplesmente dizendo que qualquer que seja o caso, ele é desse jeito.&lt;br /&gt;Se você disser que isso parece ser impossível, então você já transformou isso num objetivo. Quando diz que isso é impossível, você está dizendo, ‘Eu entendo tudo o que você está dizendo, mas eu não consigo fazer. É muito difícil.’&lt;br /&gt;Mas eu não estou lhe dizendo para fazer coisa alguma. As coisas já estão acontecendo. Não é você que está fazendo. Se você é crítico,se está julgando – isso é o que está acontecendo. Se você está desconfortável – Isso está acontecendo.&lt;br /&gt;Se você sentir que é desconfortável aceitar isso e sentir uma natural rejeição crescendo, aceite essa rejeição também. Mas, no final de tudo, a aceitação tem que estar presente.&lt;br /&gt;Por um mês, simplesmente viva sem objetivos, sem qualquer esforço para melhorar. Você não vai se tornar um santo. Eu não estou aqui para ajudá-lo a se tornar um santo. Eu estou aqui apenas para ajudá-lo a viver a vida que já está disponível para você.&lt;br /&gt;Não existe outra vida. Todas as outras vidas estão na mente.&lt;br /&gt;Você não está confuso por causa de sua vida. Você está confuso por causa de suas idéias. Primeiro você julga e depois julga o julgamento. Primeiro você julga e depois julga que não é certo julgar, que não se deve julgar. Aí você se vê diante de um problema. Ao invés de um, agora você fez dois julgamentos. E eu lhe disse uma coisa e você pode fazer um terceiro julgamento. E isso vai até o infinito.&lt;br /&gt;Assim, qualquer que seja o caso... por um mês simplesmente viva da maneira como você está vivendo... E alegremente curta isso.&lt;br /&gt;A pessoa está tentando sair do chão, puxando o cadarço de seu próprio sapato. Isso não funciona.&lt;br /&gt;Dois mais dois são quatro. Se você tentar fazer com que seja cinco, não vai funcionar. Isso só funciona de uma única maneira que é: dois mais dois são quatro. Esta é a única maneira que a sua vida funciona: com julgamentos, com sexualidade, com sonhos, com pensamentos, com medos. Essa é a maneira como a sua vida está funcionando – simplesmente relaxe nisso. Pare de lutar contra isso, pare de querer melhorar sua vida – ao invés disso, comece a vivê-la. Simplesmente relaxe e deixe que a vida caminhe. Deixe que a vida se mova do jeito que ela se move. E você simplesmente vá com ela. “ (Osho)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-5601006053648790008?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/5601006053648790008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=5601006053648790008' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/5601006053648790008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/5601006053648790008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/07/espontaneidade.html' title='Espontaneidade'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-3897053028709256382</id><published>2009-06-19T12:43:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T12:47:07.875-07:00</updated><title type='text'>Ser ou não-ser</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SjvqtDn_UtI/AAAAAAAAAEE/IlK-rGu72G4/s1600-h/meublog02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349127042220643026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SjvqtDn_UtI/AAAAAAAAAEE/IlK-rGu72G4/s320/meublog02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez uma das coisas mais importantes que aprendi com Osho foi a compreensão de que nossa mente é ardilosa e que nunca quer perder o controle.&lt;br /&gt;Para isso ela sempre dá um jeitinho. Ora a vemos apresentando justificativas, ora levantando bandeiras, ou abraçando “causas nobres”, manifestando suas opiniões, ou não abrindo mão de certos princípios e convicções.&lt;br /&gt;E nós ficamos “em cima do muro” lendo os textos esclarecedores do Osho e dizendo para nós mesmos: “Ah! É isso mesmo! Como essa mente é esperta!” &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tendemos a nos separar da mente ou do ego. E nos esquecemos de que, no estágio em que estamos, de não-iluminados, não sabemos ao certo quem somos. Assim, melhor do que dizer que nossa mente é ardilosa ou que o “meu ego” é isso ou aquilo, eu deveria dizer que eu sou ardiloso, que eu fico me justificando diante de cada ato e situação, que vivo levantando bandeiras, que estou sempre abraçando “causas nobres” e frequentemente manifesto minhas opiniões, não abrindo mão de certos princípios e convicções. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas faz parte da “minha” esperteza, fazer essa distinção e atribuir todas essas atitudes à minha mente, ao meu ego, como se eu já estivesse descolado dessa mente e desse ego.&lt;br /&gt;A verdade é que chegamos a um ponto em que começamos a andar numa corda bamba. Há momentos em que respondemos à vida a partir de nossa consciência pura, e há momentos em que nos perdemos e sutilmente reagimos a partir de nossa mente consciente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ao reagir a partir da mente consciente, eu me iludo de que estou descolado dessa mente e do ego, e me assumo como sendo alguém especial, poso de místico e esotérico, faço belos discursos, me coloco à frente de movimentos e entidades. Internamente e paralelamente, permaneço com minha mente catalogando as habilidades espirituais e as percepções sutis que consegui desenvolver ao longo do “meu caminho”, me iludindo de que é o meu “observador interno” que está catalogando, sem querer admitir uma oculta pitada de satisfação ao achar que já alcancei algum patamar mais elevado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E quando todo esse jogo começa a se revelar, não há mais como mantê-lo de pé. É como Osho diz: ao se acender a luz, a escuridão se vai. Não há como mantê-la quando a luz se faz presente. Num piscar de olhos, todo o castelo se desmorona.&lt;br /&gt;Mas, ainda assim, existe um “pulo do gato” ao qual recorrer. Posso renunciar a tudo, fazer declarações e me recolher ao silêncio e ao anonimato. Assim, esse alguém especial (que sou eu) pode caminhar a esmo pela multidão, pode ser um ninguém. Mas internamente aquela voz ainda continua soprando ao ouvido: “Muito bem! Veja como você é um ninguém no meio da multidão – um ninguém muito especial, cheio de percepções e sensibilidades...” &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ser simples e comum é uma tarefa árdua. Principalmente porque não é um “tornar-se”. É simplesmente começar a observar em mim tudo aquilo que cheira a “especial”. É me despojar de uma série de atributos e valores que fui agregando a mim mesmo. É a árdua tarefa de me desnudar e voltar a ser aquilo que sempre fui, mas não me dou conta mais do que é. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de negar todas as conquistas obtidas, todas as compreensões alcançadas, todos os atributos e valores agregados. Ao contrário, é preciso reconhecer o ganho significativo de cada passo que foi dado. Foi através desses passos que cheguei até aqui. Mas agora é hora de reconhecer também este novo passo, este momento novo em que já podemos parar, sentar e abrir esse imenso saco que temos carregado nas costas, no qual fomos acumulando cada experiência, cada sacação, alegrias e dores, amores e desamores. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É chegado o momento em que podemos nos sentar e contemplar toda essa riqueza guardada. Cada experiência, cada sacação, cada emoção, é como se fosse uma pedra preciosa guardada nesse saco imenso que carregamos ao longo da vida. Cada uma marcou um momento especial de maior abertura, de salto qualitativo, de expansão da compreensão e do amor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E agora, contemplando cada uma dessas pedras preciosas, podemos perceber o quanto ficamos apegados a cada uma delas. Este é o momento de dizer muito obrigado a cada uma dessas pedras e, pouco a pouco, começar a esvaziar o saco. É hora de reaprender a caminhar com nossos próprios pés, de balbuciar as primeiras palavras com nossa própria voz, de descobrir de fato o aroma, o paladar, os sons e as cores da vida. É hora de começar realmente e humildemente a viver a vida como um mistério. Como sempre Osho nos tem dito. Com mais leveza, com mais dança, com mais poesia e com mais silêncio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-3897053028709256382?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/3897053028709256382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=3897053028709256382' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3897053028709256382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3897053028709256382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/06/ser-ou-nao-ser.html' title='Ser ou não-ser'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SjvqtDn_UtI/AAAAAAAAAEE/IlK-rGu72G4/s72-c/meublog02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-701742498490050487</id><published>2009-05-29T16:43:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T10:33:35.066-07:00</updated><title type='text'>Primeiro, seja</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SiFt1y_BiBI/AAAAAAAAAD8/FZvdd4PO_zI/s1600-h/DSCN0471b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341671404024727570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SiFt1y_BiBI/AAAAAAAAAD8/FZvdd4PO_zI/s320/DSCN0471b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem momentos em que a gente escolhe que passo quer dar.&lt;br /&gt;E tem momentos que a gente dá um passo porque não consegue dar outro passo senão aquele.&lt;br /&gt;Não é uma questão de escolha. É algo que se torna imperativo.&lt;br /&gt;Eu já vinha me questionando a respeito de continuar ou não com o boletim há uns 3 anos.&lt;br /&gt;Neste último ano eu vim me arrastando. Questionando a cada mês se iria continuar ou não.&lt;br /&gt;A minha intenção era fazer um esforço e continuar com o boletim até final de junho.&lt;br /&gt;Não consegui. O boletim de despedida saiu mesmo em maio.&lt;br /&gt;As razões estão nas entrelinhas da mensagem de despedida que escrevi como editorial nesta última edição de maio.&lt;br /&gt;Não vejo sentido em querer explicitar essas entrelinhas, uma vez que são fatos que não estão diretamente ligados ao boletim e sim ao meu próprio processo pessoal de crescimento.&lt;br /&gt;O que ocorreu foi um gradual desmonte de coisas que realmente eu tinha construído sobre areias, desfazendo-se muitas ilusões, muitas fantasias e muitas expectativas.&lt;br /&gt;A suspensão do boletim foi um subproduto desse meu processo pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cogitei de procurar possíveis interessados em assumir a continuação do boletim, por uma razão principal: o uso do nome Osho Conexão Brasil me foi autorizado por eu ser o responsável pelo Instituto Osho Brasil, o qual está oficialmente filiado à Osho Global Connections de Puna-Índia. Não me cabe repassar essa autorização a terceiros.&lt;br /&gt;Qualquer outra pessoa responsável por algum Centro ou Instituto Osho, também oficialmente filiado, pode solicitar a Puna a necessária autorização para editar um boletim com o mesmo nome ou com outro que inclua o nome Osho. Essa iniciativa caberia a tal pessoa, não a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou recebendo dezenas de mensagens – a maioria de agradecimento e reconhecimento pelo trabalho que desenvolvi. Alguns reclamando, pelo vazio que a suspensão do boletim deixará.&lt;br /&gt;Essas mensagens estão chegando carinhosamente em meu coração e me dão a sensação de que fiz o que deveria ter feito ao longo desses anos. Mas, considerando tudo, ainda permaneço com a sensação de que também agora fiz o que deveria ter feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osho nos conta - em Sufis: O Povo do Caminho – que “um homem foi a Buda e disse: ‘Eu tenho muito dinheiro. Tenho muito poder. Apenas me diga como servir às pessoas, como servir à humanidade’. Diz-se que Buda ficou muito silencioso. Ele fechou os olhos. O homem ficou perturbado, confuso. Ele ficou irrequieto e perguntou: ‘Por que você fechou os olhos e por que ficou tão triste?’ Buda abriu os olhos e disse: ‘Sinto uma grande compaixão por você. Você quer servir à humanidade e você não é. Primeiro, seja’.”&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-701742498490050487?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/701742498490050487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=701742498490050487' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/701742498490050487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/701742498490050487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/05/primeiro-seja.html' title='Primeiro, seja'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SiFt1y_BiBI/AAAAAAAAAD8/FZvdd4PO_zI/s72-c/DSCN0471b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-424808457090075969</id><published>2009-05-15T05:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T06:05:01.891-07:00</updated><title type='text'>O Caminho com Osho - III</title><content type='html'>Muitos de nós, quando começamos a ler Osho, logo nos encantamos com sua clareza, com a sua maneira simples de ver as coisas e de desmontar os nós que nossas mentes criam ao longo da vida.&lt;br /&gt;Mas, aos poucos, na medida em que essa leitura vai se aprofundando, começam aflorar as necessidades de irmos um pouco além, de trabalharmos questões que antes não incomodavam e que agora começam vir à tona. O que fazer quando surgem essas necessidades? Como trabalhar essas questões segundo a ótica do Osho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito difícil falar sobre esse assunto. Antes de tudo, é preciso considerar que a nossa mente é muito esperta e encontra mil e uma maneiras de camuflar a verdade. Ou seja, é muito difícil a gente se conhecer realmente. Muitas vezes, quem está de fora vê facetas de nosso ego que nós nem percebemos. Por isso um contato pessoal com um terapeuta experiente na linha do Osho é de muita ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho com Osho implica em desmontarmos a nossa programação, em desmontarmos o nosso ego através do seu conhecimento, encarando nossas dificuldades, nossos bloqueios, nossas neuras, nossos pontos cegos, nossos buracos negros, enfim, toda a nossa miséria. Como se diz, a ferida tem que ser exposta para poder ser curada e depois cicatrizar. Isso faz parte do processo de auto-conhecimento. E junto com isso tem que acontecer muita prática de meditação, de maneira que, enquanto os lixos vão se dissolvendo, a meditação vai crescendo dentro da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil para qualquer um de nós, dizer que trabalho vai ser bom neste exato momento de nossa vida.&lt;br /&gt;Primeira coisa: Em que ponto nós estamos? Essa é uma pergunta muito difícil para ser respondida mesmo por um terapeuta excelente. E muitos de nós nem somos terapeutas. Eu acho que no fundo, somente cada um pode saber, sentir e intuir o que é bom para si mesmo.&lt;br /&gt;Segunda coisa: quais tipos de trabalho estão disponíveis para cada um de nós fazer? Porque, sob certo sentido, nós só podemos fazer aquilo que estiver disponível para nós. Eu me lembro de ter feito trabalhos que hoje não aconselho para ninguém, mas aqueles eram os trabalhos que estavam disponível para mim. E mediante opiniões e sugestões de amigos mais experientes, conclui que seria bom fazê-los. E eles me ajudaram muito. Embora tenham sido métodos que hoje não acho que sejam os melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meditação Dinâmica do Osho é uma grande ferramenta. Costuma-se dizer que com a meditação dinâmica não é preciso mais nenhuma terapia.&lt;br /&gt;Mas como fazê-la? A nossa mente é esperta e encontra mil maneiras de sabotar a meditação Dinâmica - estágio por estágio.&lt;br /&gt;Primeiro, a respiração caótica por 10 minutos se for feita corretamente, abre inúmeras portas do mundo de loucuras e repressões que guardamos escondido dentro de nós. E se no segundo estágio, formos totais nos 10 minutos para expressarmos, para colocarmos para fora toda essa loucura e repressão, numa descarga catártica sem limites, estaremos bem esvaziados para no terceiro estágio trazermos energia para nosso centro vital, com o tremendamente energético "hoo-hoo-hoo", desde que a nossa mente não interfira dizendo que é cansativo e que não vamos dar conta. Se esses 3 primeiros estágios forem feitos com totalidade, então será possível no quarto estágio, do "stop", ficarmos absolutamente quietos, congelados, e entrarmos em contato com o silêncio que existe dentro de nós, muito além do mundo das palavras, muito além de toda a verbalização de nossa mente. E por fim, vem o último estágio da dança celebrativa.&lt;br /&gt;Mas a primeira pergunta é: eu faço a meditação dinâmica com totalidade? Existem, pelo menos, condições ambientais para que eu possa fazê-la com totalidade?&lt;br /&gt;Onde fazer a meditação dinâmica dessa forma, sem perturbar vizinhos? E sem deixar a mente interferir e sabotar cada estágio?&lt;br /&gt;É melhor se pudermos fazê-la num grupo, onde quem está começando se sente mais seguro e com mais liberdade e, principalmente, mais estimulado pelos companheiros que estão também se abrindo e se expondo.&lt;br /&gt;O lugar apropriado é um Centro de Meditação Osho. Mas, infelizmente os Centros Osho estão hoje cada vez mais esvaziados. É muito difícil a tarefa de conseguir fazer um Centro de Meditação sobreviver. Os coordenadores precisam se manter financeiramente e manter o centro. É preciso que haja atividades suficientes para manter tudo funcionando. E isso só acontece se houver presença constante e significativa de pessoas interessadas em participar.&lt;br /&gt;Mas as pessoas têm suas mentes espertas e escorregam facilmente de todas as ferramentas que Osho nos deixou. E ficam procurando atalhos oferecidos por outros xamãs, outros gurus, outros mentores que "vendem" suas pílulas mais adocicadas, mais enfeitadas com cores da moda. Alguns até preferem meditações do Osho alteradas e adaptadas por alguns sannyasins que lideram grupos.&lt;br /&gt;Esse é um grande problema para quem quer entrar e experienciar o caminho da meditação de acordo com Osho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas podemos observar e aprender um pouco mais com as ferramentas que Osho nos deixou. Se cada estágio da meditação Dinâmica é uma preparação para o estágio seguinte, isso pode nos dar algumas dicas importantes. Uma delas é que o trabalho com respiração é um dos mais básicos. E também que a catarse, que lhe segue, é fundamental. E na sequência, é muito importante estarmos mais "aterrados" (na concepção de fio terra), fortalecidos em nosso centro, estarmos com os pés nos chão, com vitalidade, presentes e totais. E tudo isso só faz sentido se, na sequência, nos aquietarmos e, absolutamente relaxados e entregues ao aqui e agora, com a curiosidade de uma criancinha pequenina, começarmos a observar, sem qualquer verbalização mental, o desconhecido e maravilhoso mundo do nosso silêncio interno e permanecermos nesse espaço. E, em seguida, celebrarmos a vida, numa atitude de gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo que esse pode ser um bom critério ao escolhermos que tipo de trabalho fazer. Dentre os trabalhos que nos estiverem sendo oferecidos no variado mercado de terapias, se algum deles estiver em sintonia com esses estágios da dinâmica, ou seja, se ele nos propiciar algo que esteja na linha desses estágios, então é possível que ele seja de grande ajuda.&lt;br /&gt;Se examinarmos também os estágios da meditação Kundalini e o significado de cada um - o chacoalhar, o dançar, o sentar e o deitar em silêncio - também poderemos tirar daí algumas conclusões interessantes como dicas para escolhermos trabalhos que nos possam ajudar em nossa caminhada pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pudermos ter o acompanhamento e orientação de um bom e experiente terapeuta que trabalhe na linha do Osho, então estamos com muita sorte, pois isso poderá nos ajudar muito. Se não tivermos esse acompanhamento disponível, então cada um de nós terá que fazer esse trabalho por conta própria de afiar a intuição, as percepções, ficarmos muito alertas quanto às espertezas e jogos de nossa própria mente, fazer uma boa e sincera leitura interna e darmos os passos que pudermos dar a partir do ponto em que estamos, em direção a pontos além de onde estamos, cada vez mais, num crescendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no meio de tudo isso, é importante lembrar que a vida não é um sacrifício, não é uma luta, não é algo complicado como nossa mente insiste em afirmar. Mesmo sabendo que temos que nos sacrificar em certos momentos, que temos que lutar e que temos que enfrentar situações complicadas, acima de tudo a vida flui além de qualquer expectativa e propósito de nossa mente. E um bom alento é que podemos confiar na existência. Basta lembrar o que Osho nos diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O universo é sempre amoroso e disposto a ampará-lo; para ele você é uma criança.&lt;br /&gt;Ele é muito gentil e com delicadeza toma conta; ele é muito cuidadoso e atencioso.&lt;br /&gt;E se algumas vezes você sente que a existência está dura com você, lembre-se sempre, você deve estar lutando contra ela.&lt;br /&gt;A sua luta cria o problema, de outro modo, a existência é sempre graciosa e maternal."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-424808457090075969?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/424808457090075969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=424808457090075969' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/424808457090075969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/424808457090075969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/05/o-caminho-com-osho-iii.html' title='O Caminho com Osho - III'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-699715833978960300</id><published>2009-05-01T04:48:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T04:52:57.818-07:00</updated><title type='text'>inner call</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/Sfrh1WHsl7I/AAAAAAAAADs/GleemEhQoyA/s1600-h/TheFool.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330821415533582258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/Sfrh1WHsl7I/AAAAAAAAADs/GleemEhQoyA/s320/TheFool.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais um período de repensar a vida e o meu estar no mundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sinto que algumas coisas estão para mudar. Algo dentro de mim está sinalizando, está me cutucando. Certos discursos estão perdendo o significado que tinham para mim. E os compromissos deles advindos perdem a razão de existir.&lt;br /&gt;Por isso, parei coisas que fazia e estou deixando que esses novos apelos interiores se manifestem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estou me permitindo seguir os embalos da vida, caminhando a esmo, sem questionar se cada passo é mundano ou divino, se é materialista ou espiritualista, se é vulgar ou sobrenatural.&lt;br /&gt;Estou pronto para largar tudo ou abraçar tudo.&lt;br /&gt;Apenas me interessa, no meio de toda essa caminhada, aguçar minhas percepções para poder ouvir as sutis manifestações dos novos apelos interiores que estão pipocando dentro de mim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quero receber esse "inner call" como algo novo, fresco, transformador.&lt;br /&gt;Por isso, caminho a esmo, procurando me desapegar dos conceitos e preconceitos, desde aqueles mais enraizados na infância, até os mais recentes adquiridos na idade adulta, ao som de trombetas, erguendo tochas de uma liberdade presumida e içando bandeiras de um sonho dourado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por isso caminho a esmo, aceitando o lixo e o luxo em que tropeço nas ruas, observando-os simplesmente; permitindo-me degustar o nectar dos deuses quando me é oferecido sob um céu estrelado, mas não me furtando a experimentar uma gororoba servida numa espelunca com que me deparo num beco sujo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não estou mal nem bem. Não estou triste nem alegre. Este não é o ponto.&lt;br /&gt;Apenas parei e, ao mesmo tempo, continuei andando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-699715833978960300?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/699715833978960300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=699715833978960300' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/699715833978960300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/699715833978960300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/05/mais-um-periodo-de-repensar-vida-e-o.html' title='inner call'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/Sfrh1WHsl7I/AAAAAAAAADs/GleemEhQoyA/s72-c/TheFool.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-3519896328838643847</id><published>2009-03-27T05:05:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T05:07:41.536-07:00</updated><title type='text'>Bons tempos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SczBSGop5bI/AAAAAAAAADk/u37aMW9KlEU/s1600-h/meublog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317837776780649906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SczBSGop5bI/AAAAAAAAADk/u37aMW9KlEU/s320/meublog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recebi um e-mail da Chandra falando dos bons tempos em que editávamos o jornal Osho Times em Brasília e um grande grupo de colaboradores espalhados por todo o Brasil se encarregava de vendê-los ou colocá-los em bancas de revistas. Cada um se comprometia com a venda de um certo número: 5, 10, 20. E havia aqueles que pediam 50 exemplares. E outros que rapidamente vendiam seus lotes e pediam reforço. Assim, eram impressos e vendidos 1.500 jornais todos os meses, nos anos de 1989 e 1990. Em Brasília o nosso grupo contava com o Batohi, o Mardava, o Milarepa, a Asmi e outros colaboradores. Antes de Brasília, os 3 primeiros números do jornal haviam sido editados no Rio, com a Rashki, o Goloka e outros mais. Depois o jornal foi para Porto Alegre, com o Ansu e depois Curitiba com o Jayen. E durante todo esse tempo, a tradução do jornal e a preparação dos fotolitos eram feitas em Puna pelo Gyano, que nos enviava mensalmente pelo correio. Ainda não existia Internet. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Chandra lembrou que no dia em que Osho deixou o corpo, 19 de janeiro de 1990, os brasileiros que estavam em Puna se preparavam para um show à noite, para arrecadar fundos para o jornal. E ela mesma iria dançar lambada com um sannyasin brasileiro.&lt;br /&gt;Bons tempos aqueles. E bom que a gente estava lá para vivê-los. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Todo o movimento ao redor do Osho, no mundo inteiro era de muita alegria, muitas cores, muita celebração, muita interação dentro do grupo de sannyasins, muitos encontros para meditar e compartilhar experiências, muitos grupos de crescimento com catarse, danças e abertura do coração. Era o “orange people” que se espalhava como uma onda não só no Brasil, mas sobretudo pelos paises do primeiro mundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Hoje os tempos são outros. Piores? Melhores? Simplesmente são outros tempos, outra realidade. Talvez estejamos um pouco mais maduros, talvez já tenhamos dissolvido algumas carências e ansiedades mais pesadas. Embora outras mais sutis ainda teimem em permanecer, alimentando ilusões e expectativas que logo se manifestam sob forma de frustrações. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas os novos tempos e a nova realidade também nos brindam com novas oportunidades de viver novos bons tempos. E se ficarmos antenados, descobrimos logo a agenda de celebrações e de alegria que a existência programa permanentemente para nós. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A grande diferença que sinto hoje é que antes eu dependia mais da existência de um grupo que agitava e embalava, e me contagiava para participar do agito e do embalo. E o próprio grupo se embalava no ritmo e no rumo que captava nas movimentações do grande maestro que era Osho. Hoje, sozinho, eu consigo me conectar com o embalo das águas, das folhas, do vento, das pessoas, da minha própria variação de humor; entro nos agitos e embalos que quero entrar, driblo e saio fora daqueles que não quero e depois me recolho e descanso, quando sinto que é o momento. Osho permanece como um suave sopro em que me embalo, como uma lembrança permanente para que eu permaneça consciente, não me perca e sim que me encontre no meio de todos esses embalos e agitos da vida, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os tempos sempre são bons tempos, a realidade sempre oferece oportunidades de celebração, de introspecção, de interação, de êxtase. Somos nós que fazemos a diferença, de acordo com nosso humor, nossas ilusões, nossas expectativas, nossas tensões, nossas crenças e interpretações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-3519896328838643847?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/3519896328838643847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=3519896328838643847' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3519896328838643847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3519896328838643847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/03/bons-tempos.html' title='Bons tempos'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SczBSGop5bI/AAAAAAAAADk/u37aMW9KlEU/s72-c/meublog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-615538694367503852</id><published>2009-03-14T12:46:00.000-07:00</published><updated>2009-03-14T13:03:43.944-07:00</updated><title type='text'>Um Dia com Osho - II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SbwKrYUOOOI/AAAAAAAAADc/zM49T_YwTIE/s1600-h/CachoeiraAndorinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313133400768264418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SbwKrYUOOOI/AAAAAAAAADc/zM49T_YwTIE/s320/CachoeiraAndorinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De 6 a 8 de março/09.&lt;br /&gt;O encontro aconteceu exatamente do jeito que era para ter acontecido.&lt;br /&gt;Como, aliás, tudo na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que concebi a idéia desse trabalho “Um dia com Osho”, ficou claro para mim que não seria um trabalho “meu”. No máximo, eu seria um facilitador. Todo o material usado seria (e foi) do Osho. Suas técnicas de meditação, textos selecionados de seus livros, trechos de vídeos selecionados de suas palestras, exercícios de relaxamento montados com base em suas dicas. O que poderia chamar de “meu” trabalho foi apenas um cuidado carinhoso de fazer essas seleções e encaixá-las dentro de uma seqüência harmônica e explorando o esplendor da natureza virgem do parque ecológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo foi pequeno, o que era perfeitamente previsível. Todos nós sabemos que Osho atrai mas, ao mesmo tempo, provoca calafrios. Se o propósito tivesse sido o de reunir muitas pessoas, teria sido mais apropriado montar um trabalho com um começo, meio e fim, devidamente delineados, sobretudo mensurando previamente o retorno que dele adviria. Mas não era esse o nosso propósito. Meditações do Osho sempre mexem com a gente. Podemos já ter feito Dinâmica por mais de 20 anos, ela sempre pode nos pegar desprevenidos e dar uma rasteira em nosso ego e mente, colocando-nos cara a cara com situações que não gostamos de ver. Palestras do Osho em vídeo, com seus gestos, sua voz e seu olhar podem nos surpreender e desmontar nossas torres de controle. Inconscientemente encontramos mil razões para não podermos estar presentes num evento como este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente natural cumpriu o seu papel. Todos nós nos sentimos tocados pela natureza pura, cercados por matas, cachoeiras, rochas esculpidas nas paredes dos canyons, pássaros, borboletas variadas, o ar puro, a água potável, o silêncio. Também nos tocou muito a boa acolhida que a pousada nos propiciou, a presença do anfitrião Ricardo com seus “causos mineiros” e a boa Don’Ana com sua comida gostosa. Tudo facilitou a nossa sensação de “estarmos em casa” e relaxados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei da minha atuação como facilitador e dos feed-backs que recebi dos participantes. Gostei de ter conduzido as atividades de maneira bem leve e totalmente integrado ao grupo. Pudemos relaxar e as atividades se acomodaram ao ritmo da própria natureza. Vivenciamos todas as práticas previstas e tivemos tempo suficiente para conversar sobre tudo. Foram muito ricos os momentos em que compartilhamos nossas experiências. E como o grupo era pequeno, muitas vezes compartilhamos informalmente durante o café da manhã e o almoço, antecipando abordagens previstas para acontecer no salão. Tudo contribuiu para nos tornarmos amigos e, em alguns momentos, até confidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos momentos mágicos como a observação do pouso das andorinhões, no final da tarde, que de repente surgem em bandos no céu, bem lá no alto, e descem como se fossem jatos de guerra, numa velocidade certeira em direção aos esconderijos nas paredes escuras das rochas. Também foi muito especial a meditação que fizemos ao lado da cachoeira, utilizando uma técnica orientada por Osho no Livro dos Segredos. O som da cachoeira funciona como excelente recurso para driblarmos a tagarelice da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O formato básico desse workshop se acomoda em um dia de atividades. Por isso o nome “Um dia com Osho”. Mas, na Estação Andorinhas, devido à exuberância da natureza e ao ambiente de relaxamento e recolhimento, o workshop dura quase dois dias, com o acréscimo de algumas práticas e a liberação de um tempo para explorarmos e curtirmos o espaço. Com certeza o workshop na Estação Andorinhas tem um sabor especial. Que o digam a Khilma que viajou 12 horas para participar e a Mel que viajou outras 7 horas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-615538694367503852?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/615538694367503852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=615538694367503852' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/615538694367503852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/615538694367503852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/03/um-dia-com-osho-ii.html' title='Um Dia com Osho - II'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SbwKrYUOOOI/AAAAAAAAADc/zM49T_YwTIE/s72-c/CachoeiraAndorinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-4172215074591606801</id><published>2009-02-21T15:37:00.000-08:00</published><updated>2009-02-21T15:46:46.140-08:00</updated><title type='text'>Sábado de carnaval</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SaCQnD2L5JI/AAAAAAAAADM/QY1eZ8OI3lk/s1600-h/zen027Playfullness.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305399361764320402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SaCQnD2L5JI/AAAAAAAAADM/QY1eZ8OI3lk/s320/zen027Playfullness.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Quando conheci Osho, ele me atraiu muito mais pela sua irreverência do que pelo conteúdo de sua mensagem. Fiquei muito intrigado com aquele demolidor das instituições, das crenças e das ideologias. Um homem que não queria ser inspirador nem guia de ninguém, muito menos ser líder de um movimento. Ele me desafiava a fazer meus próprios experimentos e chegar às minhas conclusões, não aceitando passivamente as conclusões dele. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Osho me atraiu mais ainda quando li ele se declarando incoerente e contraditório, porque assim é a vida. Ao mesmo tempo que eu percebia uma profunda lógica em tudo o que ele dizia, ele se permitia ser ilógico. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com essas abordagens, Osho cutucou uma semente escondida que eu preservava com muito carinho dentro de mim. Era a semente da rebeldia que, desde minha adolescência, se manifestava, embora timidamente, um pouquinho aqui, um pouquinho ali. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Antes de conhecer Osho, um dia eu tinha acordado e percebido que admirava vários amigos pela coragem de terem rompido com as estruturas que os amarravam. E mais, eu os citava com freqüência em minhas conversas. Um abandonara a faculdade, outro abandonara a família, outro largou as perspectivas de uma carreira promissora, um foi viver às margens do Amazonas e outro foi viver junto a cachoeiras e grutas. Naquele dia, eu olhei para mim mesmo e me perguntei: E eu? Onde fico no meio disso? O que estou fazendo com minha vida? Percebi então claramente todos os nós que me mantinham amarrado, sentado numa cadeira, numa vida burocrática. Eram nós atados com os meus esforços e tentativas de conseguir segurança na vida e me prevenir contra as incertezas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando conheci Osho senti nele um convite, uma provocação, um empurrão para que eu liberasse a minha semente oculta, para que eu mudasse o meu discurso, parando de citar a coragem e o salto no escuro dos outros e começasse eu mesmo a experimentar meus próprios saltos, a me expor e arriscar viver mais intensamente, a conhecer e saborear as várias nuances da vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aprendi com Osho que não adianta querer segurar a correnteza do rio, não adianta querer ter certezas sobre o rumo que as águas irão tomar. A vida jorra cheia de imprevistos, cheia de riscos, cheia de incertezas. Foi uma lição e tanto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Liberdade significa caminhar no fio da navalha – a todo momento correndo perigo. Cada momento é um desafio vindo do desconhecido. Algumas vezes é quente demais e outras vezes é muito frio – e não há ninguém para cuidar de você.”&lt;/em&gt; (Osho – The Golden Future – Cap.26). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Era preciso aprender a caminhar como o equilibrista. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“A vida é como andar na corda bamba: é preciso o esforço correto e consciência para que você &lt;em&gt;não caia. A cada momento existe perigo: se você se inclinar muito para a esquerda, irá cair. Sentindo que está se inclinando muito para a esquerda, você tem que se voltar para a direita, para manter o equilíbrio. E quando você se volta para a direita, chega um momento em que você sente que vai cair para a direita; então você começa a se inclinar para a esquerda, apenas para manter o equilíbrio. Esse é o esforço correto: manter-se equilibrado.”&lt;/em&gt; (Osho – The Dhammapada – vol.6 – cap. 3) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Precisei de um tempo, praticando essa lição, quando recebi um novo toque para dar mais um passo adiante. Foi quando li Osho dizendo que o desafio maior é curtir e celebrar a caminhada no fio da navalha. Isso foi demais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Está certo que eu já havia aprendido (ou estava aprendendo) que viver é expor-se ao risco, à incerteza. E se não há outra maneira de se viver, a não ser caminhando no fio da navalha, então só nos resta mesmo curtir e celebrar essa caminhada. Ou seja, só nos resta estar abertos e receptivos para o que a vida nos apresentar, estar de prontidão para o que der e vier, e celebrar tudo, o frio e o quente, o sol e a chuva, a dor e a alegria, os picos e os vales. Tudo é incerto e perigoso, mas também tudo é fugaz, nada é permanente. Como diz o ditado: não há mal que sempre dure e não há bem que não se acabe. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E ao invés de querer entender os sinais da vida, ao invés de buscar uma explicação para o que está acontecendo, a grande sacada é simplesmente aceitar a vida como um mistério que se revela a cada momento. E aceitar com um sim, com alegria e celebração.&lt;br /&gt;Então, nada mais nos resta a fazer senão curtir e celebrar o milagre da vida, seja neste sábado de carnaval, seja nos outros 364 dias do ano. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-4172215074591606801?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/4172215074591606801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=4172215074591606801' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4172215074591606801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4172215074591606801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/02/sabado-de-carnaval.html' title='Sábado de carnaval'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SaCQnD2L5JI/AAAAAAAAADM/QY1eZ8OI3lk/s72-c/zen027Playfullness.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-1973606805195846013</id><published>2009-02-10T01:23:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T01:38:07.897-08:00</updated><title type='text'>Surpresas da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SZFKOviejTI/AAAAAAAAADE/PU5WvAxMUig/s1600-h/blog4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301099853531483442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SZFKOviejTI/AAAAAAAAADE/PU5WvAxMUig/s320/blog4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Eu acabara de chegar em Manhattan.&lt;br /&gt;Vinha do Brooklyn, onde, por obra do acaso, metade de meu coração resolveu fincar raízes.&lt;br /&gt;Deixei o metrô e, subitamente, me vi diante da Praça da Estação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parecia que tudo estava do mesmo jeito... Um pouco de poeira, é claro, mas o mesmo ponto de táxi e o Cine São Luís, à esquerda. Mas não naquela sua fase decadente em que só exibia filmes pornô. Não, era o Cine São Luís onde eu assistia todos os domingos de manhã aos emocionantes filmes de faroeste e onde, diante da entrada principal, a meninada espalhava pelo chão os gibis usados para o esperado troca-troca.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Foi exatamente do velho prédio da estação da Central que vi Maria Teresa descendo as escadas. Ela vinha como uma princesa, com um longo vestido branco e com um chapéu bordado, também branco. Ela me viu e sorriu.&lt;br /&gt;Ah! Pensei eu, há quantos anos esperava por esse sorriso...&lt;br /&gt;Foram precisos 40 anos para que esse encontro se consumasse. Assim, desta maneira, simples e inocente, sem amarras, sem precisar pedir licença.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por que 40 anos? Eu fiquei e ainda fico me perguntando.&lt;br /&gt;Por que esperar 40 anos para realizar tantas coisas que num estalar de dedos sempre estiveram exatamente ali na minha frente?&lt;br /&gt;E nesta hora eu me pergunto: quantas coisas mais eu aspiro e posso realizar e que, na minha inconsciência nem me dou conta de que estão ali à minha disposição, aguardando apenas o meu simples estalar de dedos?&lt;br /&gt;Será que terei que sair pelas ruas, procurando atrás dos velhos prédios, nos becos e praças públicas? Onde estão essas coisas ou essas pessoas ou essas experiências ainda não vividas e ávidas de receberem um sopro humano, e que certamente estão aguardando por mim em alguma esquina?&lt;br /&gt;Terei que ir novamente à Índia, ou estará aqui do lado, na subida da rua Antônio Carlos onde num dia encontrei Gisele, o grande amor de minha vida que no outro dia virou sorvete e derreteu?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Realmente não sei. São muitas indagações para minha cabeça. Acho melhor virar para o canto e dormir novamente. Quem sabe se amanhã a vida vai me presentear com uma agradável surpresa?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-1973606805195846013?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/1973606805195846013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=1973606805195846013' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/1973606805195846013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/1973606805195846013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/02/surpresas-da-vida.html' title='Surpresas da vida'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SZFKOviejTI/AAAAAAAAADE/PU5WvAxMUig/s72-c/blog4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-3319902148407417943</id><published>2009-01-31T05:21:00.001-08:00</published><updated>2009-01-31T05:39:56.178-08:00</updated><title type='text'>Iluminação</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SYRQjMHdhBI/AAAAAAAAAC0/bxXdEJiiy0I/s1600-h/blog03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297447627172709394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SYRQjMHdhBI/AAAAAAAAAC0/bxXdEJiiy0I/s320/blog03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Iluminação não é algo tão simples como pode parecer, principalmente diante do grande pelotão de pessoas que se declaram iluminadas hoje em dia. Parece que virou moda declarar-se iluminado.&lt;br /&gt;A nossa mente pode criar uma série de argumentos, uma série de raciocínios, uma série de justificativas e explicações a respeito do que é iluminação. A nossa mente analisa as atitudes, as palavras, a aparência de um iluminado ou de alguém que se declara iluminado, e tira suas conclusões.&lt;br /&gt;Mas eu entendo que a experiência de iluminação é algo que transcende a tudo isso que possa ser descrito pela mente.&lt;br /&gt;Eu sei que Osho é iluminado pelo que ele transmite em seu olhar, em seus gestos, em sua presença, no amor que permeia suas palavras. A serenidade dele é imperturbável.&lt;br /&gt;Você olha nos olhos dele e vê o vazio, vazio de ego. É de fato um bambu oco. Mesmo num vídeo dá para se perceber isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste blog, eu postei um artigo em 19/01/09, onde disse: "&lt;em&gt;um dia a gente encontra a chave que nos abre a porta do silêncio e quietude interior, sem qualquer técnica. Um dia a gente começa a ter vislumbres reais do nosso centro mais interno, onde está a nossa fonte de sabedoria e discernimento e então podemos dizer que estamos dando o quarto passo para realmente conhecer Osho. Eu entendo que é nesse espaço de silêncio e paz, nesse vazio interno, nessa quietude, que realmente nos encontramos com Osho, nos encontramos conosco mesmo, nos encontramos com Deus."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas isso são apenas vislumbres que a gente consegue ter. Às vezes essa experiência se torna muito forte e até parece que vamos explodir em êxtase. No máximo isso pode ser um satori, que ainda assim é apenas um vislumbre da luz mais ampla e intensa que podemos alcançar.&lt;br /&gt;Por tudo que li do Osho (não é pela minha experiência, mas sim pela leitura do Osho), compreendi que a iluminação chega quando esse vislumbre se torna um estado permanente de ser. A pessoa vive 24 horas por dia esse vislumbre, esse êxtase, esse estado em que todas as suas percepções estão afloradas, todo o seu potencial vem à tona, e vive isso naturalmente, espontaneamente. É quando Osho diz que qualquer ato da pessoa, por menor que seja, acontece meditativamente, graciosamente, cheio de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através dos toques do Osho, entendi que a iluminação chega à pessoa, a iluminação acontece. A pessoa não faz práticas específicas para isso. Não adianta querer apressar esse acontecer. Não é assim que ocorre. Mas é preciso percorrer um caminho e não se pode perder a naturalidade e a espontaneidade. E na maior parte das vezes essa naturalidade e espontaneidade ainda têm que ser resgatadas, pois foram sufocadas ao longo de nossa vida. E tem muito mais coisas a serem resgatadas: a nossa alegria, o nosso prazer, a nossa sensitividade... Então eu entendo que esse é um caminhar onde cada passo é criado a cada momento, onde o cuidado tem que estar sempre presente, onde a sintonia com o nosso centro é fundamental para que possamos responder a cada situação a partir desse centro mais interno e mais puro e não a partir de nosso ego, não a partir de nossos condicionamentos. É uma longa caminhada onde a prática regular de meditação é fundamental, senão a gente escorrega e cai na mente, cai no ego, cai na programação e perde essa sintonia com nosso centro. Este é o ponto onde eu sinto que me encontro hoje, buscando essa regularidade na meditação, buscando trazer consciência para cada ato, procurando estar presente em cada momento. E estar presente não é estar com a mente presente, analisando e acompanhando e registrando cada fato. É estar conectado com o nosso centro mais interno a cada momento, a cada agir, a cada falar, a cada fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi através das leituras do Osho que a iluminação chega à pessoa quando ela está vulnerável, receptiva e aberta. E ele diz que a iluminação acontece num piscar de olhos. Mas para se chegar até esse ponto, o caminho tem que ser percorrido. E aí é aquela velha história: temos que praticar muitas técnicas de meditação, durante muitos anos, até descobrirmos a chave que abre a porta do silêncio e quietude interior, como disse no meu artigo acima citado. E, mais apropriadamente, como foi dito por Osho no texto do boletim deste mês de fevereiro:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"No meio da noite, você acordará, sentará na cama e simplesmente entrará em sua solitude. E isto é apenas uma questão de seguir repetindo. Na medida em que você vai se movendo para dentro e para fora, vai ficando mais fácil, o caminho se torna mais leve. Isso se torna tão fácil que a qualquer momento você simplesmente fecha os olhos e imediatamente alcança o centro, sem perder um átimo de segundo. Então, até na praça do mercado você pode estar só, no meio da multidão. E você sentirá uma certa alegria crescendo em você, uma certa canção surgindo em seu silêncio, uma certa fragrância que você nunca conheceu antes."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eu suponho que, depois que a pessoa chega nesse ponto, trazendo cada vez mais a meditação para a sua vida, ela poderá dar mais um passo que é esse estado de vulnerabilidade, abertura e receptividade em que Osho diz que um clique acontece e a pessoa acorda.&lt;br /&gt;Com certeza esse estado ainda não faz parte de minha experiência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-3319902148407417943?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/3319902148407417943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=3319902148407417943' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3319902148407417943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3319902148407417943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/01/iluminacao.html' title='Iluminação'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SYRQjMHdhBI/AAAAAAAAAC0/bxXdEJiiy0I/s72-c/blog03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-6347302292194046504</id><published>2009-01-27T13:52:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T13:59:05.558-08:00</updated><title type='text'>Cadê o fio da barba de Jesus?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SX-CuYBATeI/AAAAAAAAACs/CvJ4wh3eILk/s1600-h/andorinhas18.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296095420043251170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SX-CuYBATeI/AAAAAAAAACs/CvJ4wh3eILk/s320/andorinhas18.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vó Ângela era uma matriarca típica. E ela tinha seus méritos. Aprendeu rapidamente a língua de sua nova terra e logo conseguiu trabalhar como professora de português. A morte do marido Pietro complicou um pouco sua vida, afinal haviam chegado da Itália, fazia pouco tempo, no final do século XIX com três filhos a tira-colo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas vó Ângela não se fez de rogada e aceitou logo casar-se novamente com aquele que viemos a conhecer como padrinho Artur. Padrinho porque ele era muito vaidoso e não aceitava ser chamado do avô. Ele era austríaco, fugiu das várias guerras do império Austro-húngaro na segunda metade do século XIX e clandestinamente chegou ao Brasil, escondendo-se nas vizinhanças de Juiz de Fora. Casara-se com uma ex-escrava que lhe deu quatro filhos antes de morrer e deixá-lo viúvo. Padrinho Artur ostentava com orgulho a foto de Francisco José I, imperador da Áustria e rei da Hungria, casado com a mulher considerada mais bonita de seu tempo, Isabel da Baviera, conhecida na família com o nome de Sissi, que veio a ser vivida no cinema por Romy Schneider, um sucesso de bilheteria, nos anos 50. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que antes de vir para o Brasil, durante a guerra da unificação italiana, quando a região de Veneza era disputada entre austríacos e italianos, um padre italiano bateu na porta da casa de vó Ângela pedindo para se esconder, pois estava sob a mira dos soldados. Na madrugada, o padre foi embora sem ao menos se despedir. De manhã encontraram uma caixinha esquecida pelo padre, dentro da qual havia um fio da barba de Jesus (!?). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É bom lembrar que no início dos tempos modernos, a igreja “vendia”, ou seja, concedia indulgência a quem comprasse relíquias sagradas. Conta-se que havia 19.000 pedaços de ossos sagrados à venda e que com os fragmentos da cruz de Cristo disponíveis seria possível construir uma esquadra como a de Cabral, com treze navios. Isso talvez explique como o fio da barba de Jesus chegou em Juiz de Fora numa caixinha da vó Ângela. Vó Ângela deixou o corpo antes de 1940 e com ela desapareceu a tal caixinha. Conta minha mãe, que só os mais velhos tiveram acesso ao tal conteúdo da caixa. Nada mais ela sabe dizer a respeito. Eu sempre fiquei me perguntando: será que existiu a tal caixinha?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-6347302292194046504?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/6347302292194046504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=6347302292194046504' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/6347302292194046504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/6347302292194046504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/01/cade-o-fio-da-barba-de-jesus.html' title='Cadê o fio da barba de Jesus?'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SX-CuYBATeI/AAAAAAAAACs/CvJ4wh3eILk/s72-c/andorinhas18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-2127647393357733656</id><published>2009-01-19T09:40:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T09:56:02.519-08:00</updated><title type='text'>Para se conhecer Osho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SXS7XcQokJI/AAAAAAAAACU/rJoI73hLMU0/s1600-h/blog2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293061473464520850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SXS7XcQokJI/AAAAAAAAACU/rJoI73hLMU0/s320/blog2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na minha maneira de ver, existem quatro passos fundamentais para se conhecer a mensagem do Osho.&lt;br /&gt;A gente começa lendo seus livros. Eu li o primeiro livro do Osho em 1982 e não parei mais.&lt;br /&gt;Ele fala de questões delicadas e complexas sobre as quais sempre tivemos dificuldades de compreender quando lemos os textos de mestres do passado. Ele fala de maneira simples, clara e de fácil compreensão. E como todos temos a semente da sabedoria escondida em nós, ao vê-lo falar essa verdade surge logo uma ressonância dentro de nós. Por isso muita gente diz: “eu gosto do Osho porque ele fala exatamente as coisas que eu penso. Temos opiniões muito parecidas.” Não nos damos conta de que não se trata de uma verdade dele ou minha. A verdade é eterna e universal. É disso que ele nos fala. E ele fala de uma maneira tão poética que facilmente ficamos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que ficamos “viciados” em ler Osho, descobrimos que ele não escreveu esses livros. Eles são transcrições de suas palestras. Eu quis então vê-lo falar, tive vontade de conhecer os vídeos com suas palestras. No meu começo, Osho ainda estava no corpo e eu fui até Puna para vê-lo pessoalmente. Não tinha como não ir. Senti o chamado de maneira irresistível. É claro que hoje as coisas são diferentes pois Osho não está no corpo. E além disso, nem todos sentem essa vontade de querer ver seus vídeos e ficam mesmo no nível mais intelectual e filosófico. Mas quando vemos o seu vídeo com o coração aberto, com a mente esvaziada, não há como não ficarmos fascinados com sua presença, seus gestos e seu olhar, que dizem muito mais que as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro passo, que é muito importante, costuma vir junto com as leituras ou com os vídeos. É quando descobrimos que o centro de sua mensagem é a meditação. Quando temos a sorte de viver numa cidade em que funciona um Centro de Meditação, então mergulhamos fundo na Dinâmica, na Kundalini, na Nataraj, na Nadabrahma e em várias outras técnicas por ele criadas. Lembro-me de como todas essas técnicas mexiam (e ainda mexem) comigo. Organizávamos grupos para ir a um sítio num final de semana e fazíamos, por nossa conta, maratonas de meditações. Em casa, os amigos se reuniam para meditar com uma freqüência que hoje não vejo ser tão comum. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A verdade, é que quando entramos na prática de meditações é que começamos a verdadeira aventura. Começamos a mergulhar em nosso espaço interior, um espaço até então não explorado. Ele é vazio e silencioso, mas com uma profundidade e uma paz que nos toma e deixa uma irresistível vontade de querer experimentar mais.&lt;br /&gt;No começo é normal fazermos confusão e entendermos errado uma série de sensações e imagens que nos surgem. Mas Osho deixou-nos muitas orientações e esclarecimentos que facilitam o nosso caminho. Sempre gostei de recorrer ao “Meditação: Primeira e Última Liberdade” para ouvir do Osho as explicações sobre o que é de fato meditação e o que é viagem da minha mente.&lt;br /&gt;As técnicas de meditação do Osho são ferramentas muito importantes para nós ocidentais e modernos. As velhas técnicas orientais dificilmente funcionam de fato para homem estressado e apressado de nossos dias. Podem até propiciar um relaxamento e servir de "refresco" no meio da confusão diária. Mas isso é muito pouco diante da grande revolução que a meditação pode propiciar na vida de um meditador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha experiência pessoal, eu pude perceber com a prolongada prática de meditações do Osho ao longo dos anos, que suas técnicas nos preparam para um dia descobrirmos aquilo que ele mesmo disse: que as técnicas são apenas técnicas e que a meditação é algo que está além das técnicas. E que um dia a gente encontra a chave que nos abre a porta do silêncio e quietude interior, sem qualquer técnica.&lt;br /&gt;Um dia a gente começa a ter vislumbres reais do nosso centro mais interno, onde está a nossa fonte de sabedoria e discernimento e então podemos dizer que estamos dando o quarto passo para realmente conhecer Osho. Eu entendo que é nesse espaço de silêncio e paz, nesse vazio interno, nessa quietude, que realmente nos encontramos com Osho, nos encontramos conosco mesmo, nos encontramos com Deus.&lt;br /&gt;O mergulho nesse espaço, cada vez mais fundo é o processo de autoconhecimento.&lt;br /&gt;A jornada é longa, mas é uma bela jornada. É como perseguir o arco-iris num caminho cheio de aventuras e surpresas. Vale a pena. Na verdade, é a única coisa que vale a pena. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-2127647393357733656?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/2127647393357733656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=2127647393357733656' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2127647393357733656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2127647393357733656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/01/para-se-conhecer-osho.html' title='Para se conhecer Osho'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SXS7XcQokJI/AAAAAAAAACU/rJoI73hLMU0/s72-c/blog2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-2956423474162982430</id><published>2009-01-17T11:54:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T12:26:46.162-08:00</updated><title type='text'>Bem-vindo Ano Novo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SXYzN0iYn9I/AAAAAAAAACk/bUMFnRTyKC4/s1600-h/blog3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293474724554776530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SXYzN0iYn9I/AAAAAAAAACk/bUMFnRTyKC4/s320/blog3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Eu sempre acho e digo que essas coisas de ano novo, datas natalícias, dias disso e daquilo são bobagens. E acho mesmo. Mas devo admitir que para mim este ano de 2009 está começando com ares diferentes, com uma nova energia, nova disposição e um novo colorido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sinto que minha vida está diferente. Não tanto por fatores externos, mas sobretudo por uma atitude interna que brotou em mim de querer estar mais vivo, mais consciente, mais sintonizado com o que realmente quero a cada momento, com o que realmente estou sentindo lá bem no fundo. E junto com isso veio uma não-disposição a fazer concessões, a contemporizar. Sinto que estou abrindo as portas para a expansão e realização de meu potencial, de minha vontade, de minha criatividade, de minha liberdade enfim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E sinto que isso tudo veio com o ano novo.&lt;br /&gt;E parece que ele veio forte mesmo. Primeiro queimou o HD de meu computador e me pôs duas semanas debruçado em cima de pen-drives e velhos arquivos copiados em CDs e notebook, tentando recuperar o máximo possível de minhas ferramentas de trabalho. Perdi o material preparado para o boletim de janeiro que não saiu, perdi várias coisas, mas não perdi a vontade e o gás de querer refazer tudo, e de aproveitar para refazer de uma maneira melhor, de aproveitar e repensar a estrutura do site do Osho Brasil, criar novas seções, tentar torná-lo mais leve e agradável de ser lido. E estou gostando do que estou criando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Devo confessar que a perda do HD com todo o trabalho nele arquivado foi um choque. Enquanto minha CPU ficou no conserto, para instalar novo HD zerado, passei mais que um dia sozinho, sem falar com ninguém e sem fazer absolutamente nada. Fiquei parado, sem entender o que estava acontecendo e sem querer entender.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas foi apenas isso. A partir daí começou forte o meu processo de recuperação, não só do HD, mas principalmente de meu pique de querer e fazer, de vislumbrar possibilidades e realizá-las. E nesse pique, também veio uma clareza maior quanto à realização de eventos com base na visão do Osho. Algumas parcerias surgiram neste início de ano, incluindo um belo espaço natural onde esses trabalhos serão oferecidos e pessoas com quem poderei compartilhar atuações. No site do Osho Brasil, a galeria de fotos pode ser acessada através do seguinte endereço &lt;a href="http://www.oshobrasil.com.br/andorinhas.htm"&gt;www.oshobrasil.com.br/andorinhas.htm&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindo 2009!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-2956423474162982430?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/2956423474162982430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=2956423474162982430' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2956423474162982430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2956423474162982430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2009/01/bem-vindo-ano-novo.html' title='Bem-vindo Ano Novo!'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SXYzN0iYn9I/AAAAAAAAACk/bUMFnRTyKC4/s72-c/blog3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-3052736023448856364</id><published>2008-12-09T05:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T14:43:39.259-08:00</updated><title type='text'>O Caminho com Osho - II</title><content type='html'>Perguntaram-me: como é possível ter Osho como referência, se ele próprio nos diz que não quer seguidores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato não é tão simples entender os toques do Osho.&lt;br /&gt;Para mim, o seu grande toque, talvez o maior de todos, é o de que nós temos que encontrar nosso próprio mestre interior. E o caminho para esse encontro é a meditação.&lt;br /&gt;Mas como meditação é estado de não-mente, fica muito difícil falar sobre isso, utilizando palavras.&lt;br /&gt;É essa exatamente uma das grandes contribuições do Osho: ter conseguido expressar em palavras muitas coisas que a gente não consegue dizer.&lt;br /&gt;Por isso ele muitas vezes parece contraditório e até incoerente. E de fato é, pois ele nos fala sobre temas que não estão sob o domínio da lógica.&lt;br /&gt;Por isso surgem os mal-entendidos a respeito da mensagem do Osho. Ele arriscou falar sobre o que não se fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a minha busca é pelo meu mestre interior, então a minha busca não é por Buda, nem por Cristo nem por Osho.&lt;br /&gt;Então, eu não tenho que seguir Buda, nem Cristo nem Osho. Eu tenho que seguir o meu mestre interior, o centro de sabedoria que reside dentro do meu ser.&lt;br /&gt;Todos nós guardamos no nosso centro mais profundo, essa grande preciosidade, esse mestre interior que é a fonte de nosso discernimento, de nossa sabedoria, de nosso amor em sua forma pura, de nossa compreensão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a sociedade nos treinou desde cedo para sufocarmos essa fonte interna de sabedoria e verdade, para nos moldarmos aos seus padrões, incluindo a moralidade, as crenças religiosas, as ideologias políticas, e uma série de conceitos e condutas que nos propiciam respeitabilidade e prestígio aos olhos dos outros.&lt;br /&gt;É nesse estado que nos encontramos. Andamos pelas ruas, repletos de pensamentos, dúvidas, convicções, sonhos e ilusões, conceitos de certo e errado, opiniões, preocupações, racionalizações, e também carregamos raivas, medos, ressentimentos, invejas, frustrações, que fomos acumulando ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dar o salto? Como nos livrarmos desse estado ao qual fomos condicionados e alcançarmos uma sintonia com o estado de serenidade, relaxamento e discernimento que repousa escondido dentro de nós? É uma tarefa difícil, sobretudo porque este salto tem que ser dado por nossa própria conta e risco e a sintonia com nosso centro mais profundo só acontece de maneira relaxada, espontânea e natural. O desafio é grande, a responsabilidade é totalmente individual, mas cada passo nessa busca já é uma conquista. Cada nó que eu desato já amplia significativamente a minha capacidade de respirar mais livremente. Isso é um grande estímulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa não é uma questão que aflige a grande maioria da população. Essa é uma questão que diz respeito a um pequeno grupo: somente àquelas pessoas que em algum momento da vida começaram a se questionar sobre o sentido dessa própria vida, do cosmos, da eternidade. E para alguns poucos, esses questionamentos se tornaram o foco principal, o sentido da vida. Entendo que este é o caso de todos nós que chegamos até a mensagem do Osho. Não foi à toa que seus livros nos tocaram e sensibilizaram. Para nós, essa questão do salto é relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria muito mais fácil para nós, buscadores, se houvesse um roteiro a ser seguido, um manual com dicas e atalhos. Mas não é assim que se chega a algum lugar, não é assim que se dá o salto quântico. Por isso, Osho não criou um sistema de crenças e rituais que acabariam se tornando substitutos àqueles que nos foram impostos pela sociedade e suas instituições. Por isso, ele não deixou sucessores, não organizou uma religião, não deixou Dez Mandamentos. Ele simplesmente nos convidou, nos estimulou, nos seduziu, para que encontrássemos nossa própria religiosidade, para que respeitássemos nosso corpo como o único templo, e resgatássemos o contato com o nosso centro interior, que é a nossa fagulha divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osho, tendo alcançado a compreensão maior que é o estado de iluminação, simplesmente compartilha conosco sua visão, sua abordagem da vida, de maneira que possamos, através dele, perceber que aquele estado búdico que ele realizou é possível para cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós buscadores, no estado em que nos encontramos, Osho representa um presente da existência. As suas palestras, os seus toque, transcritos em livros são preciosidades para nós. No estado em que nos encontramos, ainda precisamos ouvir as suas chamadas para abrirmos os olhos, para abrirmos nossas percepções e nossa compreensão, para mergulharmos nas práticas de meditação. Mas ele faz questão de estar sempre insistindo no fato de que cabe a cada um de nós aguçar o nosso observador interno e que só assim conseguiremos acessar nossa fonte interna de lucidez e discernimento, e também conhecer a abertura e receptividade mais sutil que nos permitirá saborear o verdadeiro perfume das flores, o esplendor mais profundo de um céu estrelado numa real dissolução harmônica com o cosmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso Osho não é um guru, ele não quer nos conduzir, ele não nos apresenta nenhum mapa, nenhum roteiro, nenhum atalho para chegarmos a algum lugar. Como ele mesmo diz, ele é apenas um convite, ele é um desafio, ele é um empurrão para nos encorajar a darmos o nosso salto, por nossa própria iniciativa e responsabilidade. Eu mesmo estava em Puna e o ouvi dizer: “eu estou empurrando vocês pela janela. Se vocês abrirem as asas e voarem pelo céu, o mérito é de vocês. Se vocês caírem e se afundarem na lama, o problema é de vocês. Eu estou apenas lhes dando um empurrão e dizendo que existe o céu no alto e a lama em baixo.” O desafio é individual. A responsabilidade é pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-3052736023448856364?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/3052736023448856364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=3052736023448856364' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3052736023448856364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3052736023448856364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/12/o-caminho-com-osho-ii.html' title='O Caminho com Osho - II'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-4372747463585256352</id><published>2008-12-06T04:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-06T04:59:09.198-08:00</updated><title type='text'>A vida começa aos 60</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/STp2fCNARMI/AAAAAAAAACE/h1A5lwlHWZ4/s1600-h/sessenta+anos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276660188957394114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/STp2fCNARMI/AAAAAAAAACE/h1A5lwlHWZ4/s320/sessenta+anos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É claro que, nesta presente encarnação, a vida começa a ser contada a partir de nosso nascimento. A gente nem se lembra mais, mas deve ter sido grande o impacto que tivemos quando captamos as primeiras impressões do mundo externo, as sensações táteis, os sons, as cores... Pôxa! Deve ter sido algo realmente fantástico, embora na época não tivéssemos ainda desenvolvido certos sensores , ou pelo menos eles ainda não estavam articulados sob o comando de uma central que processasse tudo conscientemente. E, mesmo depois, enquanto os primeiros anos avançavam, quantas descobertas fomos acumulando... Os primeiros passos, as primeiras palavras, as primeiras frases, os primeiros quebra-cabeças, as primeiras descobertas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estava próximo de completar vinte anos de idade, também tive uma sensação muito forte de que, agora sim, a vida estava começando para mim. Eu me lancei cedo numa carreira profissional e logo senti o gostinho de ter meu próprio dinheiro, de poder ter um fusquinha azul claro, de comprar todos os discos que sonhei ter, todos os João Gilberto, todas as Nara Leão, os Tamba Trio e todas as Elis. E também aqueles Duke Ellington, os Dizzy Gillespie e as Billy Holiday. E os livros? Sartre, Marx, Herman Hesse, Vinicius, Drumond... Sob certo sentido eu me sentia dono do mundo, pelo menos do “meu” mundo que eu estava construindo. Já podia pensar em constituir uma nova família, construir um patrimônio... Eu sentia que estava tomando as rédeas de meu destino e escrevendo a minha história. Quanta ousadia, quantos riscos, quantos medos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados, porém, mais vinte anos, eu enfrentava novamente um período de grandes mudanças. Agora, eu olhava para trás e tinha uma visão de toda a vida que eu havia construído; podia ver e sentir o preço que tinha pago, tostão por tostão, por toda aquela estrutura montada. E começava a desconfiar - chegava mesmo a perceber - que a vida poderia ter tido um significado mais profundo, uma intensidade maior, um colorido mais vivo. Eu estava com quarenta anos e consegui chegar a uma compreensão de que eu tinha o direito e o poder de proclamar a minha liberdade. Vivi então o tempo da demolição, o tempo de desmontar, se não tudo, pelo menos muita coisa. Tempo de descobrir a quantidade de fardo que carregava desnecessariamente e jogar fora sem pensar duas vezes. Tempo de novas viagens para fora e para dentro. Tempo de experimentar os primeiros passos no desconhecido mundo do autoconhecimento. Quantas descobertas, quantos saltos, quantos novos experimentos em todos os níveis... Era o tempo de reaprender a andar, reaprender a sentir, a brincar, a dançar e a cantar. Começava a construir uma nova vida, com um entendimento mais abrangente e mais profundo, acreditando em novos sonhos e ideais de uma possível vida de paz e harmonia com o cosmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que agora eu paro e me deparo diante de um espelho e descubro que os anos continuaram passando e eu cheguei aos sessenta. E quando eu digo que paro e me deparo diante do espelho, eu quero dizer muitas outras coisas além da simples constatação quantitativa do tempo passado. Há também a constatação qualitativa, há a intensidade, a diversidade e a profundidade. E mais que tudo isso, há uma compreensão que sinto chegar naturalmente, sem qualquer esforço de minha parte. E quando paro, eu me deparo diante de todos os sonhos, de todos os ideais e de todos os projetos, os realizados e os abortados, desde a infância, durante a mocidade e naqueles tempos ditos mais maduros. Por vezes, eu paro e apenas paro. Outras vezes eu paro internamente e continuo andando, mas o andar já se torna um passear, uma contemplação ambulante das ruas, das pessoas, dos carros, dos jardins, dos pássaros, das cores e dos sons. No movimento dos outros eu vejo todos os movimentos que eu mesmo fiz, na luta contra obstáculos, na proclamação dos ideais, na busca da realização dos sonhos. Quando me deparo diante do espelho que é o meu próximo mais próximo, eu vejo tudo em mim, numa dimensão passada. E paro. E por vezes, apenas paro. Descubro pela primeira vez vivencialmente a diferença entre nadar e flutuar com a vida. Intelectualmente eu já sabia disso e de tudo o mais. Mas agora, quando paro, eu consigo perceber que só tenho disposição para flutuar, que já não tenho vontade de nadar, que o nadar já não faz mais sentido. E quando eu permaneço no flutuar, vejo que nada faço, que permaneço parado e as coisas acontecem naturalmente. Talvez “parado” não seja a palavra certa. E não é. É mais um “relaxado”, sem expectativas, ou poucas. Um deixar as coisas acontecerem por si mesmas e observar.&lt;br /&gt;Não parei de nadar ainda. Nado, e muitas vezes só pela curtição do nadar, sem mesmo olhar para onde. Mas, sobretudo, os sessenta anos têm me trazido muito mais facilidade para ver e entender que nadando eu não chego a lugar algum. E também que, se eu me permito flutuar, a vida me leva para onde eu devo ir, para onde faz sentido eu estar.&lt;br /&gt;O fazer não se esgotou, mas agora já começa a querer assumir feições de uma brincadeira, de um relaxamento, de uma curtição, como se ele estivesse procurando descobrir o prazer de cada movimento e com um cuidado de escolher o passo que está mais em harmonia com o todo – interno e externo. Sim, parece mesmo que a vida está começando agora, aos sessenta. Pelo menos para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-4372747463585256352?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/4372747463585256352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=4372747463585256352' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4372747463585256352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4372747463585256352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/12/vida-comea-aos-60.html' title='A vida começa aos 60'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/STp2fCNARMI/AAAAAAAAACE/h1A5lwlHWZ4/s72-c/sessenta+anos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-2264583155226438581</id><published>2008-11-27T12:38:00.000-08:00</published><updated>2008-11-28T07:42:16.609-08:00</updated><title type='text'>Quando Osho nos fala sobre o amor</title><content type='html'>Quando Osho nos fala sobre o amor, tudo parece tão óbvio...&lt;br /&gt;A gente fica com a sensação de que já sabe ou sabia tudo aquilo. E mais, ficamos achando que conhecemos aquele amor de que ele fala e que compreendemos perfeitamente que numa relação amorosa estamos sempre lidando com as diferenças. Conseguimos perceber o quanto a nossa parceira (ou parceiro) é diferente de nós e ficamos admirando as suas facetas interessantes, os seus coloridos distintos, e com muita tranqüilidade achamos que sabemos lidar muito bem com toda essa diversidade.&lt;br /&gt;Sobretudo no início dos relacionamentos, que Osho chama de “primeira fase”, cada diferença identificada é objeto de um encantamento. E não apenas os detalhes “geográficos” que definem a dimensão física, incluindo o charme da cor dos olhos, o narizinho delicado, o jeito como os cabelos caem na testa, mas avançam, incluindo também o cheiro, a suavidade da pele, o olhar instigante, a maneira desleixada de andar.&lt;br /&gt;Depois vem o encantamento com formas de pensar do outro, com a sua “bagagem cultural”, o seu senso estético, a maneira como reage diante de imprevistos, diante do que é repulsivo e diante de um sorriso de criança. E ela ainda tem um jeitinho muito especial de se mostrar enamorada, com as suas declarações de amor, o sabor de seus lábios, o aconchego de seu abraço... E aquela sensação indescritível de duas almas se dissolvendo em uma.&lt;br /&gt;Definitivamente nos declaramos apaixonados. Desta vez não temos dúvidas: este é o amor de nossa vida. Desta vez a vida colocou em nosso caminho aquele alguém que estava marcado para ser o nosso grande e único amor.&lt;br /&gt;Nessa hora dizemos que “entendemos” tudo o que Osho fala sobre o encontro de duas pessoas que se amam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, é exatamente nesse ponto que o rio começa a tomar um rumo diferente. As águas que até então seguiam tranqüilas, cortando vales floridos, de repente se deparam com cenários diferentes. Às vezes o rio encontra um deserto que absorve suas águas e ali mesmo ele desaparece. Outras vezes ele encontra um leito cheio de acidentes e suas águas se transformam em correntezas violentas. E, algumas vezes ele simplesmente encontra o mar e suas águas se dissolvem no oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras queremos dizer que todo o romantismo inicial pode se desdobrar em, pelo menos, três possibilidades,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira possibilidade, toda a magia do nosso encontro e todo o encantamento que ele trouxe, também de maneira mágica, se transmuda em algo surpreendente, em algo que não conseguimos compreender.&lt;br /&gt;Até então, vínhamos caminhando alegres pela rua, brincando e cantando, quando de repente, numa esquina igual a tantas outras, sem qualquer razão, olhamos para aquela mesma parceira (ou aquele parceiro) e, inexplicavelmente, a mesma tela colorida passa a assumir um preto e branco sem cheiro, sem sabor, sem vida. O encantamento se desfaz, ali, naquela esquina, sem qualquer motivo, sem qualquer explicação. Muitos relacionamentos “morrem” nesse exato momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra possibilidade é dos parceiros serem tomados por um estranho sentimento de que o relacionamento é algo que já está acertado e permanente. A partir de um certo momento, o romantismo inicial começa a ser substituído por uma sucessão de cobranças, cada vez mais intensas, cada vez mais carregadas de intolerância, de impaciência. O clima inicial de entendimento progressivamente é substituído por brigas e desencontros. Cada qual continua jurando amor pelo outro, continua afirmando que entende as diferenças do outro, mas, “em nome do amor” insiste em querer mudar no outro aquilo que é diferente de si. Parece que para aquele parceiro, aquele traço do outro, diferente do seu próprio traço, é algo errado, algo que não funciona, algo que precisa ser superado, Chega-se a dizer muitas vezes que é para “o próprio bem” do parceiro. Essa insistência de ambos os parceiros em cobranças e acusações se torna uma guerra permanente. Muitos relacionamentos duram anos nesse inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma terceira possibilidade tem a ver com a maturidade de ambos os parceiros.&lt;br /&gt;Ela acontece quando cada qual realmente compreende que o outro é um ser diferente e único, com maneiras distintas de ver o mundo, de se comportar, de reagir diante das circunstâncias. Cada um tem suas manias, seus gostos e preferências, seus vícios e suas virtudes e tudo isso faz parte do arco-iris que é cada pessoa. Quando há uma real aceitação de que o outro é único e diferente e quando há receptividade e abertura de ambas as partes, essa compreensão geralmente é utilizada por cada um para ver a si mesmo, se conhecer mais e se superar. O casal não apenas “grow old” (envelhecem) juntos, mas “grow up” (crescem) juntos. E isso ocorre não por pressão, insistência ou cobrança do outro, mas como conseqüência do amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-2264583155226438581?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/2264583155226438581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=2264583155226438581' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2264583155226438581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2264583155226438581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/11/quando-osho-nos-fala-sobre-o-amor.html' title='Quando Osho nos fala sobre o amor'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-2589658937479621682</id><published>2008-11-12T05:31:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T05:54:58.406-08:00</updated><title type='text'>Um dia com Osho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SRrf0tGk_dI/AAAAAAAAAB8/CmJk1WbhTYE/s1600-h/osho-olhar01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267768810716593618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 173px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SRrf0tGk_dI/AAAAAAAAAB8/CmJk1WbhTYE/s320/osho-olhar01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="left"&gt;Neste último final de semana aconteceu o meu primeiro workshop - Um dia Com Osho. Como eu não tenho uma lista de e-mails de Juiz de Fora, a divulgação foi muito pequena. Mas, foi muito legal. Fiquei muito feliz com o trabalho. Um grupo pequeno, mas foi um excelente teste. Não apareceram nem aqueles que "sabem tudo" sobre Osho e seu trabalho, nem aqueles que nada têm a ver com o assunto. Os que vieram foram aqueles que já leram Osho e têm curiosidade em saber mais a seu respeito, ou aqueles que já ouviram referências (sobretudo na mídia) contra Osho, mas andam meio confusos porque têm lido coisas legais dele. Então vieram para conferir. E é exatamente esse o público para o qual foi montado esse evento de 1 dia. Com certeza esse workshop será repetido, mas da próxima vez, com uma divulgação mais ampla, tentando, inclusive, espaço em jornal e em TV. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O que achei muito bom foi o fato do workshop ser declaramente a respeito do Osho e seu trabalho. E o resultado ter sido fantástico. Na prática, não foi um evento para fazer propaganda do Osho, não foi para converter ninguém, nem foi para dizer que Osho é o "cara". Foi um trabalho onde eu pude dizer que Osho ofereceu algumas ferramentas muito boas para o nosso processo individual de auto-conhecimento, de dissolução de cargas que desnecessariamente carregamos, e de abertura e estimulo para realizarmos a nossa potencialidade. E que o workshop era para que conhecessemos um pouco essas ferramentas e como Osho fazia para nos apresentá-las. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Assim, em um dia tivemos Dinâmica, Nataraj e Kundalini. Entre os intervalos utilizados para um compartilhar descontraído e esclarecedor, tivemos, pela manhã, uma sessão de vídeo com Osho falando que a sua mensagem não era para o intelecto, que ele não era nem matemático nem filósofo. A sua mensagem é uma comunhão de coração a coração. Logo após o almoço, tivemos um pequeno módulo com fita cassete apresentando uma mensagem do Osho a respeito do Amor. Muito profunda e que tocou o coração de todos. Depois tivemos a meditação No-Mind que foi feita com o uso de um DVD, e não CD ou fita k7, como usalmente se faz. O DVD continha uma resposta do Osho a uma pergunta sobre a testemunha e o observador dentro da meditação e em seguida o gibberish e a meditação conduzida pelo Osho. As pessoas fizeram com os olhos fechados, mas sabendo que ali na frente estava a.TV com a imagem do Osho e de 10 mil buscadores fazendo exatamente o mesmo que eles. Foi muito legal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Após o lanche do final da tarde, apresentei trechos de um vídeo com Osho conduzindo um Robe Branco no final de setembro de 1989 (quando eu mesmo estava presente no Buddha Hall).&lt;br /&gt;E fechamos o trabalho com um feed-back final muito sincero de cada um. Para mim foi muito enriquecedor. E senti que também o foi para todos os presentes.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-2589658937479621682?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/2589658937479621682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=2589658937479621682' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2589658937479621682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2589658937479621682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/11/um-dia-com-osho.html' title='Um dia com Osho'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SRrf0tGk_dI/AAAAAAAAAB8/CmJk1WbhTYE/s72-c/osho-olhar01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-3533128446382189022</id><published>2008-11-03T04:17:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T04:22:27.799-08:00</updated><title type='text'>Caminhada matinal</title><content type='html'>Saí de casa para uma caminhada matinal. Senti no ar que o tempo estava se abrindo, as nuvens estavam se afastando e criando espaços para os raios de sol se espalharem. Enchi o peito e peguei um pique. De repente, senti umas pequenas gotas. De chuva? De algum ar condicionado de um prédio? Atravessei a rua e de novo alguns pingos. E agora não tinha prédio algum por perto. Olhei para o céu e vi uma nuvem escura querendo se expandir. Hesitei por um momento. Seguir em frente? Arriscar uma possível chuva? Nenhuma resposta me chegou, a não ser a lembrança do “Não-Pensamento do Dia”, do Osho, que o Viraj me enviou semana passada: “Nada é bom, nada é ruim. Quando isso desponta em sua consciência, subitamente você está unido, todos os fragmentos desapareceram numa unidade. Você está cristalizado, você está centrado. Esta é uma das maiores contribuições da consciência Oriental para o mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, me veio a imagem de tantas vezes em que eu fui pego de surpreso por uma chuva de verão. Eu tentava escapar correndo, mas não havia marquises por perto e a chuva me encharcava pouco a pouco. Ao sentir as roupas ensopadas e a chuva forte escorrendo pelo meu corpo, da cabeça aos pés, eu finalmente me rendia e começava a caminhar vagarosamente, curtindo aquele indescritível banho de chuva. Que sensação fantástica! Inesquecível! Então, eu pensei: este é o pior cenário possível que pode me aguardar, caso o tempo realmente vire, o sol se recolha, as nuvens escuras tomem conta do céu e uma forte chuva se instale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas opções se abriam, então, diante de mim: uma linda manhã de sol ou uma linda manhã de chuva. Relaxei e segui em frente para mais uma caminhada/aventura, para mais uma exposição às mil possíveis experiências a serem vividas a cada passo: as flores, as árvores, o rio, o casal de idosos, as crianças indo para a escola, um gato me espreitando no portão, o forró tocando na cabine do caminhão, as montanhas ao longe, o chão que acolhia meus passos, o meu corpo deslizando e escorregando no meio da brisa matinal, a respiração...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-3533128446382189022?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/3533128446382189022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=3533128446382189022' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3533128446382189022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3533128446382189022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/11/caminhada-matinal.html' title='Caminhada matinal'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-3426514959894921007</id><published>2008-11-02T13:02:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T13:13:35.252-08:00</updated><title type='text'>Relações afetivas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SQ4WWG5d0vI/AAAAAAAAABk/S_BX2vX-vaI/s1600-h/Love.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264169583507264242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SQ4WWG5d0vI/AAAAAAAAABk/S_BX2vX-vaI/s320/Love.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Conversando com uma amiga que trabalha com tarô, ela me disse que noventa por cento das questões que as pessoas levantam nas suas sessões é a respeito de relacionamentos afetivos. Uma questão que, de fato, mexe todo mundo. Alguns, desde os 10 anos de idade e outros, até os 100, se vivemos até lá. E o incrível é que passamos uma vida inteira ocupada com questionamentos sobre esse tema e, na maior parte das vezes, sem chegarmos a uma compreensão maior, nem mesmo para os itens mais simples e banais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas como ciúme, posse, atração e rejeição, fidelidade, frigidez e fissura por sexo, ou problemas de incompatibilidade de gênios, de gostos, de buscas e anseios, estão sempre presentes nos consultórios de psicoterapeutas, nas conversas com os amigos mais íntimos ou nos pensamentos que ocupam nossas noites sem sono. E, infelizmente, por trás desses problemas existem muito mais desencontros que encontros, muito mais incompreensões que compreensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito desse tema, ouvi o seguinte comentário de um outro amigo: “parece ser preciso experienciarmos relacionamentos desarmônicos e frustrantes, para que possamos encontrar e viver um verdadeiro amor.” Mesmo sem entrarmos nessa questão do amor verdadeiro, pois ela implica um outro campo de entendimento, o que o nosso amigo basicamente quis dizer é que a gente precisa viver várias relações para esgotarmos desejos, sonhos; para compreendermos que nossas frustrações se originam de nossas próprias expectativas, e que muitas delas são construídas em cima de ilusões e fantasias. Sair do sonho e cair na realidade seria o primeiro passo para a maturidade, embora muitas vezes seja um processo dolorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se seguirmos essa abordagem da questão, teríamos que acrescentar - além desse primeiro passo de dissolução de ilusões e expectativas nos relacionamentos -, mais um passo, que seria o de vivermos a experiência de estarmos só, de descobrirmos a dor, o prazer e os encantos de uma vida solitária; que seria o de aprendermos a nos apoiar em nós mesmos, de acreditarmos em nossa capacidade de enfrentarmos sozinhos as tempestades e os trovões, assim como de nos deliciar com a brisa da manhã ou com um inesperado pôr-do-sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, será mesmo necessário experienciarmos vários relacionamentos? E será necessário termos depois a experiência de uma vida a sós? Entendo que essas não são as perguntas mais relevantes e que elas podem nos desviar do foco da questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foco da questão é a necessidade de dissolvermos a ilusão de que o outro irá suprir a nossa carência afetiva, que se instala em nosso peito qual um buraco negro. Não importa se para isso a pessoa precisa viver um, vários ou nenhum relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foco da questão é que somente quando estamos inteiros, quando nos bastamos a nós mesmos, quando somos capazes de nos amar do jeito que somos, quando podemos estar em paz e de bem com a vida, por nossa própria conta; somente quando deixamos de ser mendigos da atenção, do carinho e da presença do outro; somente quando somos imperadores, e não mendigos, estamos prontos para vivenciarmos um encontro verdadeiro com alguém que também esteja inteiro ou, pelo menos, esteja na busca de sua integridade. E assim, podemos iniciar, de mãos dadas, uma caminhada ascendente. Sim, juntos, mas cada qual com sua individualidade, sua liberdade, sua busca e realização. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-3426514959894921007?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/3426514959894921007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=3426514959894921007' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3426514959894921007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3426514959894921007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/11/relaes-afetivas.html' title='Relações afetivas'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SQ4WWG5d0vI/AAAAAAAAABk/S_BX2vX-vaI/s72-c/Love.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-4101235334728390821</id><published>2008-10-20T12:31:00.000-07:00</published><updated>2008-10-20T13:28:18.205-07:00</updated><title type='text'>Por qué non te callas?</title><content type='html'>Dentro de poucos dias, completa 1 ano a famosa pergunta feita pelo rei Juan Carlos a Hugo Chavez: ‘Por qué non te callas?’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão não é quem disse nem para quem foi dita. A frase em si é forte e muito oportuna. Volta e meia, a imagem dessa participação do rei na Cúpula Ibero-americana do Chile ressurge em minha memória, sobretudo nesses tempos de campanha eleitoral, de anúncios apocalípticos de visitas de E.T. e de proclamações dos arautos do fim iminente do capitalismo, com o colapso de seu sistema financeiro e de suas bolsas de valores. Fica um ti-ti-ti constante na mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia se delicia com os discursos válidos ou inválidos dos hugoschaves ou georgesbushes espalhados pelo planeta, omitindo os jogos de interesses ocultos por trás desses discursos válidos ou inválidos; os eleitores petistas, tucanos e pefelistas se digladiam - uns exaltando hoje a adoção de medidas que ontem rejeitaram e outros rejeitando hoje as medidas que ontem adotaram -, como se o José ou o Mané, pelo simples fato de serem deste ou daquele partido, fossem os melhores ou os piores, fossem mais confiáveis ou menos confiáveis; como se a corrupção e o desmando fossem prerrogativas apenas dos políticos do outro partido, e nunca dos de sua legenda preferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha Caixa de Entrada está repleta de e-mails enviados por habitantes de outras galáxias, dirigidos aos “amados habitantes do planeta Terra”, anunciando e alertando-nos para o óbvio e para o inimaginável. Ultimamente, chegaram a anunciar a aparição de naves que permaneceriam no céu por vários dias, exatamente para “callar” a voz dos incrédulos. Anúncio este, aliás, desmentido por porta-vozes de outros seres siderais, o que nos leva a crer que uns são mais E.T. e outros nem tanto - numa graduação semelhante à do crescente pelotão de iluminados, que a cada dia aumentam as “mensagens da boa nova” que nos chegam sob forma de Spam. Cada qual também anunciando desde o óbvio até o inimaginável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O círculo se completa quando, na outra extremidade da corda, vemos os anúncios de catastróficas oscilações do mercado e de falência de bancos, que são vendidos com grande alarde a um público ávido por notícias do tipo “quanto pior melhor”, sem se importar com o esclarecimento de quem, por trás da cortina, se locupleta, alimentando artificialmente, ou efetivamente, o caos e o pânico.&lt;br /&gt;Nessas horas, fecho os olhos, e todas essas vozes se misturam, falando ao mesmo tempo. Evoco, então, a presença do rei com sua fala firme, e me dirijo a cada uma dessas vozes: “Por qué non te callas?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-4101235334728390821?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/4101235334728390821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=4101235334728390821' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4101235334728390821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4101235334728390821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/10/por-qu-non-te-callas.html' title='Por qué non te callas?'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-3296621353021189680</id><published>2008-10-09T05:23:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T06:13:16.054-07:00</updated><title type='text'>Meditação</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SO36jlyoJ8I/AAAAAAAAABc/6bUP0Ec0BJQ/s1600-h/BUDDHA1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255131829558060994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SO36jlyoJ8I/AAAAAAAAABc/6bUP0Ec0BJQ/s320/BUDDHA1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos nossos dicionários, a palavra meditação aparece como sinônimo de concentração, reflexão e oração mental. Na tradição oriental, a palavra meditação tem outro significado e é a ferramenta mais fundamental no processo de auto-conhecimento até o supremo salto transformador da vida humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é muito difícil falar o que é meditação. É uma viagem muito pessoal. É simplesmente vivencial. É percepção, não é reflexão, nem raciocínio, conclusão, análise ou interpretação. Por isso é difícil expressar em palavras o que é meditação. É algo que está além da mente. A meditação está no terreno do vazio, do silêncio, do sagrado. Ela não faz parte do mundo das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a nossa mente é muito tagarela, é fácil encontrarmos pessoas que falam sobre meditação, que dão sugestões de como fazê-la, que falam de suas maravilhas ou do que quer que seja. A mente sempre fala muito. Por isso é preciso muito critério ao se buscar literatura a respeito de meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes e verdadeiros mestres falam sobre meditação há milênios. Eles falam a partir de suas próprias experiências como iluminados. Mas, como eles falaram em épocas distintas para povos distintos, com necessidades e compreensões distintas, às vezes fica complicado e até contraditório o entendimento de suas orientações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osho é um mestre contemporâneo, que fala para as pessoas desta época e que desenvolveu técnicas apropriadas para o homem ocidental moderno. Pela minha própria experiência, posso dizer que escolhendo uma só orientação, já é muito difícil a prática regular de meditação. Nesse campo, a mistura de orientações diversas pode não nos levar a lugar algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para qualquer pessoa interessada em saber vivencialmente o que é meditação, e mesmo para aquelas que querem aprofundar a sua experiência meditativa, sugerimos um excelente manual que se encontra nas principais livrarias. É o livro "Meditação: Primeira e Última Liberdade", de autoria do Osho, publicado no Brasil pela Sextante Editora. A primeira parte do livro esclarece tudo o que é e o que não é meditação, o que são técnicas, e muitas dicas importantes. A segunda parte descreve dezenas de técnicas que podem ser praticadas por qualquer um em seu próprio espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um experimento. Não é algo muito sério. Aliás, a seriedade é um obstáculo à meditação. É um relaxamento. É um mergulho num espaço intangível, uma viagem a um mundo desconhecido que acaba sendo revelador de outras dimensões da vida, de novas percepções, de novos sabores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-3296621353021189680?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/3296621353021189680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=3296621353021189680' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3296621353021189680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/3296621353021189680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/10/meditao.html' title='Meditação'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SO36jlyoJ8I/AAAAAAAAABc/6bUP0Ec0BJQ/s72-c/BUDDHA1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-7272590181899013257</id><published>2008-10-04T07:57:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T07:58:34.603-07:00</updated><title type='text'>Momentos mágicos</title><content type='html'>Existem situações especiais que propiciam o desabrochar de momentos mágicos. Nas minhas estadas em Puna, quando Osho ainda estava no corpo, eu vivi muitos momentos mágicos. Osho era um grande demolidor, mas, ao mesmo tempo, a sua presença era um grande catalisador e irradiava uma forte energia que pairava sobre toda a comuna e se fundia com o clima gerado pela prática intensiva de meditação por parte dos sannyasins e demais buscadores presentes. Bastava cruzar os portões de entrada da Osho Commune International, para se experimentar e se envolver nesse campo energético quase tangível. Parece que o próprio ar nos conduzia a um espaço de quietude, de percepção mais aguçada, de alegria pura, de amorosidade. A sensação era de que finalmente chegávamos em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Na medida em que éramos tomados por essa energia, nos dissolvíamos no corpo da comuna. Era como se existissem dois mundos: o que estava do lado de fora dos portões, espalhado pelos quatro continentes e, ali dentro, o mundo da comuna, no qual estávamos imersos. Nos meses mais ativos, a comuna abrigava cerca de dez mil pessoas. Eram buscadores oriundos dos mais diversos países, cada qual com trajetórias únicas, formando um imenso mosaico, multicolorido e harmônico. Esse campo de energia que havia na comuna era um convite permanente para que abríssemos nossos corações, com receptividade e entrega. E com essa abertura, tudo acontecia. Costumávamos dizer que um dia de vida na comuna compreendia experimentos e sacações que não conseguíamos obter em um ano de tentativas no mundo externo. Era um espaço aberto a todas as possibilidades, sem imposições, sem limitações e com um suporte absolutamente confiável dos companheiros de jornada, das equipes de terapeutas e do próprio Osho. Vivendo nesse laboratório experimental de consciência humana, éramos constantemente tomados por insights que não raramente dissolviam questões que vínhamos arrastando por anos e anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Os insights surgiam como um estalar de dedos nos momentos mágicos propiciados por todo esse clima. E não é fácil transmitir em palavras o que eram esses insights e o impacto por eles provocado em nossas vidas. Principalmente porque, em geral, eles não traziam novidades. Eram toques simples que a gente já conhecia e eram absolutamente óbvios. O que os fazia serem especiais é que antes eram conhecimentos intelectuais extraídos de livros, e agora eram experiências vivas, eram viscerais e, sobretudo, transformadores. Os insights sempre surgiam em momento de entrega e receptividade, quando nos permitíamos ver pequenos nós que estavam ali na nossa frente, impedindo a expressão de nossa alegria, de nossa criatividade, de nossa liberdade. Às vezes acontecia através de uma palavra do facilitador de um grupo, dita de coração a coração, outras vezes, surgia no silêncio de uma Vipássana no Buddha Hall, muitas vezes o insight aflorava durante as palestras do Osho, ou mesmo quando ele estava em silêncio nos satsangs no início da noite. E também ocorriam nas atividades da rotina diária, durante uma caminhada, num momento de silêncio, num trabalho comunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       As experiências que vivi em Puna foram fundamentais para a minha caminhada. Voltando à vida normal no mundo, trouxe comigo a compreensão de que eu pessoalmente também carrego os meus próprios “portões da comuna” que delimitam as fronteiras entre meu mundo interior e o exterior. E se eu dou atenção ao meu mundo interior, se aprofundo minha meditação, em conseqüência, eu crio as condições especiais necessárias para o desabrochar de momentos mágicos e de sucessivos insights que iluminam meu caminho. E como em Puna, a presença de Osho continua se manifestando, só que agora fora do seu corpo físico, dissolvido nas flores, nas estrelas, nos pássaros, como ele próprio nos falou que seria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-7272590181899013257?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/7272590181899013257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=7272590181899013257' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/7272590181899013257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/7272590181899013257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/10/momentos-mgicos.html' title='Momentos mágicos'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-2210943283464878889</id><published>2008-09-29T16:02:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T16:48:03.022-07:00</updated><title type='text'>O caminho com Osho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SOFpGe8fqdI/AAAAAAAAABM/KN-zevQ36MQ/s1600-h/osho019.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251594200597637586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SOFpGe8fqdI/AAAAAAAAABM/KN-zevQ36MQ/s320/osho019.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apesar de tudo o que já se falou e escreveu sobre o engodo das religiões organizadas ao longo dos tempos, ainda permanece no inconsciente de muitos de nós essa vontade (ou necessidade) de um suporte para o nosso caminho espiritual. Por mais que tenhamos um discurso de liberdade, de individualidade e de autodeterminação, quando entramos no caminho com Osho, nem sempre é fácil lidarmos com a ausência de uma certa organização, de uma estrutura à qual possamos recorrer para nos orientarmos. Quantas vezes sentimos a falta de encontros regulares para compartilharmos experiências e dúvidas, ou mesmo para celebrarmos datas especiais ou o recebimento do sannyas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Osho detonou com todas as organizações e mostrou como todas elas acabam por sufocar a nossa busca. Quando adotamos um guru, seguimos um ritual, práticas obrigatórias e preceitos, acabamos por nos apegar a tudo isso, deixando aos poucos a pureza inocente de nossa criança que nada sabe e tateia no escuro em busca da verdade. Quando se tem um guia, a busca já não é a mesma. O guia lhe explica tudo e diz como as coisas devem ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer? Há muito para se fazer. Osho nos desafia a encontrarmos o mestre dentro de nós. E isso é complicado e simples ao mesmo tempo, é tarefa gigantesca que implica coragem, riscos, persistência, buscas e descobertas, implica percorrermos sozinhos terrenos desconhecidos, sem sabermos ao certo aonde chegar, sem mapas, sem bússola, sem muletas e sem guarda-chuvas.&lt;br /&gt;Ouvimos quando ele diz para nos livrarmos dele, mas continuamos agarrados. É como uma criancinha aprendendo a andar, mas que ainda se sente insegura para soltar as mãos dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguir o caminho com Osho não é fácil. Por isso, há muitas desistências no percurso. Muitos companheiros simplesmente abandonam a caminhada, outros optam por alternativas mais estruturadas disponíveis no mercado ou preferem atalhos que prometem acesso mais rápido e mais fácil a alguma meta. Outros ficam fascinados com o guia de alguma nova caravana que passa pela estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que não é fácil seguir com Osho? Sobretudo porque significa não segui-lo, significa seguir sozinho, significa ter que aguçar a própria percepção, a própria intuição, pois não há ninguém a nos guiar a não ser nós mesmos; não há ninguém a nos cobrar a não ser nós mesmos. Dizer que o caminho para isso é a meditação não simplifica as coisas. As técnicas estão disponíveis. Mas técnica não é meditação e ainda corremos o risco de nos apegarmos à técnica e não chegarmos a lugar algum. Mas como Osho diz, sem a técnica também não chegamos a lugar algum. E o que mais nos deixa desconcertados é que meditação não é como uma academia de ginástica onde além de um exercício objetivamente definido, existe um instrutor para orientar e corrigir. A meditação é um mergulho individual, é realmente um mergulho no escuro, um mergulho no vazio. E só quem mergulha sabe o que significa esse vazio, sabe o que as palavras não conseguem traduzir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-2210943283464878889?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/2210943283464878889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=2210943283464878889' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2210943283464878889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/2210943283464878889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/09/o-caminho-com-osho.html' title='O caminho com Osho'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SOFpGe8fqdI/AAAAAAAAABM/KN-zevQ36MQ/s72-c/osho019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-5325713301549770339</id><published>2008-09-26T17:53:00.000-07:00</published><updated>2008-09-27T03:54:12.773-07:00</updated><title type='text'>Fidelidade e comprometimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SN2SfUoR1TI/AAAAAAAAABE/ldsR3mY-gKs/s1600-h/blogamigos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250513807395116338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SN2SfUoR1TI/AAAAAAAAABE/ldsR3mY-gKs/s320/blogamigos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Algumas pessoas, inclusive amigos sannyasins, às vezes questionam porque em meus depoimentos e comentários eu me fixo apenas no Osho, enquanto existem tantos outros autores e mentores espirituais, cujos trabalhos também levam a um aprofundamento da consciência, do entendimento, da sensibilidade, da compaixão, do amor, do silêncio, mesmo que nada tenham a ver diretamente com o Osho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo esse questionamento e inclusive acho muito apropriado que essas pessoas, em suas palestras e em seus trabalhos se apóiem em mensagens de um Eckart Tolle ou de um A H. Almaas, ajudando mesmo a divulgá-los. Apesar disso, eu sinto que Osho ainda tem muito para ser explorado, muito para ser difundido e muito para ser esclarecido. Há muitas pérolas do Osho para serem trazidas ao grande público, e, de uma maneira clara, pois muitos mal-entendidos se espalharam, em parte em conseqüência de uma distorção orquestrada pelo "sistema" com apoio da mídia, sobretudo nos anos 80, embora ainda hoje encontremos esse trabalho leviano de se denegrir a imagem do Osho, como o fez recentemente revista VIP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma das razões porque tenho insistido em trabalhar especificamente com Osho. O mundo mudou? Sim. Outras pessoas estão falando coisas significativas? Sim. Mas é fundamental que a sua mensagem original seja preservada e difundida. E sei que tentei fazer isso de maneira muito rígida no passado, o que é incoerente com o próprio espírito da sua mensagem. Busco hoje mais maleabilidade, faz parte do meu processo, mas não quero perder essa fidelidade à sua mensagem original. Sinto que este é um trabalho que precisa ser feito. E eu me coloco como voluntário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no mundo de hoje dispomos de um leque com mil e uma vertentes, e as pessoas podem buscar pela internet canais para acessar todas essas vertentes, eu quero manter um canal para que as pessoas possam acessar a mensagem do Osho de maneira mais original e mais preservada. As pessoas têm a liberdade e o direito de fazerem suas buscas em todos os canais, inclusive os do Osho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda razão para essa minha “exclusividade” ao Osho é que pessoalmente, eu sinto que os toques do Osho, sem qualquer mistura com outras fontes, têm sido uma sucessão de ciclones em minha vida. Às vezes passo por pequenos períodos de calmaria, mas logo em seguida enfrento uma sucessão de grandes turbulências. Eu vejo à minha frente um longo caminho e Osho tem sido uma luz para mim. É claro que é uma luz que indica a minha própria luz e com isso tenho dado passos. Ainda não estou no ponto de dispensar essa luz do Osho, sobretudo nos meus tropeços, nos momentos de incertezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando leio outras fontes, como um Eckart Tolle ou um Shunryo Suzuki, eu reconheço muitas coisas que vi anteriormente no Osho, ainda que com outras palavras, com outros exemplos, o que, por vezes, até ajuda minha compreensão. Mas fico sempre com a ótica do que aprendi com Osho, checando se o que eles estão dizendo é válido ou não. Ou seja, a minha confiança em Osho é absoluta. E a confiança nessas outras fontes é relativa. E é exatamente a confiança absoluta que tenho no Osho, que possibilita a minha entrega e a aceitação para que novas possibilidades se abram em minha vida a partir mesmo de muitos de seus toques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que no meu processo pessoal eu chegue a um ponto em que "jogue os livros do Osho na fogueira", como em algum lugar ele mesmo sugere, mas ainda não cheguei nesse ponto. Até lá, o que tenho procurado entender é a minha rigidez e ortodoxia que muitas vezes geraram polêmicas e broncas por parte de outras pessoas. Tenho procurado abrir mais minha receptividade e aceitação para com outras possibilidades de ver, de compreender, de crescer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-5325713301549770339?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/5325713301549770339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=5325713301549770339' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/5325713301549770339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/5325713301549770339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/09/fidelidade-e-comprometimento.html' title='Fidelidade e comprometimento'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SN2SfUoR1TI/AAAAAAAAABE/ldsR3mY-gKs/s72-c/blogamigos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-4824152954301479231</id><published>2008-09-23T06:35:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T18:53:27.943-07:00</updated><title type='text'>A meditação se misturando com a vida</title><content type='html'>Conheci o Osho há 23 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros anos li, afoitamente, os trinta e poucos livros que, então, haviam sido publicados em português. Em 1986 tornei-me sannyasin e, no ano seguinte, fui à Índia para estar diante dele, sentí-lo e vê-lo falar, onde permaneci alguns meses. Voltei em 1989 e, depois que ele deixou o corpo, ainda visitei a sua comuna diversas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo um retrospecto desses meus últimos 23 anos de busca, com muita leitura de Osho, aprofundando minha meditação, observando meu próprio processo, eu posso dizer que hoje estou muito menos confuso do que estava antes, quando eu me sentia muito dividido. Nunca estava inteiro nas coisas. Hoje eu me sinto mais quieto e silencioso. Ainda percebo angústia e ansiedade dentro de mim. Faz parte do meu processo, inclusive essa percepção. Mas, no geral, me sinto menos dividido, tenho mais clareza em relação ao que busco, ao que quero, ao que almejo. A minha busca, que eu poderia chamar de espiritual, é hoje o maior foco de minha vida. É um querer que bate no meu coração. O que eu quero hoje, do fundo do meu ser, é estar de bem com a vida, estar em paz dentro de mim, estar relaxado, estar em harmonia com a natureza e o cosmos. Sobretudo estar em contato com meu silêncio interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249769989960264914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SNrt_cwWbNI/AAAAAAAAAA0/UGtZM5XmFI0/s320/blog001.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Olhando todo o processo que vivi nesses últimos 23 anos, tenho que reconhecer que todos os obstáculos que enfrentei, todos os fracassos que vivi, todas as crises por que passei, todas as situações em que me vi confuso e perdido, todos esses momentos foram fundamentais para que eu pudesse, passo a passo, ir rompendo com a minha velha programação, para que eu pudesse me soltar um pouco de minha velha carcaça e, progressivamente, caminhasse, renascendo com mais liberdade, mais discernimento, mais coragem para dar saltos, mais coragem para deixar tantos fardos que, desnecessariamente, eu carregava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que não recuei diante de tantos momentos de incerteza, que não tive medo diante dos desafios, quando foi preciso romper com muitas amarras ao passado. Ainda bem que uma luz me deu alento e, muitas vezes, recusei buscar os velhos refúgios, quando me vi perdido e confuso. Ousei encarar as novas situações com coragem, para afirmar o que eu queria. Se nada disso tivesse ocorrido, eu ainda seria o velho Ronaldo dividido, carregando uma grande sensação de tristeza, de infelicidade, de fracasso, que era como eu sentia a minha vida antes de conhecer o Osho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os melhores momentos de minha vida foram aqueles em que eu me lancei e me permiti sentir a vida, abrir meu coração. Abracei pessoas, árvores, animais; foram os momentos em que eu me joguei, dancei, cantei, pulei, namorei. Foram momentos em que deixei a cabeça de lado e me permiti fluir junto com a vida, me permiti ouvir o pulsar da vida e entrei em sintonia com essa pulsação. Às vezes até com um pouco de medo, mas sem medir muito as conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz muitas coisas que hoje não tenho disposição, nem pique e nem vontade de fazer. Mas, na época, foram fundamentais para mim. Até mesmo, para que hoje eu não sinta mais a necessidade de dar aqueles saltos. Talvez, porque os saltos já tenham sido dados. Dei muitas cabeçadas, fui muitas vezes inconseqüente e irresponsável. Mas, que bom que pude ser inconseqüente e irresponsável! Principalmente para mim que sempre fui tão certinho, tão obediente, tão bonzinho e tão responsável, tão ajuizado e, principalmente, tão travado e bloqueado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante é que eu precisei passar por tudo que passei para chegar a esta situação em que vivo agora. E, certamente, eu ainda preciso passar por esta situação em que vivo agora, para me abrir para uma nova situação que irá se revelar daqui mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, tem sido muito importante ler Osho, reler, depois me lançar na vida; depois sentar e meditar, depois me lançar na vida novamente; depois ler e reler Osho, fazer novos experimentos, tentando entrar em sintonia com meu coração e deixar que ele se expresse; e depois sentar e meditar em silêncio; e assim sucessivamente, cada vez aguçando mais o meu "observador interno". É a meditação se misturando com a vida e a vida se misturando com a meditação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-4824152954301479231?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/4824152954301479231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=4824152954301479231' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4824152954301479231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/4824152954301479231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/09/meditao-se-misturando-com-vida.html' title='A meditação se misturando com a vida'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/SNrt_cwWbNI/AAAAAAAAAA0/UGtZM5XmFI0/s72-c/blog001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6784569603116725098.post-7178690036825800300</id><published>2008-09-20T13:04:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T12:46:49.178-07:00</updated><title type='text'>Palavras Iniciais</title><content type='html'>A vida vai nos acomodando de um lado e de outro. A existência não nos abandona mesmo. Estamos sendo sempre chacoalhados. Ainda que passemos um tempo aparentemente quietos, mais acomodados, na verdade, estamos acumulando "quantum", como diz o Osho, para dali a pouco começarmos a explodir num novo turbilhão de idéias, de movimentos, de projetos, de criação e de realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, de repente, por uma série de circunstâncias, cresceu em mim essa vontade de escrever um blog, que pode ser uma experiência rica e prazerosa, um canal para um novo tipo de fazer, diferente do meu fazer anterior. Parece que o meu fazedor se deliciava com o que era árduo, com mobilizar pessoas, atraí-las e conduzi-las. Mas tinha que ser algo palpável, como alugar uma sala de meditação, dirigir um centro, promover eventos, fazer reuniões, desenvolver um projeto comunitário, ir para lá e para cá. Por fim, tudo isso acabou me cansando. Daí, eu parei e dei um tempo. E, no meio desse tempo, quando já estava me sentindo descansando até demais, ao ponto de me sentir incomodado, a Amras me descobriu na internet, gostou de muita coisa que viu no site do Osho Brasil e no boletim, e resolveu me escrever. Começamos uma troca de idéias que acabaram por despertar em mim uma vontade de um novo fazer, um fazer que tem mais a ver com um criar, com um simples compartilhar, com um let-go prazeroso. E assim surgiu essa idéia do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, no meu trabalho no Osho Brasil, por força do site (&lt;a href="http://www.oshobrasil.com.br/"&gt;http://www.oshobrasil.com.br/&lt;/a&gt;) e do boletim Osho Conexão Brasil, eu recebo muitas mensagens com questionamentos sobre meditação, sobre Osho, sobre o seu trabalho, sobre o sannyas, sobre experiências de vida. Essas mensagens vêm tanto de sannyasins como de não-sannyasins, vêm de amigos e de leitores do Osho. E nas respostas, eu costumo aprofundar minhas considerações, coloco meu coração, minhas experiências, minhas próprias dúvidas, o meu viver. Muitas vezes, eu fico achando que uma ou outra mensagem contém informações que poderiam ser úteis e esclarecedoras para muita gente. Chego a manter uma cópia daquela resposta por um tempo, pensando em aproveitá-la em um artigo no boletim, mas acabo deletando. E muitas vezes deleto porque sinto que aquela é uma resposta minha pessoal e por isso não caberia no boletim que é do Osho Brasil e não meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, eu dou as boas-vindas a essa bela sugestão da Amras para que eu abrisse este blog. Vejo neste blog uma real possibilidade de interação que falta tanto ao site quanto ao boletim. Através dos “comentários”, todos os leitores poderão se manifestar a respeito do que estarei escrevendo e poderão fazer sugestões e críticas ao próprio site e ao boletim. E talvez se sintam até mais estimulados a enviarem seus questionamentos e suas considerações para um compartilhar mais amplo. Sinto que este blog tem o potencial de ser mais um espaço sannyas para abrirmos nossos corações. Que desfrutemos juntos, com a gentileza dos companheiros de jornada, inspirados pelo Osho, a grande e linda energia que nos une.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6784569603116725098-7178690036825800300?l=blogdochampak.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdochampak.blogspot.com/feeds/7178690036825800300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6784569603116725098&amp;postID=7178690036825800300' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/7178690036825800300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6784569603116725098/posts/default/7178690036825800300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdochampak.blogspot.com/2008/09/palavras-iniciais.html' title='Palavras Iniciais'/><author><name>Blog do Champak</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01837573475233634788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dZySKztI3M0/THKpW2NAmXI/AAAAAAAAAFw/rOpZJNB0iuM/S220/champak7.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
